Construir uma força de trabalho mais diversa é um dos principais desafios para as empresas hoje em dia, sobretudo do setor de tecnologia. Mulheres, negros, LGBTQIAP+ e pessoas em situação de vulnerabilidade social ainda encontram algumas barreiras para acessar esse mercado. É cada vez mais visível que as novas empresas como as startups, criadas com […]
Construir uma força de trabalho mais diversa é um dos principais desafios para as empresas hoje em dia, sobretudo do setor de tecnologia. Mulheres, negros, LGBTQIAP+ e pessoas em situação de vulnerabilidade social ainda encontram algumas barreiras para acessar esse mercado.
É cada vez mais visível que as novas empresas como as startups, criadas com um DNA inovador, já nascem com a ideia de contratar profissionais de grupos diversificados. Mesmo que haja essa intenção em empresas mais tradicionais e consolidadas, o processo de contratação ainda requer muito trabalho e foco para essa demanda.
Muito mais do que uma meta ou uma boa prática no meio corporativo, as vagas afirmativas precisam ser vistas como uma oportunidade para empresas e profissionais renovarem seus olhares para a pluralidade, independentemente das características pessoais ou qualquer outro critério para além dos conhecimentos técnicos e habilidades comportamentais.
Por mais que o conceito de diversidade esteja socialmente disseminado, é necessário que empresas e gestores sejam flexíveis e sensíveis na hora de selecionar profissionais para a área de tecnologia.
Uma questão que precisa ser levada em conta é que a balança nem sempre é igual. Muitos candidatos dos grupos de diversidade podem não apresentar as características ou experiências necessárias para uma determinada vaga, pelos mais variados motivos, como dificuldade de acesso a cursos de qualificação, por exemplo.
Logo, encontrar um candidato a um cargo para projeto de alto padrão é uma tarefa muito mais difícil quando olhamos para concorrentes que são mulheres ou negros, por exemplo.
Para serem bem-sucedidos nessa missão, os recrutadores e as organizações precisam saber driblar a discriminação estrutural. E para que essa realidade mude é necessário muito diálogo, estudos e o entendimento de todos os colaboradores de que o mundo atual é plural e diverso e nas empresas esse cenário não pode ser diferente. As companhias são o reflexo da sociedade.
É nessa hora que entra o papel do gestor em saber entrevistar e observar as características e o potencial do candidato, independentemente de sua cor, gênero, idade, classe, orientação sexual e até mesmo nacionalidade.
Mesmo que ele não se depare com um profissional experiente, é importante considerar potencial de aprendizado e crescimento nesse candidato.
Existem bons profissionais espalhados por todo o mercado. Cabe aos recrutadores ter a paciência e um olhar crítico nesses processos para encontrar os verdadeiros talentos na área tech.
Para se ter uma ideia, somente neste ano 45% das vagas para projetos de tecnologia foram preenchidas por mulheres. Isto mostra ser possível mudarmos o cenário do mercado de trabalho.
Vale ressaltar que empresas plurais e diversas performam melhor. E aí gestores, vamos pluralizar?
* Julia Tomas é gerente sênior do PageGroup
** Renan Macedo é gerente de operações do PageGroup