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O papel da cibersegurança nas empresas

Em tempos de vazamentos de dados, entregas de senhas à criminosos e tráfico de influências, é essencial falarmos de cibersegurança. O mega ataque do pix que ocorreu no Brasil recentemente não aconteceu por conta de engenharia social, invasão de sistemas, ataques complexos… Ocorreu simplesmente porque uma pessoa inserida na organização (ataque do tipo “insider”) liberou […]

Publicado: 15/03/2026 às 15:48
Leitura
6 minutos
O papel da cibersegurança nas empresas
Construção civil — Foto: Reprodução

Em tempos de vazamentos de dados, entregas de senhas à criminosos e tráfico de influências, é essencial falarmos de cibersegurança.

O mega ataque do pix que ocorreu no Brasil recentemente não aconteceu por conta de engenharia social, invasão de sistemas, ataques complexos… Ocorreu simplesmente porque uma pessoa inserida na organização (ataque do tipo “insider”) liberou seu acesso à terceiros, “vendendo” seu login e senha por 15 mil reais.

Com o acesso à um sistema que interliga bancos menores ao Banco Central, um operador de TI liberou a entrada dos criminosos na rede, que ali tiveram toda a liberdade para praticarem o ataque.

Leia mais: Inteligência artificial no mundo corporativo

Por conta desse episódio (e de tantos outros que ocorrem diariamente nas empresas), é importante falarmos do quão importante é investirmos em cibersegurança, compliance e conscientização em Segurança da Informação.

O papel da cibersegurança nas empresas é absolutamente estratégico e multifacetado, especialmente em um cenário em que os dados se tornaram ativos críticos e as ameaças digitais se sofisticam a cada dia.

Abaixo, explico de forma estruturada:

1. Proteção de Ativos Digitais

A cibersegurança visa proteger os sistemas, redes e dados corporativos contra acessos não autorizados, vazamentos, sequestros de informações (ransomware) e outros ataques cibernéticos. Isso inclui não apenas dados pessoais de clientes e colaboradores (protegidos pela LGPD), mas também informações estratégicas e propriedade intelectual.

2. Garantia de Conformidade Legal e Regulatória

As empresas devem cumprir normas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Marco Civil da Internet, além de regras setoriais (BACEN, ANS, CVM, etc.). A cibersegurança não é apenas uma prática técnica, mas uma exigência regulatória que pode evitar multas, sanções administrativas e danos reputacionais.

3. Continuidade dos Negócios (Business Continuity)

Ataques cibernéticos podem paralisar operações por horas ou dias, gerando prejuízos operacionais, financeiros e comerciais. Um bom plano de cibersegurança inclui gestão de riscos, planos de resposta a incidentes e estratégias de recuperação de desastres (disaster recovery), assegurando a resiliência corporativa.

4. Gestão de Riscos e Governança

A cibersegurança é parte integrante da governança corporativa moderna. Trata-se de identificar, classificar e mitigar riscos digitais com base em critérios de impacto para o negócio. Isso envolve a adoção de políticas internas, conscientização de colaboradores, auditorias e processos contínuos de monitoramento.

5. Salvaguarda da Reputação Institucional

Empresas vítimas de ataques cibernéticos sofrem danos à sua imagem e à confiança de seus stakeholders.Um incidente público pode impactar relações com investidores, consumidores e parceiros. A cibersegurança atua como um elemento de blindagem reputacional, transmitindo ao mercado uma imagem de solidez e compromisso com a segurança.

6. Vantagem Competitiva e Maturidade Digital

Investir em cibersegurança é também uma forma de alavancar a transformação digital com responsabilidade. Empresas maduras em segurança da informação tendem a atrair mais investidores, fechar contratos com grandes clientes e expandir com menor risco, especialmente em mercados regulados ou internacionais.

Conclusão:

A cibersegurança deixou de ser um tema técnico e passou a integrar a agenda estratégica dos Conselhos de Administração. Sua ausência representa risco jurídico, reputacional e financeiro. Sua presença, por outro lado, é sinônimo de compliance, confiança e perenidade empresarial.

* BÔNUS:

Modelo de framework para implementação de cibersegurança nas PMEs

Para que você possa implantar cibersegurança na sua empresa com maior facilidade, apresento abaixo um modelo de framework que você poderá utilizar:

1. Governança e Estratégia de Segurança

Objetivo: Integrar a cibersegurança à governança corporativa.

📌 Criar uma política de segurança da informação (PSI) clara, alinhada à LGPD e aos valores da empresa.

📌 Designar responsáveis pela segurança da informação (DPO, CISO, ou consultoria externa).

📌 Incluir o tema segurança na pauta dos comitês executivos e do conselho.

📌 Classificar ativos da informação com base em criticidade (dados pessoais, financeiros, estratégicos etc.).

2. Identificação e Avaliação de Riscos

Objetivo: Mapear e mensurar riscos cibernéticos reais.

📌 Realizar um inventário de sistemas, aplicações e fluxos de dados.

📌 Conduzir uma análise de riscos e vulnerabilidades (ex: ISO 27005 ou NIST).

📌 Identificar pontos críticos de acesso e dependência tecnológica (como uso de SaaS, serviços em nuvem, API expostas etc.).

3. Controles Técnicos e Operacionais

Objetivo: Implementar camadas de proteção eficazes.

📌 Firewall e antivírus corporativo com monitoramento em tempo real.

📌 Autenticação multifator (MFA) e controle de acesso baseado em perfis.

📌 Criptografia de dados em trânsito e em repouso.

📌 Backups periódicos, testados e com cópias fora do ambiente principal (air gap).

📌 Gestão de dispositivos e endpoints, especialmente em modelos híbridos ou home office.

4. Cultura e Conscientização

Objetivo: Promover comportamento seguro como parte da cultura organizacional.

📌 Treinamentos recorrentes para todos os colaboradores, com foco em phishing, senhas, manuseio de dados e resposta a incidentes.

📌 Simulações de ataques sociais (red team / blue team).

📌 Cartilhas e campanhas internas de boas práticas em segurança digital.

5. Resposta a Incidentes e Continuidade

Objetivo: Preparar a empresa para reagir e se recuperar de ataques.

📌 Desenvolver um Plano de Resposta a Incidentes (PRI) com papéis, fluxos e contatos-chave.

📌 Criar um Plano de Continuidade de Negócios (PCN) e Plano de Recuperação de Desastres (DRP).

📌 Manter logs de auditoria e ferramentas de detecção e resposta (EDR, SIEM).

📌 Ter comunicação jurídica preparada para vazamentos e notificações à ANPD.

6. Monitoramento, Auditoria e Melhoria Contínua

Objetivo: Medir, ajustar e elevar o nível de maturidade da segurança.

📌 Indicadores-chave de desempenho (KPIs) como tempo médio de detecção, resposta, compliance de backup, etc.

📌 Auditorias internas e externas periódicas.

📌 Aplicação de modelos de maturidade (como o CMMI ou o COBIT for Security).

📌 Avaliação de novas tecnologias e ameaças emergentes, como IA generativa, deepfakes, supply chain risks.

Considerações Finais

A adoção de um framework de cibersegurança escalável é essencial para empresas que desejam crescer de forma sustentável, estar em conformidade com a legislação e ganhar vantagem competitiva no mercado digital.

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