O mercado de trabalho mundial está passando por uma metamorfose constante. Profissionais precisam estar sempre em busca de uma atualização constante, ampliando as suas habilidades. Aquele tempo de ficar de braços cruzados, acomodado no cargo atual, já passou! Agora, quem não se atualizar, pode ser engolido pelo mercado. E isso vale não só para as […]
O mercado de trabalho mundial está passando por uma metamorfose constante. Profissionais precisam estar sempre em busca de uma atualização constante, ampliando as suas habilidades. Aquele tempo de ficar de braços cruzados, acomodado no cargo atual, já passou! Agora, quem não se atualizar, pode ser engolido pelo mercado. E isso vale não só para as habilidades profissionais, mas também para o lado pessoal. A busca constante pelo conhecimento nunca é perda de tempo e sim, representa ganho para toda a vida.
De acordo com dados da pesquisa “Idiomas e Habilidades”, realizada pela Pearson em parceria com a Opinion Box, 90% dos entrevistados afirmaram que o emprego atual já existia há dez anos – um indicador de estabilidade aparente; há cinco anos esse percentual já cai para 75%. No entanto, essa sensação se dissipa quando o olhar se volta para o futuro: apenas 21% acreditam que terão a mesma função em dez anos. O restante enxerga um cenário em que tecnologia, automação e novos modelos de negócio vão redesenhar carreiras e competências.
Essa percepção se confirma quando analisamos o que os trabalhadores acreditam que pode impactar seus empregos nos próximos anos. O levantamento aponta ainda que 51% dos entrevistados veem a inteligência artificial, seguida pela automação de processos (39%) e internet (31%) como fatores determinantes para muitas mudanças em suas carreiras e funções.
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Em paralelo, surgem novas gerações de profissionais com expectativas diferentes, mais conectadas e exigentes em relação ao propósito das empresas. O resultado é um mercado dinâmico, em que ocupações tradicionais desaparecem e novas surgem em ritmo acelerado.
O estudo também expõe uma realidade incômoda: 32% dos brasileiros percebem uma lacuna significativa entre o que é ensinado no sistema formal de educação e o que o mercado demanda. Para outros 26%, há alinhamento em algumas áreas, mas falta prática em outras. Essa desconexão reforça a necessidade urgente de reavaliar grades curriculares, aproximar instituições de ensino do setor produtivo e investir em habilidades socioemocionais e digitais, vistas hoje como diferenciais competitivos.
Outro ponto relevante é a importância das certificações. O levantamento mostra que 38% dos entrevistados consideram esses selos essenciais para avançar na carreira, especialmente em áreas técnicas e tecnológicas. Para um país em que a educação formal ainda é um desafio, as certificações funcionam como um caminho alternativo para validar competências e aumentar a empregabilidade. É um sinal claro de que o aprendizado contínuo e a atualização constante fazem toda a diferença.
À luz desses dados, fica evidente que o futuro do trabalho no Brasil não será definido apenas pela tecnologia, mas pela capacidade de adaptação. Profissionais precisarão aprender a aprender, desaprender e reaprender em ciclos cada vez mais curtos. Possuir habilidades em outras áreas é a chave para permanecer no cargo e crescer. Empresas, por sua vez, terão de assumir um papel ativo no desenvolvimento de talentos, oferecendo capacitação contínua e construindo ambientes mais colaborativos e inclusivos.
Como executivo de uma edtech como a Pearson, vejo no domínio de novas línguas um pilar fundamental para essa transformação. Em um mercado globalizado, falar outro idioma não é apenas uma habilidade técnica: é abrir portas para novas culturas, conhecimentos e oportunidades. Apesar dessa necessidade latente, a mesma pesquisa da Pearson que ainda temos muito a avançar quando evidencia que apenas 13% dos que dizem ter algum conhecimento no inglês se consideram fluentes. O estudo mostra que a maioria dos brasileiros que tem contato com a língua inglesa ainda está nos estágios iniciais de aprendizado: 49% dizem ter nível básico, enquanto 38% alegam ter domínio intermediário. Ao todo, foram entrevistados mais de 7 mil brasileiros, entre fevereiro e abril de 2025.
Mediante tudo que foi discutido por aqui, chegamos à conclusão de que o futuro do trabalho será mais competitivo, mais conectado e, paradoxalmente, mais humano. E só estará preparado quem investir desde já em competências que transcendam fronteiras – geográficas e cognitivas.
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