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IA como aliada: por que o tempo economizado deve ser reinvestido em estratégia

O que você faria se ganhasse horas a mais em um dia? E nos próximos 5 anos? Embora pareça um exercício de ficção ou de futurologia, essa é uma realidade que está em pleno andamento para muitos profissionais, especialmente para nós da área de tecnologia. Essa máquina do tempo invisível é culpa da onipresente IA. […]

Publicado: 13/03/2026 às 20:14
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IA como aliada: por que o tempo economizado deve ser reinvestido em estratégia
Construção civil — Foto: Reprodução

O que você faria se ganhasse horas a mais em um dia? E nos próximos 5 anos? Embora pareça um exercício de ficção ou de futurologia, essa é uma realidade que está em pleno andamento para muitos profissionais, especialmente para nós da área de tecnologia. Essa máquina do tempo invisível é culpa da onipresente IA. E a pergunta que se impõe agora não é mais se a IA vai impactar o nosso trabalho, mas como vamos aproveitar o tempo que ela já tem nos devolvido de maneira eficaz.

O relatório Skills Outlook – Solving the Tech Talent Gap from Within, da Pearson, fez justamente essa provocação e exercício a partir do setor de TIC – mas que pode servir de exemplo para qualquer profissão atual. Segundo a pesquisa, profissionais de tecnologia no Brasil poderão economizar entre 1,8 e 2,6 horas por semana ao longo dos próximos cinco anos com o uso eficaz de tecnologias emergentes, como chatbots baseados em LLM (Large Language Models) e automação robótica de processos (RPA). Isso representa, na prática, mais de um dia útil por mês. Até o ano de 2029, seriam 66 dias, ou pouco mais de dois meses de trabalho, liberados com a uso da IA em atividades rotineiras e operacionais, como corrigir erros, manter sistemas, reescrever programas, atualizar softwares ou realizar backups de rede.

É um marco silencioso, mas potente. O que fazemos com esse tempo é o que definirá se a IA será uma aliada da performance ou apenas mais uma ferramenta subutilizada. O verdadeiro salto de valor ocorre quando esse tempo não é apenas economizado, mas reinvestido em trabalho estratégico. Esse é um pensamento que deve fazer parte do planejamento de qualquer setor ou departamento dentro de uma organização. Afinal de contas, não se adaptar às mudanças do mundo do trabalho significa uma longevidade menor, mesmo entre grandes corporações.

A pesquisa da Pearson mostra que as tarefas mais automatizáveis envolvem manutenção de sistemas, reescrita de código, correções técnicas e atualizações rotineiras, consideradas áreas onde o humano é substituível com segurança. Por outro lado, funções que exigem pensamento crítico, criatividade, colaboração, supervisão e análise continuarão dependendo de competências exclusivamente humanas. É aí que reside a oportunidade. Como dito anteriormente, pelo potencial que a IA pode entregar, muito ainda precisa ser explorado ou até mesmo integrado às rotinas de trabalho.

Leia também: A importância do pensamento crítico no uso da IA durante a jornada de aprendizado

Com a automação das tarefas operacionais, desenvolvedores podem se dedicar à criação de soluções inovadoras; analistas podem focar em melhorias de processos; arquitetos de sistemas podem atuar no planejamento estratégico de infraestrutura e programadores podem supervisionar a qualidade do código gerado por IA, garantindo confiabilidade e robustez. Esses são apenas pequenos exemplo da boa utilização dessa tecnologia, a partir dos pontos evidenciados pela pesquisa. Mas, é bom que se tenha um olhar amplo, pois o trabalho sempre pode ser muito mais otimizado com as novas tecnologias.

Essa transição de tarefas de baixa complexidade para entregas de alto valor não é apenas positiva para os profissionais, mas também estratégica para as organizações. Ao realocar talentos para áreas de maior impacto, as empresas ganham em inovação, velocidade de resposta ao mercado e retenção de talentos, fatores considerados cruciais em tempos de disrupção digital. No entanto, para que essa mudança produza resultados concretos, é necessário um redesenho consciente das funções. O relatório aponta que não basta automatizar. É preciso reformular o trabalho a partir do nível da tarefa, identificar o que deve ser mantido, o que pode ser transformado e o que pode ser potencializado.

Esse é o momento em que líderes precisam deixar de ver a tecnologia apenas como um motor de eficiência operacional e passar a enxergá-la como uma plataforma de reinvenção de propósito. A IA não é sobre tirar o humano da equação, mas sobre liberar o humano para atuar onde ele é insubstituível: estratégia, criatividade, empatia e tomada de decisão. Por sinal, essa questão de “substituição humana” já está muito ultrapassada nas discussões que envolvem o tema. Por mais desenvolvida que a IA esteja, o fator humano se faz imprescindível na aplicação dos comandos corretos. Estamos lidando com uma ferramenta que precisa ser demandada de forma estratégica e que integre o ecossistema de tarefas. Por mais desenvolvida, estamos muito longe de dispensar a inteligência humana no uso da IA – o que, por si só, seria um desperdício.

Empresas e profissionais que conseguirem canalizar essa economia para visão de longo prazo, diferenciação competitiva e transformação de modelo de negócios estão à frente. Mais do que nunca, o tempo é nosso ativo mais valioso e, agora, temos a tecnologia para multiplicá-lo. A responsabilidade de dar significado a esse tempo livre é humana e está integrada a uma coisa bem maior, que faz parte de uma estratégia lógica, eficiente e intrinsecamente ligada à nossa essência.

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