Prometi que ia escrever de ESG na prática e aqui estou com uma proposta bastante prática. Mas antes disso, gostaria de deixar dois temas muito claros: O primeiro deles é que o olhar para sustentabilidade não é contrário ao olhar para a lucratividade e performance financeira do negócio. Na realidade, nunca foi. O olhar para […]
Prometi que ia escrever de ESG na prática e aqui estou com uma proposta bastante prática. Mas antes disso, gostaria de deixar dois temas muito claros:
O primeiro deles é que o olhar para sustentabilidade não é contrário ao olhar para a lucratividade e performance financeira do negócio. Na realidade, nunca foi. O olhar para a sustentabilidade mostra que a empresa está preparada para uma gestão de múltiplos stakeholders e não mais para a antiga gestão voltada apenas para o shareholder (até porque nem mesmo os próprios shareholders querem uma gestão focada apenas neles; isto não funciona mais nem para performance puramente financeira). Explico: uma gestão de todos os stakeholders (com um olhar para os noholders incluso aí) acabará melhorando a performance da empresa por meio de boa gestão de capital reputacional agregada à gestão financeira por si. A famosa BlackRock tem puxado este coro.
Um outro ponto que acho importante deixar claro aqui é o papel da gestão de informações – e portanto, dos CIOs – no tema da sustentabilidade, transversal nas organizações. Profissionais de tecnologia podem e devem puxar uma agenda de gestão de dados para mensuração de indicadores ESG. Se na sua empresa já existe comitê ou comissão de sustentabilidade, você precisa ter uma cadeira lá. Se na sua empresa ainda não se fala nisso, recomendo que puxe esta agenda. São ferramentas de TI que podem mostrar como a empresa está nos diversos pontos de uma agenda ESG, tais como gestões ambiental, climática, de pessoas, de impacto na comunidade – sejam quais forem os itens materiais da companhia. Uma análise de materialidade define quais são os temas materiais, aqueles que têm ligação com o teu negócio. Para uma empresa, por exemplo, pode ser o problema da emissão de gases de efeito estufa por conta de transporte/frota de carro, caminhões, aviões. Para outra empresa pode ser a gestão de resíduos de uma fábrica e/ou o impacto no clima ou no meio ambiente daquela fábrica.
Repactuando com estes dois temas acima, trago três ideias para inovação em sustentabilidade hoje possíveis em escritórios:
Percebe como, em todos os três projetos – e principalmente neste último – dados são fundamentais na gestão ESG? Estas são algumas ideias para começar a melhorar seus números e esquentar a discussão sobre otimizar o uso de recursos naturais nas companhias. Estas propostas, de uma forma ou de outra, reduzem gastos ou garantem que a conversa sobre o tema ESG comece a esquentar em seu negócio. Como estes, há outras formas trazer o tema para discussão. Comitês de Sustentabilidade ou Comissões de Sustentabilidade têm exatamente este papel – inserir na agenda do conselho de administração ou da alta gestão a agenda ESG. Este caminho é sem volta, esta é a boa notícia.