A inteligência artificial deixou de ser apenas tecnologia de suporte para se tornar um colaborador digital estratégico. Com ela, organizações ampliam a capacidade humana de análise, inovação e decisão em uma escala inédita. Um estudo encomendado pela Intel e realizado pela International Data Corporation (IDC) no ano de 2025 ouviu mais de 460 empresas nas […]
A inteligência artificial deixou de ser apenas tecnologia de suporte para se tornar um colaborador digital estratégico. Com ela, organizações ampliam a capacidade humana de análise, inovação e decisão em uma escala inédita.
Um estudo encomendado pela Intel e realizado pela International Data Corporation (IDC) no ano de 2025 ouviu mais de 460 empresas nas Américas e revelou um dado incontornável: 97,6% das organizações já percebem o impacto transformador da IA, com ganhos de até 49% em eficiência, produtividade e inovação. A questão deixou de ser “se” a IA agrega valor. O desafio agora é como extrair esse valor de maneira sustentável.
O Brasil aparece como o país mais confiante da região em sua prontidão para a IA. Esse otimismo é saudável, porque acelera a adoção. Mas o estudo revela um paradoxo: 21,4% das empresas ainda não iniciaram inventário de dados, e apenas 51,8% das informações estão acessíveis para análise. Ou seja, enquanto avançamos na ambição, ainda temos lacunas importantes na base que sustenta a IA.
Apesar disso, o movimento é rápido. As iniciativas de IA tradicional (58,7%) e generativa (55,3%) já caminham praticamente lado a lado no Brasil. Isso mostra disposição em explorar tecnologias emergentes mesmo sem todas as estruturas maduras – um traço ousado do mercado brasileiro.
Essa característica se repete na região. A adoção de Agentic AI já alcança 15% das empresas brasileiras, superando inclusive índices de países como Estados Unidos e México. Essa antecipação pode ser vista como risco, mas também como oportunidade: a ausência de legados pesados permite experimentar e ajustar mais rápido.
Outro sinal desse dinamismo é o avanço de Edge Computing, que já representa 15% dos orçamentos de TI no Brasil. Para casos como IoT, varejo ou manufatura, aproximar o processamento do dispositivo é essencial para que a IA opere em tempo real.
Se há uma barreira central, ela é a confiança. Mais de 80% das empresas da região manifestam receio com riscos ligados à privacidade, regulação, marca e até à acurácia das respostas de GenAI. Isso mostra que a corrida pela adoção precisa vir acompanhada de estruturas sólidas de governança, dados bem geridos e políticas de uso responsável.
O IDC projeta que os investimentos em IA nas Américas chegarão a US$ 477,8 bilhões até 2028, com crescimento anual de 32,9%. Globalmente, o impacto no PIB pode atingir US$ 19,9 trilhões até 2030. Esses números não deixam dúvidas: a IA não é opcional; é condição de competitividade.
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Para os executivos brasileiros e latino-americanos, o desafio é transformar confiança em realidade. Isso significa investir em dados, fortalecer governança e capacitar equipes. A ousadia que caracteriza nossa região pode, sim, se converter em vantagem competitiva – mas apenas se vier acompanhada de responsabilidade.
Estamos diante de um ponto de inflexão. Quem agir agora não apenas acompanhará a revolução da IA: será protagonista dela.
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