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O preocupante avanço da inadimplência

Por Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital) Em meio à onda de turbulências globais causadas pela quebra de dois bancos norte-americanos combinada a uma preocupação crescente com a situação das instituições financeiras europeias, temos acompanhado com atenção a possibilidade de as adversidades internacionais resvalarem internamente e desembocarem em uma eventual restrição […]

Publicado: 25/03/2026 às 20:15
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3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Por Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital)

Em meio à onda de turbulências globais causadas pela quebra de dois bancos norte-americanos combinada a uma preocupação crescente com a situação das instituições financeiras europeias, temos acompanhado com atenção a possibilidade de as adversidades internacionais resvalarem internamente e desembocarem em uma eventual restrição no mercado de crédito. Independentemente dos desdobramentos locais, outra questão importante vem movimentando há algum tempo o setor e precisa ser discutida com urgência por aqui: o aumento da inadimplência. 

De acordo com a edição mais recente do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, 70 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em janeiro. Esse número  corresponde a 43% da população economicamente ativa, contra 64 milhões no mesmo período do ano passado. Ainda segundo o levantamento, o cartão de crédito encabeça a lista de dívidas, concentrando pouco mais de 29% delas. Quando analisado o perfil das pessoas com o nome restrito, os brasileiros de 26 a 40 anos destacam-se, somando 34,8% dos inadimplentes. Chama a atenção também o alto valor médio das contas atrasadas: R$ 4.612,28. 

Atribuído ao índice de inflação e de juros, o cenário atual da inadimplência demonstra a necessidade de um mercado de crédito cada vez mais competitivo, capaz de absorver novos agentes e, consequentemente, melhorar a experiência dos clientes, agindo, assim, na raiz dos fatores responsáveis pelas altas taxas cobradas. 

É imprescindível também que os consumidores possam acessar modalidades alinhadas aos seus perfis e necessidades, o que tende a baratear as ofertas. E são vários os cenários distintos que precisam ser considerados no Brasil. 

Muitas vezes única opção para grande contingente de brasileiros, o rotativo de cartão de crédito, segundo informações recentes do Banco Central, cobra em média 411,5% de juros ao ano. Essa taxa de juros contribui para o aprofundamento da inadimplência. Já quando pensamos em crédito consignado, por exemplo, cujo risco normalmente é baixo, o que vemos é que os juros poderiam ser menores dos que são praticados atualmente. 

O setor de crédito digital vem trabalhando fortemente junto ao governo, aos reguladores e às instituições financeiras para que as limitações e dificuldades operacionais que prejudicam o funcionamento competitivo do segmento sejam resolvidas ou ao menos mitigadas. Porque a única forma de afastar o fantasma da inadimplência é atuar na base da questão, oferecendo aos brasileiros um mercado de crédito eficiente e simples. 

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