Todo o cuidado é pouco quando falamos sobre o uso de tecnologias por crianças e jovens, especialmente quando o assunto é internet. Em um mundo cada vez mais conectado, observamos um crescimento acelerado da utilização precoce de dispositivos e do tempo gasto em frente às telas. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2022, realizada […]
Todo o cuidado é pouco quando falamos sobre o uso de tecnologias por crianças e jovens, especialmente quando o assunto é internet. Em um mundo cada vez mais conectado, observamos um crescimento acelerado da utilização precoce de dispositivos e do tempo gasto em frente às telas.
Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2022, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 96% dos usuários de internet de 9 a 17 anos acessaram a internet todos os dias ou quase todos os dias no ano passado. Além disso, 65% dos participantes declaram algum nível de preocupação com a sua privacidade no ambiente digital.
A pesquisa revela, ainda, que crianças a partir de 11 anos já entendem que o monitoramento das atividades na internet é importante e que cuidados complementares devem ser tomados. 79% são cautelosas com a exposição de informações pessoais; 77% só usam aplicativos ou sites confiáveis e 76% não abrem links suspeitos de vídeos. Além disso, 56% dos respondentes afirmam que fornecem o mínimo de informações pessoais possível ao se registrar em redes sociais ou em sites de jogos.
É interessante perceber tal movimento de conscientização entre crianças e jovens quanto a segurança na internet, mas pais e mães também precisam estar vigilantes. Felizmente, existem recursos que podem ser úteis nessa missão, possibilitando que os responsáveis monitorem e administrem o conteúdo que as crianças podem ou não consumir:
É preciso fazer o uso consciente e equilibrado de tais recursos, sempre mantendo um diálogo com as crianças e jovens para fortalecer a confiança e a responsabilidade quanto ao que é praticado no ambiente virtual. Também é necessário entender o grau de maturidade dos filhos, educando-os sobre como navegar de forma segura na internet e respeitando adequadamente a privacidade deles. Esse conjunto de ações é fundamental para manter a integridade das crianças e jovens, além de preveni-los contra ataques cibernéticos.
Permitir que as crianças e jovens naveguem na internet é uma parte natural da vida moderna, mas a falta de orientação e do monitoramento das atividades pode torná-los suscetíveis ao ciberbullying, vício em jogos ou redes sociais, download de malwares, fraudes, roubo de identidade, extorsão ou chantagem, entre diversas outras situações que podem colocar, não só eles, como toda a família em risco.
Quando utilizada de forma responsável e consciente, a internet pode abrir muitas possibilidades positivas, tanto para a aprendizagem como para o entretenimento. Privar totalmente crianças e jovens do seu uso é algo que pode gerar conflitos, por isso o monitoramento e orientação familiar sobre como fazer o melhor proveito dela é fundamental. De maneira mais técnica, pais e mães podem, além de dialogar com os filhos sobre a importância em prezar pela navegação segura na internet, atentar-se às seguintes dicas para reforçar a proteção dos dispositivos utilizados contra ciberataques:
Existem muitos outros passos que podem ser seguidos. O importante é manter nossos filhos o menos vulneráveis possível à ação de pessoas mal-intencionadas. As consequências de situações geradas pelo uso descuidado da web atingem diferentes âmbitos, como social, financeiro e o mais delicado: psicológico.
O vício do acesso pode prejudicar a saúde e desenvolvimento das crianças e jovens causando irritabilidade, ansiedade, depressão, dentre muitas outras questões. Por isso, estabelecer o diálogo e as estratégias mais seguras e coerentes com a idade e perfil de cada criança, utilizando ferramentas tecnológicas como apoio, é a melhor forma de preservar a integridade e bem-estar dos filhos – na internet e na vida.