ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Passo 1 de 5: Elevação da consciência executiva

Os quatro pilares deste ponto são: O efeito Thermomix, Coragem, Humildade intelectual e Responsabilidade ética.  Você já comprou alguma coisa muito cara e depois não gostou do resultado? Ou brigou tanto, lutou muito por algo e após consegui-lo, viu que não era tudo aquilo que esperava? Mas como o investimento de tempo, esforço e dinheiro […]

Publicado: 11/03/2026 às 18:25
Leitura
5 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Os quatro pilares deste ponto são:

O efeito Thermomix, Coragem, Humildade intelectual e Responsabilidade ética. 

Você já comprou alguma coisa muito cara e depois não gostou do resultado?

Ou brigou tanto, lutou muito por algo e após consegui-lo, viu que não era tudo aquilo que esperava?

Mas como o investimento de tempo, esforço e dinheiro foi tão alto teve vergonha de reconhecer.

Conheço muita gente que comprou uma Thermo Mix, e quando questionados se vale a pena, a pessoa responde rapidamente:

Sem dúvida! Ela é maravilhosa.

E realmente é, mas se você só usa para fazer a papinha do filho, seria a papinha mais cara do planeta.

Muitas empresas têm investido muito dinheiro na digitalização de processos e o resultado não tem sido satisfatório.

O processo, na maioria das vezes, melhora, mas a empresa não.

E o quanto antes reconheçam isso, será melhor para seu negócio, antes que seja tarde demais.

Fingir que as coisas vão bem não ajuda a mudá-las.

Para reconhecer isso, é preciso do segundo pilar: A coragem.

Para reconhecer que o jogo da gestão atual é nocivo, é preciso coragem.

Coragem para mudar e para assumir que não sabe tudo e é importante ouvir e ver outras abordagens.

Mudar de direção, de opinião e de crença é uma das atitudes mais inteligentes que um ser humano pode ter.

E reconhecer que os modelos de gestão baseados somente no lucro estão esgotados se faz urgente e necessário.

A humildade intelectual é uma qualidade fundamental para uma liderança humanizada.

Mas não basta ouvir, é importante ouvir também o que está fora do mainstream. Se todos bebem da mesma fonte, padroniza-se o pensamento…

Às vezes não é necessário ir ao Vale do Silício ou a Harvard para ouvir coisas com gente ao seu lado dizendo.

Não sou ligado em complôs ou teorias da conspiração, porém, sempre me pergunto quando tem uma nova onda empurrando o mercado a uma direção única, gosto de me perguntar a quem isso beneficia. E se a resposta não é a todos, não me serve.

Ah! Importante, não vale forçar a resposta. Por exemplo:

Jack Welch, durante anos, tinha uma fórmula que era, todo ano, mandar 10% dos colaboradores embora, mesmo que sem motivos nem necessidade, só para que os 90% restantes “ficassem espertos” e aumentassem seus resultados.

Esta medida é boa para:

  • O executivo porque reduz custo e aumenta a produtividade;
  • O acionista porque aumenta a rentabilidade.

A partir daí, forjam-se motivos para tranquilizar a consciência, se é que ela foi abalada em algum momento.

Essa medida também é boa para o mercado porque aumenta a competitividade das empresas.

Para o profissional ensina que é preciso fazer o que for necessário para estar na lista dos 90% e não dos 10% (esse raciocínio é perigoso).

Mostra também que o mundo corporativo é duro, cruel e que um profissional deve estar preparado para arbitrariedades porque “isso é assim”.

E muitas mais estupidezes.

Com este exemplo, não quero dizer que não possamos ou devamos otimizar as empresas. A busca da eficiência é uma obrigação da gestão. O que eu me refiro é que fazer isso por sistema, mesmo que não seja necessário, desvirtua o conceito de gestão.

E isso tem sido feito sistematicamente nos últimos anos.

O que não é bom para todos, a médio e longo prazo, não é bom para ninguém.

A responsabilidade ética é para entender que as decisões tomadas têm um impacto muito maior que o bottom line.

A empresa alimentícia que sintetiza alimentos para economizar custos pode ser a mesma que ajuda seu ecossistema produtivo a melhorar sua gestão e aplicar tecnologia para reduzir os custos de produção, mantendo o ecossistema funcionando e saudável.

Ou a que cria comida de astronauta para parecer inovadora e disruptiva também poderia aplicar todo esse esforço de inovação e tecnologia para desenvolver a agricultura familiar, conectá-los e integrá-los aos grandes produtores, aumentar a produtividade e otimizar a logística.

O primeiro caso a empresa venderia os benefícios de ter em uma única cápsula todos os nutrientes e vitaminas que um adulto precisa e assim ele terá mais tempo para produzir ou se divertir sem se importar com a destruição da produção agrícola, as famílias que dependem disso, o prazer de uma boa gastronomia, a destruição da cultura dos povos, e assim por diante.

No segundo, caso, o modelo oferece dignidade e sustentabilidade ao ecossistema produtivo e mantêm o imenso prazer que é sentar-se à mesa com os amigos e a família para uma refeição.

Vejam que uma mesma empresa pode seguir caminhos muito diferentes.

E de que depende a tomada de decisão para qual lado seguir?

A consciência executiva.

Entender seu papel de criar riqueza sem gerar miséria no mundo, em uma sociedade ávida por empresas conscientes e humanizadas.

Marcio Bueno

Tecno-Humanista

Fundador da BE&SK e criador da Tecno-Humanização

www.bensk.net

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas