2022 está acabando e já podemos ver diversas retrospectivas do que aconteceu de mais importante e impactante durante o ano surgindo nas redes sociais e nos principais jornais do país. É o momento de olhar para trás, entender o que funcionou ou não, e pensar nas metas que queremos alcançar em 2023. E o mesmo […]
2022 está acabando e já podemos ver diversas retrospectivas do que aconteceu de mais importante e impactante durante o ano surgindo nas redes sociais e nos principais jornais do país. É o momento de olhar para trás, entender o que funcionou ou não, e pensar nas metas que queremos alcançar em 2023.
E o mesmo raciocínio vale para as empresas, que reservam esse tempo para fazer balanços de como foi o desempenho dos negócios ao longo dos meses e já começam a preparar o planejamento estratégico para o próximo ano. De acordo com uma pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com o Sebrae, menos de 1/3 dos empresários se dedicam ao planejamento estratégico (30%), enquanto menos ainda (23%) faz uso de indicadores financeiros e apuração de metas e resultados.
Nesse sentido, fica clara a importância de reforçar o quanto essas questões são fundamentais para o crescimento das companhias, principalmente em um contexto no qual a maior parte delas está passando ou precisando incluir processos de transformação digital.
Ainda que muitas delas já tenham se dedicado nos últimos anos a adotar novos modelos de trabalho, ferramentas, softwares e outras tecnologias disruptivas e inovadoras, como inteligência artificial, machine learning, cyber security, cloud e Analytics, existem diversos desafios da digitalização que seguem presentes nas organizações e atrapalham o seu sucesso e crescimento.
Entre os que mais têm dado dor de cabeça para os empresários, destaco principalmente a falta de equipes qualificadas, que sejam capazes de auxiliar na jornada de transformação digital e ajudem as corporações a chegar a novos patamares. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), até 2025 a previsão é que o Brasil deve abrir aproximadamente 797 mil novos postos na área de tecnologia – que é essencial para o sucesso da TD. Já um levantamento da McKinsey, empresa de consultoria, aponta que o país enfrentará um enorme déficit de profissionais de TI, e em 2030 teremos um milhão de profissionais a menos do que a quantidade de vagas abertas.
Embora os dados mostrem que a dificuldade em preencher essa lacuna do setor ainda perdurará por algum tempo, existem maneiras de contornar esse problema, como, por exemplo, a alocação de times de desenvolvimento que já contam com todas as competências e expertise necessárias para ajudar na digitalização – e destaco que essa alternativa tem gerado resultados muito positivos.
Outros desafios que impediram as companhias de implementar a inovação de forma efetiva esse ano e precisam ser resolvidos em 2023 são a falta de estruturação tanto do negócio em si quanto dos projetos ligados a tecnologia dentro das organizações; o pouco conhecimento por parte não apenas dos times, mas dos líderes e C-levels sobre as novas tecnologias e como elas podem agregar para os negócios; a existência de sistemas legados muito inflexíveis e que tornam mais difícil o processo de atualização e reformulação, e a falta de agilidade para implementar inovação.
Com isso em mente, fica muito mais fácil entender quais devem ser as prioridades nos próximos meses e agir de forma estratégica para ter um ano com mais agilidade, produtividade, flexibilidade, segurança, conhecimento e estrutura para suportar todo o processo de transformação digital e ganhar vantagem competitiva frente à concorrência.
*Gustavo Caetano é fundador da Sambatech e Samba Digital