Por Claudia Amira* Desde que surgiram no radar dos brasileiros, há pouco mais de uma década, as fintechs e seus serviços e produtos inovadores encontraram um público aberto às novidades e, principalmente, às oportunidades disponíveis para além dos domínios das instituições financeiras tradicionais. Nesses mais de dez anos, o setor de crédito digital foi afetado […]
Por Claudia Amira*
Desde que surgiram no radar dos brasileiros, há pouco mais de uma década, as fintechs e seus serviços e produtos inovadores encontraram um público aberto às novidades e, principalmente, às oportunidades disponíveis para além dos domínios das instituições financeiras tradicionais.
Nesses mais de dez anos, o setor de crédito digital foi afetado em maior ou menor grau por uma série de instabilidades, passando por crises e incertezas políticas, uma pandemia que desestruturou o mercado global por um longo período e um ciclo persistente de elevação da taxa de juros. Tudo isso, no entanto, sem perder o fôlego.
A mais recente edição do estudo Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, realizado pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e pela PwC Brasil, comprova mais uma vez a força do segmento e a importância que ele ganhou para usuários pessoas físicas e jurídicas. Segundo o estudo, o volume de crédito concedido pelas fintechs alcançou R$ 35,5 bilhões em 2024, o que representa um aumento relevante de 68% em relação ao ano anterior – R$ 21,1 bilhões. De 2022 para 2023, o salto já havia sido considerável: 52%.
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O levantamento, que ouviu 44 fintechs brasileiras sobre suas operações em 2024, aponta também que a base de clientes das empresas de crédito digital segue aumentando. Entre PF, já somam 67,5 milhões de usuários, considerando Brasil e exterior, o que equivale a uma alta de 26% em relação ao ano anterior. Do lado das PJs, o destaque fica por conta da ampliação da concessão, que cresceu 67%, incluindo as micro e pequenas empresas (71,7%).
Além dos números relacionados às operações, a pesquisa apontou para o fortalecimento do segmento. Para se ter uma ideia, um quarto das empresas participantes do estudo conta com mais de 300 colaboradores, e 13% delas ultrapassam a marca de mil profissionais em seus times. Soma-se a isso a especialização cada vez maior e voltada a nichos considerados estratégicos, como o crédito para PMEs e crédito com garantias, o que permitiu que as fintechs se posicionassem em mercados outrora dominados pelos grandes bancos.
Por fatores como esses, é possível afirmar que as fintechs de crédito já provaram ser fundamentais para um mercado mais inovador, estratégico e eficiente, sendo capazes de seguir avançando mesmo em meio aos desafios inerentes da economia. E, como as empresas do segmento são conhecidas pela combinação disruptiva de tecnologia e boas ideias, a tendência é que o setor continue surpreendendo positivamente ano após ano.
*Claudia Amira é diretora-executiva da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital)
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