Por Severino Sanches* O conceito de smart cities está emergindo como uma força transformadora no cenário atual. Segundo um relatório da Research and Markets, divulgado pela Nasdaq, o mercado global de cidades inteligentes deve crescer mais de 20%, alcançando US$ 2,51 trilhões até 2025. Esse crescimento é impulsionado por tecnologias inovadoras como 5G, Internet das […]
Por Severino Sanches*
O conceito de smart cities está emergindo como uma força transformadora no cenário atual. Segundo um relatório da Research and Markets, divulgado pela Nasdaq, o mercado global de cidades inteligentes deve crescer mais de 20%, alcançando US$ 2,51 trilhões até 2025. Esse crescimento é impulsionado por tecnologias inovadoras como 5G, Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial, que desempenham um papel essencial no desenvolvimento dessas cidades. No entanto, o Brasil ainda enfrenta desafios consideráveis para avançar significativamente nesse campo.
No centro dessa revolução estão sensores IoT, big data e tecnologias de análise, que coletam e processam informações em tempo real. Esses dados são utilizados para otimizar a gestão de ativos, recursos e serviços urbanos de maneira mais eficiente e integrada. Estas cidades vão além de sistemas de transporte avançados, incluindo redes de energia, gestão de água e resíduos, além de outros serviços públicos.
A implementação dessas tecnologias tem um impacto profundo, uma vez que permitem uma governança mais precisa, com monitoramento contínuo da infraestrutura e prestação de serviços. Além disso, o uso de dados em tempo real possibilita a otimização de aspectos como o tráfego e a distribuição de energia, tornando as cidades mais práticas e adaptativas.
Nesse contexto, os provedores de internet são fundamentais para o sucesso das cidades inteligentes. A qualidade, velocidade e confiabilidade da internet são cruciais para a transmissão e análise profunda dos dados. Provedores robustos e resilientes são vitais para o funcionamento adequado da conectividade dessas cidades.
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No entanto, a infraestrutura necessária para suportar esta segurança cibernética são desafios consideráveis. Os provedores de internet precisam garantir não apenas uma cobertura abrangente e contínua, mas também a proteção contra ameaças cibernéticas, visto que com o aumento da conectividade, as smart cities estão mais vulneráveis a ataques, tornando a segurança digital uma prioridade.
O impacto mais visível destas cidades é com relação a melhoria na qualidade de vida dos cidadãos, com serviços públicos mais eficientes, ambientes mais limpos e um planejamento urbano inteligente. Deste modo, a conectividade proporcionada pelos provedores de internet permite a implementação de soluções inovadoras que afetam diretamente o dia a dia da população, melhorando aspectos como mobilidade urbana, segurança, saúde e educação.
Outro aspecto relevante é com relação à sustentabilidade. A integração de tecnologias como IoT e big data permite uma gestão mais eficiente dos recursos naturais, reduzindo o consumo de energia e água, além de otimizar o gerenciamento de resíduos. Com isso, as cidades inteligentes contribuem para a preservação do meio ambiente e a redução da pegada de carbono.
A colaboração entre tecnologia, governo e sociedade é outro fator crucial para o sucesso das smart cities. A implementação dessas tecnologias exige investimentos significativos e uma coordenação eficaz entre diferentes setores. Governos, empresas de tecnologia e cidadãos precisam trabalhar juntos para garantir que estas cidades sejam acessíveis a todos e que os benefícios dessas inovações sejam amplamente distribuídos.
Dessa forma, as cidades inteligentes representam uma mudança significativa na forma como vivemos, trabalhamos e interagimos em ambientes urbanos. Assim, os provedores de internet, se encontram no epicentro dessa transformação, permitindo que as cidades possam alcançar todo o seu potencial de modo a gerar metrópoles mais eficientes e sustentáveis.
* Severino Sanches é CEO da Agora Distribuidora, uma empresa associada ABRADISTI – Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação.
** Os artigos publicados na coluna não refletem necessariamente a opinião da ABRADISTI.
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