Nos últimos anos passamos por uma revolução tecnológica no mundo e o apetite pela transformação digital ainda é latente para o que está por vir nos mais diversos segmentos de mercado. E no Brasil não é diferente, soluções ligadas à inteligência artificial, automação e nuvem híbrida, por exemplo, estão praticamente arraigadas nas estratégias dos líderes […]
Nos últimos anos passamos por uma revolução tecnológica no mundo e o apetite pela transformação digital ainda é latente para o que está por vir nos mais diversos segmentos de mercado. E no Brasil não é diferente, soluções ligadas à inteligência artificial, automação e nuvem híbrida, por exemplo, estão praticamente arraigadas nas estratégias dos líderes brasileiros. Não por acaso, 78% deles projetam investir em tecnologia nos próximos 12 meses, uma porcentagem até maior do que em outros países, como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Japão. Se nos últimos anos vimos a tecnologia transformar segmentos antes tão “presenciais” e que, de uma hora para outra, se viram com capacidades virtuais e digitais ampliadas, este foi apenas o empurrão para a busca por mais e mais digitalização.
Com a tecnologia cada vez mais presente em nossas vidas, como consumidores, o grande desafio das corporações é entender quais as estratégias e como conectar tecnologias para melhorar a experiência do cliente, ganhar vantagem competitiva e, ao mesmo tempo, atingir níveis de eficiência que realmente coloquem seus resultados financeiros em outro patamar. Um exemplo latente em nosso País como um todo – e também na América Latina – é a conexão direta entre a nuvem híbrida e os mainframes, que vem numa evolução impressionante, e é fundamental para que os usuários desta plataforma tenham “time to market” para capturar novas oportunidades de mercado e elevar a satisfação de seus clientes.
Números mostram claramente o potencial da nuvem híbrida no Brasil. O estudo intitulado IBM Transformation Index: State of Cloud, revelou que 83% dos líderes empresariais e de TI no Brasil adotaram uma abordagem de nuvem no ano passado. A conexão que talvez para muitos seja nova é justamente com os mainframes. De acordo com o estudo IDC Brazil Infrastructure Survey 2022, quase 90% das empresas usuárias de Mainframe contarão com um Data Center tradicional como parte do seu footprint digital neste ano. E vou além: mais de 70% afirmam que seus ambientes serão híbridos, ou seja, terão capacidades de Data Center e de cloud pública ou privada operando em conjunto em busca dos objetivos de negócio. Aliás, o próprio IDC estima que hoje o Brasil conta com 75% dos mainframes da América Latina, em torno de 1500 máquinas.
A modernização dinâmica dos Data Centers, agora com modelos mais flexíveis de uso, consumo sob demanda e capacidades de soluções abertas conectam-se diretamente às principais características de soluções de cloud. E, no mundo Mainframe não é diferente: o pagamento por consumo, com novos modelos comerciais, conectados a uma estratégia ideal de arquitetura de software, com esteiras de desenvolvimento integradas, é capaz de gerar uma maior eficiência financeira da plataforma e, por consequência, aderência as melhores práticas de gerenciamento financeiro da nuvem, maximizando o valor de negócios em ambientes híbridos e multicloud. Ainda segundo o IDC, 29% dos negócios brasileiros que utilizam mainframes projetam ampliar as cargas executadas na plataforma este ano.
Além de eficiência operacional, a pauta ESG também posiciona os mainframes como parte central das estratégias de crescimento de seus usuários. Muito se discute sobre a eficiência energética e térmica dessas máquinas que, com arquiteturas mais modernas, têm se mostrado fundamentais para maior sustentabilidade dos Data Centers. Empresas entrevistadas pelo IDC, aliás, estão decididas a diminuir a quantidade de servidores na busca de um maior aproveitamento computacional e utilização de soluções abertas para virtualização e integração de diferentes tipos de servidores.
Bem, mas então, diante deste cenário tão promissor, quais os desafios de adoção da Plataforma Mainframe para os negócios do Brasil e também de outras partes do mundo? Sem dúvida, é justamente mudar esse olhar que muitas vezes o mercado tem sobre essas máquinas. Se por um lado a aceitação da cloud híbrida é tão clara, por outro, os profissionais de TI ainda consideram que os mainframes funcionam apenas para contextos bem específicos e limitados.
Específicos, sim: mainframe é a plataforma que entrega o menor custo por transação do mercado para ambientes críticos. Ao entenderem que se trata de uma plataforma aberta, flexível e capaz de operar nos mais diversos cenários incorporados a outras tecnologias, em especial a nuvem híbrida, paradigmas, sem dúvida, cairão por terra. Outro ponto, para finalizar, é entender que grandes volumes de dados gerados pelas organizações exigirão, dia após dia, maior poder computacional para serem analisados e convertidos em valor para os negócios. Esse sem dúvida é um dos alicerces das plataformas Mainframe, diminuindo significativamente o time to value. Para entender mais sobre essa conexão entre cloud híbrida e a evolução dos mainframes, leia mais aqui.
*Catherine Furasté é diretora da plataforma mainframe na IBM Brasil.