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O que os CEOs precisam saber sobre IA generativa

Não se fala em outra coisa que não seja inteligência artificial nos últimos meses, principalmente após o lançamento do ChatGPT pela OpenAi, e, mais recentemente, do Bard pelo Google. Isso porque essa tecnologia está transformando rapidamente o mercado de trabalho e a forma como as empresas operam e se relacionam com seus clientes. De acordo […]

Publicado: 28/03/2026 às 05:20
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Construção civil — Foto: Reprodução

Não se fala em outra coisa que não seja inteligência artificial nos últimos meses, principalmente após o lançamento do ChatGPT pela OpenAi, e, mais recentemente, do Bard pelo Google. Isso porque essa tecnologia está transformando rapidamente o mercado de trabalho e a forma como as empresas operam e se relacionam com seus clientes.

De acordo com uma pesquisa global da Accenture, cerca de 73% das organizações começaram a enxergar esse tema como uma prioridade de investimento. Além disso, para 90% dos profissionais C-level, essa tecnologia é vista como fundamental para aprimorar a resiliência operacional, que é a capacidade de se adaptar e manter a continuidade dos negócios em meio a quaisquer circunstâncias, como momentos instáveis e crises.

Entre as diversas vertentes da IA, a generativa tem se destacado como a mais promissora e capaz de revolucionar a maneira como as companhias criam produtos e serviços, e interagem com seus públicos. Ela utiliza algoritmos avançados de aprendizado de máquina para gerar textos, imagens, músicas, códigos de programação, e até mesmo vídeos e animações. Isso porque as possibilidades são infinitas!

Diferentemente da IA convencional, que é treinada para realizar tarefas específicas com base em grandes volumes de dados, a IA generativa consegue criar novos conteúdos a partir desses dados, sendo capaz de imitar o estilo e a estrutura do material original.

Segundo relatório realizado pela McKinsey & Company, a aplicação dessa tecnologia em diferentes indústrias poderá movimentar a economia mundial entre US$ 2,6 trilhões e US$ 4,4 trilhões por ano, um valor extremamente significativo – principalmente quanto comparado ao PIB brasileiro, por exemplo, que em 2022 foi de R$ 9,9 trilhões. Assim, a expectativa é que aproximadamente 75% desse montante seja gerado nas áreas de marketing e vendas, pesquisa e desenvolvimento (P&D), operações relacionadas a clientes e engenharia de software.

Mas como os CEOs podem aproveitar a inteligência artificial generativa para transformar e alavancar os negócios? Primeiramente, é importante que eles compreendam todo o seu potencial e alinhem esse conhecimento com os objetivos e metas da empresa, pois só assim conseguirão entregar serviços melhores para os consumidores e se diferenciar da concorrência.

Entre as principais vantagens de seu uso estão a automatização da produção de novos produtos e conteúdos, o que traz agilidade e eficiência, permitindo que as equipes se concentrem em atividades mais estratégicas; a possibilidade de personalizá-los para cada cliente, adaptando-os de acordo com suas preferências individuais, e o aprimoramento substancial da experiência do consumidor, que passa a ser única e envolvente, aumentando sua satisfação e fidelidade à marca.

Além disso, há melhorias das interações com os clientes por meio de experiências de pesquisa e chat aprimoradas, exploração de grandes quantidades de dados não estruturados por meio de interfaces de conversação e resumos, e auxílio com tarefas repetitivas, como responder a solicitações de propostas (RFPs, na sigla em inglês), localizar o conteúdo de marketing em cinco idiomas, verificar a conformidade dos contratos do cliente e muito mais.

Porém, assim como qualquer tecnologia avançada, a IA generativa também apresenta desafios e questões a serem consideradas. Seu uso ético e responsável é fundamental para não violar direitos autorais ou de privacidade. Além disso, é importante que as companhias estejam preparadas para lidar com possíveis erros na geração de conteúdo, garantindo a qualidade e a confiabilidade das informações transmitidas aos clientes.

Portanto, a missão dos CEOs nesse cenário é saber como usufruir o melhor da inteligência artificial para que ela possa trazer mais inovação para dentro de casa, se relacionar melhor com o público e obter vantagem competitiva em um ambiente empresarial cada vez mais dinâmico e desafiador.

*Gustavo Caetano é fundador da Sambatech

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