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Educação à distância versus presencial: flexibilidade, interação e o papel da tecnologia

Nós já testemunhamos a rápida expansão do ensino à distância (EaD), impulsionada principalmente, pela evolução constante da tecnologia e pela necessidade de flexibilidade no aprendizado. Porém, o ensino presencial tradicional ainda é a forma predominante de educação em muitos lugares. Convido-os, então, a refletir: quais são as particularidades no processo de aprendizagem à distância e […]

Publicado: 26/03/2026 às 12:14
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Estudante, biblioteca, ensino, livros, educação
Construção civil — Foto: Reprodução

Nós já testemunhamos a rápida expansão do ensino à distância (EaD), impulsionada principalmente, pela evolução constante da tecnologia e pela necessidade de flexibilidade no aprendizado. Porém, o ensino presencial tradicional ainda é a forma predominante de educação em muitos lugares. Convido-os, então, a refletir: quais são as particularidades no processo de aprendizagem à distância e como a tecnologia impacta ambas as modalidades de ensino?

Segundo o INEP, entre os anos de 2011 e 2021, os ingressantes em cursos superiores de graduação, na modalidade de educação à distância (EaD), aumentou 474%. É inegável que a pandemia da COVID-19, ocorrida em 2020, fez com que, obrigatoriamente, as aulas fossem remotas, intensificando esse fenômeno. Mas, mesmo depois das liberações, as atividades à distância continuaram fazendo muito sucesso entre os estudantes. Uma das principais características do EaD é a flexibilidade no tempo e no espaço – as aulas são on-line e, muitas vezes, ficam gravadas, além de contarem com materiais de apoio e liberdade para acessar o conteúdo quando e onde for conveniente.

É importante pensar que essa flexibilidade contribui para a diminuição das restrições geográficas e de condições sociais, fatores que muitas vezes limitam a participação no ensino presencial. De acordo com a pesquisa Skills Outlook: Employee View, realizada pela Pearson em 2023, mais de 80% dos respondentes disseram optar por cursos on-line e de curta duração. Apenas 34% afirmam a preferência por um diploma de graduação ou um treinamento longo para aprender novas habilidades – situação que revela uma mudança de comportamento no mundo contemporâneo da educação.

O ensino presencial, por sua vez, requer que os alunos estejam presentes em um local físico e em horários específicos, o que permite um nível de interação muito maior entre estudantes e professores. Participar de discussões em sala de aula, de fato, enriquece o desempenho e o sentimento de coletividade, promovem engajamento e colaboração, facilitam a compreensão do material e abrem a possibilidade de um feedback imediato. Mas essa não é – necessariamente – uma desvantagem para o EaD. Atentos a esse tipo de demanda, os desenvolvedores de plataformas de aprendizagem on-line integram cada vez mais recursos interativos, como fóruns de discussão, salas de bate-papo ao vivo e videoconferências que viabilizam trocas, sinergia e simultaneidade.

Leia mais: Como as novas gerações se preparam para um futuro tecnológico?

A autodisciplina e autonomia também são questões que apresentam diferenças significativas entre o EaD e o ensino presencial. On-line, os estudantes precisam ser disciplinados para gerenciar o tempo de estudo e os prazos de entrega, o que requer habilidades de organização e autodireção que nem todos os alunos possuem inicialmente. Além disso, a modalidade também demanda afinidade com navegação na web e acesso a hardwares adequados. Já o ensino presencial apresenta uma estrutura mais rígida, com aulas regulares e tarefas atribuídas em sala de aula. Neste, os alunos se beneficiam da supervisão direta do professor, do ambiente de aprendizagem tradicional e das discussões que fortalecem habilidades criativas e de trabalho em equipe. Hoje, recursos tecnológicos desempenham um papel crucial em ambas as formas de aprendizado: no EaD, a tecnologia é a base desse processo, fornecendo as plataformas, os recursos de multimídia e as ferramentas de comunicação, o que permite uma experiência mais rica e interativa, mesmo que à distância. Ao mesmo tempo, no ensino presencial atual, a tecnologia é frequentemente utilizada para complementar as aulas, fornecendo recursos adicionais, ferramentas de apresentação, experiências imersivas e gamificadas. O desafio é identificar quais das ferramentas geram distração e quais aumentam o engajamento dos alunos e tornam a experiência mais próspera.

Quanto aos professores, é imprescindível reiterar que suas habilidades seguem sendo críticas para a criação de uma educação de qualidade. Dados divulgados pelo MEC em outubro de 2023 revelaram que o número de alunos por professor na modalidade EaD é mais de sete vezes maior do que no presencial: a média é de 171 estudantes para cada educador nos cursos à distância, contra 22 estudantes por docente na modalidade presencial. Os professores precisam ainda saber como se comunicar entre si e com os alunos. Porém, quando uma comunidade de aprendizagem em ambientes on-line é criada e conta com trabalhos colaborativos e parcerias e diálogos entre ambos os lados, há contribuições para as práticas e para o aprendizado.

Tendo em vista que toda forma de ensino possui suas próprias vantagens e desafios, pode-se afirmar que o avanço da tecnologia contribui para uma educação mais acessível e eficaz para alunos diversificados. Em 2024, sistemas híbridos vêm ganhando cada vez mais destaque – os alunos gostam da flexibilidade on-line, mas sentem falta da interação real oferecida pelo presencial. Essa modalidade tem sido adotada por diferentes instituições de ensino: escolas primárias, cursos técnicos, universidades e escolas de idioma. Até as instituições mais tradicionais, como Wizard e Yázigi, por exemplo, têm desenvolvido soluções que combinem materiais didáticos on-line interativos com sessões presenciais. Essa abordagem permite aos alunos acessarem conteúdo de alta qualidade de forma flexível, enquanto ainda desfrutam da orientação e interação pessoal oferecidas pelo ensino presencial.

Saber absorver o melhor dos dois mundos é a chave. O aprendizado é uma combinação entre a construção individual do aprendizado e, ao mesmo tempo, sua aplicação à vida e ao dia a dia das relações sociais. Ao adotar uma abordagem híbrida, podemos aproveitar os inúmeros benefícios da tecnologia sem deixar de lado a interação humana, permeando uma experiência educacional mais rica, que atende às diversas necessidades e preferências dos alunos.

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