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Flexibilidade da nuvem permite fazer mais com menos

“Não é feitiçaria, é tecnologia”, dizia um antigo comercial de TV para justificar a perda de peso (físico) em tempo recorde e sem exercícios. Se o produto naquela época parecia prometer mágica na era da Internet discada, do CD-ROM e do “Bug do Milênio”, a evolução da tecnologia trouxe possibilidades até então inimagináveis à TI, […]

Publicado: 11/03/2026 às 23:23
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cloud computing, nuvem, celular, mobilidade
Construção civil — Foto: Reprodução

“Não é feitiçaria, é tecnologia”, dizia um antigo comercial de TV para justificar a perda de peso (físico) em tempo recorde e sem exercícios. Se o produto naquela época parecia prometer mágica na era da Internet discada, do CD-ROM e do “Bug do Milênio”, a evolução da tecnologia trouxe possibilidades até então inimagináveis à TI, como a computação na nuvem e sua flexibilidade e agilidade inerentes.

Desde o início da pandemia temos visto uma aceleração dos projetos de transformação digital às pressas, uma corrida na migração para a nuvem, com gastos muito além do necessário, diante do receio em faltar espaço para virtualizar toda a infraestrutura com o trabalho remoto. Essa é uma visão muito equivocada, ainda ligada ao modelo tradicional de gestão da capacidade por meio da compra e execução de hardware físico, que não funciona mais.

A operação dos ativos de TI de uma empresa na nuvem é diferente e tem uma palavra-chave: gerenciamento. De consumo, de capacidade, de desempenho e, em especial, de custos. Tudo isso, no entanto, exige novas funções e diferentes habilidades da equipe de TI e a expertise do parceiro fornecedor.

É aqui que muitas jornadas para a nuvem dão errado. A falta de acompanhamento e otimização da capacidade, especialmente em aplicativos legados, e o não aproveitamento dos serviços mais adequados ou recentes dos provedores de nuvem para maximizar a relação entre desempenho, valor e sustentabilidade serão traduzidos no aumento nos custos e desperdícios de recursos. Por isso a flexibilidade, somada à agilidade, ganham força na adequação no uso inteligente da verba de TI.

A regra é clara: aumentar o uso quando houver necessidade, reduzir quando não houver demanda. Para isso, é preciso ser proativo e contar com profissionais que entendam e antevejam eventuais picos de consumo. Essas pessoas também precisam saber quais processos de negócios estão envolvidos, quão críticos eles são e como todos se encaixam. A gestão na nuvem é um exercício de software no qual as equipes escrevem código para monitorar e corrigir os ativos.

Hoje em dia, a maioria das empresas gerencia um ambiente multicloud, incluindo uma combinação de softwares como serviço (SaaS), plataformas como serviço (PaaS), nuvem privada e soluções locais. Este cenário traz uma complexidade extra à gestão e à otimização, exigindo um entendimento holístico dos ativos e profundas habilidades nas várias plataformas utilizadas.

Parte de tornar a infraestrutura uma métrica de primeira classe é garantir que ela seja um indicador-chave de desempenho, um KPI para os negócios. Veja, por exemplo, o Cost Insights do Spotify, uma ferramenta desenvolvida internamente que rastreia os gastos na nuvem. Ao mensurar esses custos, a empresa permite que os engenheiros, e não apenas as equipes financeiras, tenham uma visão geral dos gastos.

Entre as práticas cada vez mais adotadas pelas organizações está a de olhar para as métricas de custo da nuvem junto com as métricas básicas de desempenho e confiabilidade no início do ciclo de vida de seus negócios.  Está, também, o aumento da experiência e da exigência dos desenvolvedores que já sofreram por conta dos custos surpresas com a abordagem mais rigorosa de suas equipes em relação aos gastos com essa tecnologia.

Outro comportamento implementado por algumas organizações para promover a conscientização é a criação de programas de incentivo (inclusive no modelo de profit sharing) para mudar a cultura de seus desenvolvedores, engenheiros e profissionais de TI em geral. O objetivo é incentivar a busca por fazer mais com o mesmo, além de serem diligentes no consumo de nuvem, na tentativa de vincular a dor diretamente às pessoas que podem resolver o problema. Uma solução mais efetiva e que menos, apontam os CFOs.

Otimizar, otimizar, otimizar. Este deve ser o mantra. No final do dia, ao avaliar o valor de qualquer empresa, um dos fatores mais importantes é o custo dos produtos vendidos (CPV): para cada dólar que a instituição fatura, quantos dólares custa para entregar? Um case interessante nesse sentido é a plataforma de dados do cliente Segment, que recentemente compartilhou como reduziram os custos de infraestrutura em 30% ao mesmo tempo em que aumentaram o volume de tráfego em 25% no mesmo período.

Para alcançar tamanhos resultados não existe fórmula mágica, mas ferramentas de otimização de terceiros que podem fornecer ganhos rápidos de até 40% para os sistemas existentes. Uma receita que envolve a implementação de operações de nuvem com um perfil cada vez mais financeiro (FinOps) para um modelo de gestão sob medida e de resposta rápida. Assim, o gestor paga pelo que usa e mantém saudáveis a infraestrutura de TI e o caixa da empresa.

*André Frederico é diretor executivo e head de Cloud Solutions da TIVIT, multinacional brasileira e one-stop-shop de Tecnologia.

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