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Como o real digital pode influenciar o ecossistema financeiro?

As discussões envolvendo o real digital voltaram à tona no último mês, depois que o Banco Central nomeou oficialmente a nova moeda digital brasileira como Drex. O objetivo principal do projeto, que já estava em circulação desde 2020 e deve ser lançado à população no final de 2024, é disponibilizar uma alternativa mais eficiente e […]

Publicado: 29/03/2026 às 01:03
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Construção civil — Foto: Reprodução

As discussões envolvendo o real digital voltaram à tona no último mês, depois que o Banco Central nomeou oficialmente a nova moeda digital brasileira como Drex. O objetivo principal do projeto, que já estava em circulação desde 2020 e deve ser lançado à população no final de 2024, é disponibilizar uma alternativa mais eficiente e segura para as transações financeiras.

Além disso, ele também deve estimular a tokenização no Brasil e a criação de negócios inovadores, pois permite que a população e os empreendedores tenham um acesso mais igualitário aos benefícios do sistema financeiro digital em um espaço protegido e resistente a fraudes. Nesse sentido, o Drex acompanha as tendências globais de digitalização no setor e tem um enorme potencial de transformar esse ecossistema, pois deve modificar a forma como interagimos com o dinheiro e a economia em si.

Entre as revoluções que ele deve trazer para o segmento, acredito que a mais significativa está relacionada a maior acessibilidade e inclusão financeira que vai oferecer ao permitir que as pessoas sem acesso a serviços bancários tradicionais possam participar mais plenamente da economia. Isso pode ser especialmente transformador em regiões em desenvolvimento ou subatendidas, onde a entrada dessas soluções ainda é limitada.

Outro ponto importante é que ele deve aprimorar a eficiência das transações, já que ao eliminar intermediários externos e simplificar os processos, elas podem ser realizadas de maneira mais rápida e com custos reduzidos. Isso será muito positivo quando pensamos no potencial de acelerar o comércio internacional e simplificar pagamentos cross border (ou transfronteiriços), removendo barreiras e despesas associadas a conversões de moedas. Segundo um levantamento do Bank of England, esse mercado deverá valer aproximadamente US$ 250 trilhões até 2027.

Por ser uma moeda baseada na tecnologia blockchain é categorizada como anti- fraude e corrupção, o que traz mais transparência para a economia e impede que atividades ilícitas sejam cometidas, aumentando a confiança no sistema financeiro brasileiro.

No entanto, a implementação bem-sucedida do Drex enfrenta desafios complexos. Questões relacionadas à privacidade, segurança cibernética e infraestrutura tecnológica precisam ser cuidadosamente consideradas. Além disso, a aceitação e adesão do público e das organizações também são fundamentais para o sucesso do projeto. Esse cenário exige que o Banco Central crie estratégias assertivas para que ele possa ser utilizado da melhor maneira tanto pelo governo, quando pela população e outros agentes do ecossistema financeiro.

Por fim, fica claro que a tecnologia terá um papel essencial no desenvolvimento e na prática da implementação do real digital, ajudando, inclusive, a monitorar as transações em tempo real e, a partir disso, gerar insights detalhados e inteligentes sobre a economia – que podem ser utilizados para o aprimoramento e a criação de outras iniciativas transformadoras.

*Gustavo Caetano é fundador da Sambatech

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