Desde que ingressamos na era digital, as companhias passaram a investir cada vez mais não apenas em tecnologia, mas também em tentar compreender melhor como as novas ferramentas e soluções poderiam alavancar os negócios e melhorar a experiência tanto dos colaboradores quanto dos consumidores. Um setor que tem apostado mais intensamente na transformação digital completa […]
Desde que ingressamos na era digital, as companhias passaram a investir cada vez mais não apenas em tecnologia, mas também em tentar compreender melhor como as novas ferramentas e soluções poderiam alavancar os negócios e melhorar a experiência tanto dos colaboradores quanto dos consumidores.
Um setor que tem apostado mais intensamente na transformação digital completa e se beneficiado muito disso é o da saúde. Segundo o relatório State of Digital Health, elaborado pela empresa de pesquisa de inteligência de mercado CB Insights, em 2021 tivemos globalmente um investimento recorde em saúde digital, chegando a US$ 57,2 bilhões, cerca de 79% a mais do que os US$ 32 bilhões registrados em 2020.
Porém, os dados nacionais apontam para um cenário um pouco diferente: de acordo com estudo realizado pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) em parceria com a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), os gastos e investimentos em tecnologia na saúde representam somente 4,5% do mercado brasileiro.
Ou seja, mesmo que os esforços em trazer inovação para esse segmento estejam crescendo, ainda estão muito distantes do ideal. Isso ocorre principalmente porque as instituições têm uma ideia equivocada de que digitalizar os documentos, fazer uso das redes sociais para dialogar com os pacientes e disponibilizar certas informações para os usuários na internet já as colocam como empresas digitais.
Mas vale lembrar que a transformação digital vai muito além disso: ela começa por uma mudança de mindset tanto dos gestores quanto dos times, que passam a entender que é preciso antes de tudo implementar uma cultura de inovação para só então desenvolver projetos que realmente façam sentido e melhorem e facilitem a jornada dos consumidores.
Nesse contexto, uma das ferramentas mais poderosas para a área da saúde é a inteligência artificial e big data. Ao captar mais informações dos clientes e fazer uso inteligente delas, é possível ter uma análise de dados voltada para a hiperpersonalização do atendimento do início ao fim.
Com isso, fica mais fácil oferecer serviços e produtos que atendam de fato as necessidades individuais dos usuários e ajudem a garantir que o seu bem-estar esteja entre as suas prioridades. Um exemplo são os relógios inteligentes, que contam com diversas funções voltadas à saúde física, como contagem dos batimentos cardíacos, das calorias perdidas, das horas de sono e de passos, assim como avisos que indicam quando a pessoa está há muito tempo parada.
Além de auxiliarem os usuários a terem uma rotina mais saudável e ativa, as informações captadas pelos dispositivos podem ser utilizadas pelos profissionais de saúde para ajudar a identificar, prevenir e tratar possíveis problemas.
Com o investimento cada vez maior nessas tecnologias, será possível otimizar recursos, tempo e gastos tanto das organizações quanto dos pacientes, o que, consequentemente, tornará o alcance às novas soluções e ao cuidado com a saúde mais acessível. O futuro sustentável e positivo que buscamos está no bom uso dos dados. Pense nisso!
*Gustavo Caetano é fundador da Sambatech e Samba Digital