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O desafio das identidades não humanas e o futuro da segurança

Nos últimos anos, a segurança digital passou por uma transformação profunda. À medida que as empresas aceleraram a adoção de microsserviços, automação, pipelines complexos de CI/CD e múltiplas nuvens, um novo tipo de identidade ganhou protagonismo: as Identidades Não Humanas, ou pela sigla em inglês, NHIs. Elas são aplicações, serviços, scripts e máquinas que precisam […]

Publicado: 04/03/2026 às 08:14
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4 minutos
O desafio das identidades não humanas e o futuro da segurança
Construção civil — Foto: Reprodução

Nos últimos anos, a segurança digital passou por uma transformação profunda. À medida que as empresas aceleraram a adoção de microsserviços, automação, pipelines complexos de CI/CD e múltiplas nuvens, um novo tipo de identidade ganhou protagonismo: as Identidades Não Humanas, ou pela sigla em inglês, NHIs.

Elas são aplicações, serviços, scripts e máquinas que precisam se autenticar para acessar recursos e executar operações críticas, fazendo isso sem qualquer intervenção humana.

O problema é que, historicamente, essas identidades foram tratadas de forma improvisada, com base nas ferramentas disponíveis na época. Utilizando senhas hardcoded, tokens espalhados por repositórios e permissões excessivamente amplas, elas  rapidamente se transformaram em um dos principais vetores de risco das arquiteturas modernas.

Hoje, grande parte das identidades em ambientes corporativos já é não humana, e a tendência é de crescimento contínuo. Ambientes cloud e, principalmente, multi-cloud intensificaram esse cenário ao impulsionar três fatores críticos: a explosão de workloads efêmeros, como containers, VMs temporárias, processos serverless e pipelines que surgem e desaparecem em segundos; a interconexão massiva entre serviços, com APIs dialogando entre si, workloads distribuídos entre datacenters e clouds distintas e integrações constantes com ferramentas SaaS; e a pressão regulatória e de auditoria, que exige das organizações a comprovação de controle sobre os acessos, mesmo quando não há um “quem”, mas sim um “o que”.

Esse contexto torna essencial a adoção de uma abordagem moderna, e é nesse ponto que soluções especializadas em NHIs, como HashiCorp Vault e HashiCorp Consul, passam a ocupar um papel estratégico. Apesar de existirem há muitos anos, esses recursos nem sempre receberam o protagonismo que mereciam, sendo frequentemente priorizados apenas em grandes organizações que decidiram revisar decisões técnicas do passado ou em empresas que tiveram a oportunidade de remodelar seus ambientes desde a base.

Leia mais: Pix sob ataque: a segurança dos fornecedores define o futuro do sistema financeiro

Nesse cenário, o HashiCorp Vault consolida-se como referência global para o gerenciamento seguro de segredos e credenciais, resolvendo desafios críticos que envolvem a emissão dinâmica de credenciais para bancos de dados, ambientes cloud, SSH e certificados, a rotação automática e eliminação de segredos estáticos e a autenticação baseada na identidade do workload por meio de tecnologias como Kubernetes, JWT, cloud auth e AppRole. Ao substituir segredos fixos por credenciais sob demanda, as organizações passam a trabalhar com acessos que expiram, são rastreáveis e possuem escopo limitado.

Enquanto o Vault atua diretamente na proteção de segredos, o Consul oferece uma camada estruturante de service mesh, automação e identidade criptográfica entre serviços, possibilitando mTLS automático entre workloads com gestão própria de certificados, autorizações baseadas em intenção que definem quais workloads podem se comunicar entre si, descoberta dinâmica de serviços e a utilização de Mesh Gateways para ambientes multi-cloud seguros.

O uso de tecnologias como as da HashiCorp possibilita avanços concretos, como a eliminação de segredos expostos em código, implementação de mTLS de ponta a ponta, diminuição de superfícies de ataque, maior rastreabilidade sobre acessos, atendimento de requisitos e auditorias, automação de fluxos críticos de segurança e fortalecimento de pipelines DevOps e GitOps.

Este é o futuro da identidade, um futuro em que máquinas se autenticam com a mesma robustez, ou até superior, à dos usuários humanos.

Conclusão

A era da automação exige uma abordagem estratégica e consciente sobre todos os tipos de identidade. Com Vault e Consul como base técnica, somados  à integração de diferentes expertises técnicas,  as organizações estão preparadas para alcançar um novo patamar em segurança, escalabilidade e governança.

Identidades não humanas não são apenas um detalhe técnico; elas já representam o novo perímetro de segurança das empresas modernas.

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