Atualmente, existem dois temas que rapidamente se tornam o centro das atenções em qualquer conversa ou roda de debate: a inteligência artificial e a questão energética. Por um lado, fala-se muito sobre avanços tecnológicos e por outro sobre dificuldades e preocupações de acesso à energia. A IA está revolucionando todos os setores da indústria e […]
Atualmente, existem dois temas que rapidamente se tornam o centro das atenções em qualquer conversa ou roda de debate: a inteligência artificial e a questão energética. Por um lado, fala-se muito sobre avanços tecnológicos e por outro sobre dificuldades e preocupações de acesso à energia. A IA está revolucionando todos os setores da indústria e movimentando a economia de forma nunca vista, e a questão energética segue como uma das principais preocupações da atualidade.
Sendo assim, com todo o potencial da IA, não é de se estranhar que diversas empresas e órgãos públicos se voltassem para ela em busca de soluções para justamente resolver muitas das questões atuais envolvendo energia. Inclusive, de acordo com dados da plataforma inova-e, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), investimentos em inovação na área energética somaram R$ 5,5 bilhões em 2023.
Além disso, o Plano Estratégico Quinquenal de Inovação (2024-2028), da Agência Nacional de Energia Elétrica, apresentado no final de 2023, aponta que os avanços tecnológicos recentes representam um potencial para ganhos de eficiência no setor energético. Há um grande incentivo para que a pesquisa e desenvolvimento tecnológico amparem o setor energético, e a IA não só pode ser uma aposta certeira, como já vem mudando o setor.
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Já percebemos a IA sendo utilizada em diversos contextos visando amparar o setor energético em suas diversas dificuldades, independentemente do tipo de energia gerada. E, de modo amplo, a IA vem sendo aproveitada para otimização da produção energética, maximizando processos de produção, e monitorando redes de distribuição, possibilitando não só uma distribuição mais eficiente e que evita desperdícios, mas também garantindo que manutenções preditivas sejam feitas ao longo da rede elétrica, permitindo que se lide com anomalias na rede, como desvios de energia feitos de forma ilegal ou equipamentos em vias de falharem. Os algoritmos usados permitem que essas redes sejam cada vez mais autônomas, eficientes e independentes.
Um exemplo prático do uso da IA na cadeia energética vem do setor de distribuição de gás. A Supergasbras, uma das principais distribuidoras de gás GLP no Brasil, que, por meio de sua solução SmartReader Cylinder, desenvolvida pela Fu2re, usando tecnologia de IA, lê e interpreta automaticamente imagens de cilindros de gás antes de eles entrarem no processo de distribuição. A IA, por meio de sensores, podem ler as taras e datas de expiração dos botijões de GLP, o que permite que mais de 98% de acurácia em identificar botijões que precisam ser trocados, retirados da distribuição etc. O processo era feito de forma manual antes disso, gerando mais erros humanos, riscos de acidentes e um trabalho longo e exaustivo.
Além de aprimorar a segurança e a eficiência dos processos, casos como esse evidenciam como a inteligência artificial pode atuar como uma aliada estratégica para tornar o setor mais resiliente, sustentável e preparado para os desafios futuros. À medida que aumentam as exigências por fontes renováveis e o consumo cresce exponencialmente, o uso da IA se torna não apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade para garantir um fornecimento energético mais inteligente e sustentável.
O potencial é vasto: seja em energias tradicionais ou alternativas, a IA continuará impulsionando melhorias em toda a cadeia energética, da geração à manutenção, com impactos reais para a sociedade, para as empresas e para o meio ambiente.
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