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Nova Zelândia aponta tendências para o futuro do varejo

Depois de dois anos resistindo às compras em lojas físicas devido às restrições da pandemia, consumidores no mundo inteiro voltaram a avaliar as oportunidades e vantagens para comprar localmente. Mas não se engane: as expectativas dos clientes em relação às compras não são mais as mesmas. A demanda é por uma experiência de compra no […]

Publicado: 22/03/2026 às 17:53
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6 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Depois de dois anos resistindo às compras em lojas físicas devido às restrições da pandemia, consumidores no mundo inteiro voltaram a avaliar as oportunidades e vantagens para comprar localmente. Mas não se engane: as expectativas dos clientes em relação às compras não são mais as mesmas. A demanda é por uma experiência de compra no presencial que seja consistente com a conveniência que, rapidamente, herdamos do virtual. Atender, portanto, a essas expectativas cobra do varejo certa prontidão tecnológica.

Nos últimos anos, a Nova Zelândia vem avançando o conceito de Varejo 4.0 para impulsionar a economia local, sem deixar de olhar para outras regiões. O mercado de tecnologias para o varejo inteligente, segundo levantamento da Mobindustry, deve atingir US$ 68,8 bilhões em 2026. Esse mesmo crescimento também sinaliza que os negócios que não se reinventarem, terão poucas chances de sobreviver.

Leia mais – Nova Zelândia: exportando tecnologia e inovação para o mundo 

Apesar de soar distante, a Nova Zelândia reserva certas semelhanças com o varejo brasileiro. Guardada as devidas proporções, ambos os países são compostos, em sua maioria, por pequenas e médias empresas. Seus consumidores também são considerados early adopters, o que significa que há uma disposição natural para consumir tecnologias e testar novas formas de consumo oferecidas por elas. Uma ótima notícia, certo?

Mas devo reforçar um paradoxo com o qual o varejo tem se deparado em meio à crescente digitalização. Imersos em tantos dados, os negócios se veem incapacitados de extrair os insights que precisam e os que poderiam ter. E sem esses insights, é difícil até mesmo medir o impacto de investimentos. Pensando nessa realidade, o pessoal da 11Ants chegou a uma solução que, para aqueles que a usam, soa bastante simples e prática. Sua plataforma de CRM Analytics faz uso de uma interface intuitiva para apresentar relatórios visuais obtidos a partir de padrões de compra de clientes. Dessa forma, a tecnologia consegue embasar tomadas de decisão mais precisas, refletindo o passado e antecipando o futuro.

Falar sobre o futuro do varejo é falar também sobre previsibilidade. Algo que a Internet das Coisas, combinada com tecnologias como Analytics e Machine Learning consegue cobrir. Conversando com a neozelandesa Wellington Drive Technologies é possível entender alguns dos desafios que os clientes da empresa têm e que, provavelmente, não passam na cabeça da maioria dos consumidores, como a refrigeração de bebidas e alimentos. Se errada ou mal equipada, uma geladeira industrial, por exemplo, pode impactar na qualidade e na segurança dos alimentos. Em escala, pode afetar a lucratividade e até mesmo a reputação da marca e dos negócios. Com um ecossistema de IoT que combina dispositivos e software, a Wellington Drive consegue monitorar dados de localização, de temperatura, e até mesmo número de abertura de portas. Esse tipo de conhecimento permite ações como a manutenção preditiva de ativos, ou a reposição de produtos, entre outros. Outra dor de clientes que conseguiram endereçar diz respeito à digitalização do tradicional planograma, Em sua versão digital, permite economizar custos de impressão e distribuição, além de reduzir a complexidade no processo.

Leia mais: Como lidar com a escassez de talentos em tecnologia?

Os bastidores do varejo também passam pela complexa tarefa de precificar produtos ao longo da cadeia de suprimentos. E desafios globais como a Covid-19, inflação e questões de abastecimento, para citar alguns, pressionam essa necessidade mundo afora. Prova disso é um recente estudo conduzido pela Forrester Consulting, em parceria com a Flintfox International que aponta que o varejo e empresas de bens de consumo, em geral, se veem incapazes de lidar com as flutuações na precificação em tempo real, algo que pode levar a uma perda anual de US$1 milhão em lucratividade. A neozelandesa Flintfox aponta que 41% dos 900 líderes de negócios afirmam confiar ainda em processos manuais para lidar com essas flutuações. “À medida que os problemas de inflação e cadeia de suprimentos continuam causando estragos, está se tornando cada vez mais crítico para as empresas responderem rapidamente às flutuações do mercado. A mudança para um modelo de precificação inteligente permitirá que as empresas lidem melhor com as complexidades operacionais e protejam seus negócios contra eventos nocivos do mercado”, comentou John Moss, CEO da Flintfox, no estudo.

Tecnologias como as exemplificadas acima dão insumos para empresas inovarem suas estratégias, avançando os negócios para testar até mesmo outras possibilidades. Em tempos onde o varejo vê marcas lançando campanhas no Metaverso ou iniciativas de live shopping em redes sociais, entre outras, há toda uma prontidão tecnológica nos bastidores que precisa ser entregue para que os negócios se mantenham sempre à frente.

Aproveitando o tema, no dia 16 de agosto, estaremos no APAS Next – Supermarket Generation, maior evento da América Latina voltado ao setor supermercadista, para falar sobre o futuro do varejo e como as tecnologias neozelandesas podem apoiar negócios brasileiros.

*Silvia Roizenblatt é Gerente de Desenvolvimento de Negócios Senior da NZTE (New Zealand Trade & Enterprise) para o Mercosul em São Paulo, onde atua desde 2012 sendo responsável pelas áreas de tecnologia, varejo e saúde. Anteriormente, foi Deputy Head da Agência Suíça de Promoção de Negócios e Investimentos onde trabalhou por 11 anos. Silvia graduou-se em Comércio Exterior no Brasil, época na qual trabalhava para empresas privadas nas áreas de Importação, Exportação e Comercial. Após concluir seu mestrado em Administração de Negócios Internacionais na Europa (Holanda e Inglaterra), Silvia se especializou nas áreas de Inteligência Comercial, Gestão de Negócios e mais recentemente na área de Negócios Digitais. É casada, mãe de três filhos e voluntária em projetos sociais.

 

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