Imaginem o seguinte cenário: você está começando um novo negócio e precisa deixar tudo organizado. Por outro lado, um bom plano não garante que os processos, controles e estruturas estarão estabelecidos, isso evolui à medida que o negócio amadurece. Portanto, identificar o nível de governança adequado ao estágio da startup é fundamental. De acordo […]
Imaginem o seguinte cenário: você está começando um novo negócio e precisa deixar tudo organizado. Por outro lado, um bom plano não garante que os processos, controles e estruturas estarão estabelecidos, isso evolui à medida que o negócio amadurece.
Portanto, identificar o nível de governança adequado ao estágio da startup é fundamental.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), governança é um elemento fundamental para toda empresa, é o que determina o seu funcionamento: gestão, incentivos e relacionamento com os stakeholders. Empresas pequenas ou recém-formadas demandam algum nível de governança (IBGC, 2019).
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Entendendo sobre os tipos de empresa, temos que uma incumbente já está estabelecida, com seus recursos, estruturas e presença de mercado. Em linha oposta, as startups, normalmente recém-criadas, de base tecnológica, com grande nível de flexibilidade e agilidade, o que as diferenciam das incumbentes. Em comparação com as startups, as incumbentes possuem um nível de governança mais elaborado.
Para as startups, a única certeza é o cenário de incerteza, principalmente nos estágios iniciais, sendo possível desdobrar uma tese de governança: “Uma ordem evolutiva como pré-requisito para o desenvolvimento saudável”.
Uma governança evolutiva e adaptável reduz riscos, auxilia na captação de recursos e na construção das bases para o crescimento. Flexibilidade e adaptabilidade é o nome do jogo. (IBGC, 2019), (KPMG India, 2024).
O IBGC (2019) aponta uma estrutura de governança de acordo com o estágio da startup:

Voltando ao título, “Ordem e Progresso…”, é possível afirmar que, ainda que não totalmente linear, uma ordem gradual e estratégica é fundamental, mantendo o foco no que é importante para o momento e evoluindo de acordo com o estágio da startup.
Não é fácil, mas é o caminho.
Diogo Vasconcellos é executivo de TI e Digital, Investidor Anjo e Advisor de Startups, membro da Anjos do Brasil e Líder do Comitê de Startups da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES). Eleito Executivo de TI do ano no agronegócio e serviços relacionados (IT Forum) e Executivo de Destaque em Inteligência Artificial (7th Experience) em 2024. Autor do livro “Liderança de Tecnologia em Cenários Complexos”, publicado pela Editora Brasport (2025).
Referências
IBGC. (2019). Governança corporativa para startups & scale-ups. Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. www.ibgc.org.br
KPMG India. (2024). Foundations of governance: Building a solid framework for start-ups and investing partners. www.kpmg.com
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