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Inovação e competitividade: caminhos para o futuro da indústria brasileira

A competitividade e a inovação são fundamentais para o avanço da indústria brasileira. A partir dessa diretriz, a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) está comprometida em promover um Brasil mais digital e menos desigual. Com mais de 2 mil associados, a ABES gera 260 mil empregos diretos e R$ 100 bilhões em faturamento, […]

Publicado: 23/03/2026 às 01:36
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4 minutos
Indústria brasileira, brasil
Construção civil — Foto: Reprodução

A competitividade e a inovação são fundamentais para o avanço da indústria brasileira. A partir dessa diretriz, a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) está comprometida em promover um Brasil mais digital e menos desigual. Com mais de 2 mil associados, a ABES gera 260 mil empregos diretos e R$ 100 bilhões em faturamento, sendo assim um agente importante para estruturar o desenvolvimento socioeconômico do país. 

Nesse contexto, para que a transformação digital do Brasil seja eficaz, é necessário estabelecer uma governança sólida que impulsione a inovação em setores como transporte, agronegócio, saúde, mineração e energia. No agronegócio, por exemplo, o software é o coração das operações, desde a automação de máquinas até a transmissão de dados para centrais de comunicação e computação em nuvem. Esse cenário destaca a importância tecnológica para a competitividade e eficiência das atividades produtivas e traz à tona a percepção de que tudo é software, isto é, evidencia a transversalidade da tecnologia entre diferentes setores. 

Já o fomento à inovação é indispensável, como bem destacado por economistas como Joseph Schumpeter, que já em 1911 apontava a importância dessa prática para a geração de novos empregos e mercados. Instituições como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desempenham papéis relevantes no apoio à indústria, oferecendo os recursos necessários para que empresas brasileiras possam se transformar e se adaptar às demandas dos mercados nacional e global. 

A regulamentação da inteligência artificial é outro  aspecto que deve ser adaptado à realidade brasileira, garantindo segurança cibernética e incentivando a adoção de melhores práticas globais. Investimentos em segurança cibernética são essenciais para proteger a infraestrutura digital do país. Além disso, é fundamental capacitar profissionais para atuar nesse setor, visto que os ataques cibernéticos são um desafio constante e precisam ser combatidos com expertise. 

Leia também: Os impactos da regulação da governança em inteligência artificial nos micro e pequenos empreendedores brasileiros

A inclusão digital, adicionalmente, é um pilar essencial para o desenvolvimento econômico. A conectividade deve ir além das capitais, precisa englobar  áreas remotas para diminuir desigualdades e abrir novos mercados. A falta de acesso à internet coloca muitos cidadãos à margem da sociedade e limita suas oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional. Democratizar o acesso à informação integra mais cidadãos ao desenvolvimento econômico e social. 

Em caráter complementar, o ambiente regulatório no Brasil é complexo e precisa ser simplificado para atrair investimentos externos e adotar novas tecnologias de ponta. A desoneração da folha de pagamento e a redução de tributos são medidas necessárias para aumentar a competitividade do país com o intuito de facilitar o acesso a novos mercados e alavancar o crescimento econômico. 

O futuro do trabalho é também um ponto de atenção que requer mão de obra especializada. Para tanto, é imperativo torná-lo mais receptivo à diversidade e formar jovens em âmbito nacional e atrair talentos internacionais a partir da facilitação da emissão de vistos para profissionais estrangeiros, especialmente em áreas como a microeletrônica, onde a expertise é altamente especializada. Dentre as iniciativas da ABES para contribuir com esses interesses está a promoção de iniciativas para capacitar pessoas por meio da Plataforma RH Tech, oferecendo cursos de grandes empresas de tecnologia em um hub neutro para preparar jovens para o mercado de trabalho e fomentar a geração de emprego e renda. 

O objetivo da ABES é criar um Brasil mais inovador e competitivo no qual haja integração de tecnologia, educação e políticas públicas eficazes para construir um futuro melhor para todos. Ao investir em inovação, inclusão digital e educação, o Brasil pode se posicionar como um líder global na nova economia digital que cria oportunidades e melhora a qualidade de vida para todos os seus cidadãos.

Jamile Sabatini Marques é Diretora de Fomento e Inovação da Associação Brasileira das EmpresasdeSoftwareABES) e líder do ThinkTank.

 

 

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