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Com o potencial de economia da IA, o CIO que assume a estratégia acelera motor de crescimento

Impacto real ou ruído caro. A escolha recai sobre quem ocupa a posição de CIO. Na era da  economia centrada na inteligência artificial, em que a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de automação e passa a ser o motor estratégico para produtividade, inovação e criação de valor sustentável. O termo já molda a […]

Publicado: 13/03/2026 às 14:12
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6 minutos
Com o potencial de economia da IA, o CIO que assume a estratégia acelera motor de crescimento
Construção civil — Foto: Reprodução

Impacto real ou ruído caro. A escolha recai sobre quem ocupa a posição de CIO. Na era da  economia centrada na inteligência artificial, em que a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de automação e passa a ser o motor estratégico para produtividade, inovação e criação de valor sustentável. O termo já molda a nova economia digital, com IA no centro da criação de valor e a atuação de líderes de tecnologia que abraçam estratégia, definem métricas e redesenham processos em busca de produtividade, inovação e vantagem competitiva. O restante se perde em pilotos eternos, métricas frágeis e promessas que evaporam no orçamento. 

O desenho de futuro pede clareza. A tese é simples, embora exigente: CIOs que atuam como arquitetos da AI-nomia, ao conectarem tecnologia a resultados, aceleram o ciclo de inovação e convertem automação em crescimento. O mapa difere de iniciativas isoladas. Inclui três pilares em paralelo, sem sequenciamento linear: rewire de processos críticos, governança viva e medição séria de valor. Funciona e há números convincentes. No maior experimento público com ferramentas de geração de conteúdo e assistência em produtividade no Reino Unido, servidores tiveram resultados consideráveis. Economizaram em média 26 minutos por dia ao usar Microsoft Copilot, o que projeta 13 dias por ano.   

A boa notícia, aliás, casa com a realidade empresarial. A última pesquisa global da McKinsey mostra uso amplo de IA generativa em ao menos uma função por 71% das organizações. Ao mesmo tempo, expõe o ponto cego que trava o P&L (Profit and Loss): mais de 80% ainda está sem impacto tangível no EBIT (Lucro antes de Juros e Impostos), em nível de empresa inteira. Tem mais: menos de um quinto acompanha KPIs (indicadores-chave de desempenho) para soluções de IA generativa. O recado é direto. Sem redesenho de fluxo e gestão de portfólio com metas e métricas, a IA vira cosmética. Com essas condições, converte-se em margem. 

Existente a capacidade de investimento, deve, claro, servir ao núcleo do negócio. Um terço das companhias planeja alocar mais de 25 milhões de dólares em IA em 2025. As líderes destinam mais de 80% dos recursos para transformar funções core e criar ofertas inéditas. Cerca de 60% ainda deixam de definir KPIs financeiros para medir a captura de valor, um contrassenso para quem busca escala e retorno sobre investimento, ROI. Aqui surge o papel estratégico do CIO. Direcionar capital para casos de uso com efeito de rede, aplicar esteiras de produto e dados, além de ancorar cada entrega em métricas de receita, custo, risco e experiência. 

Pressão por produtividade já aparece nos indicadores macro. O Barômetro Global de Empregos em IA da PwC associa a exposição setorial à IA a quase quatro vezes mais crescimento de produtividade. Salta de 7% no período 2018–2022 para 27% entre 2018–2024. Adicionalmente, apresenta crescimento de receita por empregado três vezes superior nos setores mais expostos. Profissionais com domínio de IA recebem, em média, prêmio salarial de 56% em 2024, o que confirma a corrida por qualificação e reconfiguração de papéis. Traduzindo para a gestão, produtividade vira vantagem custo-qualidade e libera fôlego para investir em inovação adjacente. 

Leia mais: A ditadura do algoritmo: você ainda tem controle sobre suas escolhas?

Agentes de IA elevam a discussão para além de automação pontual. O estudo global do IBM Institute for Business Value aponta 61% dos CEOs adotando agentes de IA com plano de escalar. Porém, apenas 25% das iniciativas atingiram o ROI esperado e 16% avançaram para escala empresarial, sinal de alerta para governança, dados e orquestração organizacional. No Brasil, o apetite aparece ainda mais forte. Segundo recorte nacional do mesmo estudo, 67% dos CEOs adotam agentes e 71% afirmam ter métricas claras para medir o ROI da inovação, um terreno fértil para CIOs com agenda de valor e execução disciplinada. 

Como liderar essa transição com responsabilidade e resultados? Primeiro, estabelecer um portfólio balanceado por impacto e prontidão, ao priorizar casos com alavancas de EBIT comprováveis, por exemplo redução de TCO em operações, aceleração de ciclo de vendas e mitigação de riscos operacionais. Cada caso precisa de meta, linha de base, janela de captura e dono executivo. Segundo, criar arquitetura de dados unificada. Priorizar padrões de qualidade, catálogo, linhagem e políticas de acesso, assim como a base para agentes, modelos e aplicações avançadas. Terceiro, definir um playbook de governança que una política, processo e tecnologia em controles de privacidade, segurança, explicabilidade e gestão de modelos, além de um comitê de risco que harmonize jurídico, compliance e negócio. Quarto, requalificar a força de trabalho. Oferecer trilhas por função e senioridade, ao dotar times de IA aplicada, produto e engenharia de plataforma. Ainda assim, ter em vista da importância de também ensinar o restante da organização a projetar tarefas e fluxos com IA. Quinto, medir valor de forma multifacetada, com ROI financeiro e indicadores complementares, como NPS de cliente, eficiência de capital, tempo de ciclo, confiabilidade e segurança. 

Vale adicionar uma palavra sobre cultura. O potencial de economia da IA recompensa líderes que preferem poucos casos de alto impacto a catálogos inflados. Disciplina, tenhamos em mente, conta. Foco no core gera efeito duradouro. Transparência de métricas fortalece a confiança interna. Além disso, ter cuidado com atalhos, porque soluções mágicas produzem dívida técnica e reputacional. O CIO que articula visão, desenha arquitetura e governa valor passa a comandar a agenda de crescimento. O restante vira custo de oportunidade. 

O potencial de economia da IA já redefine produtividade e margem. O CIO que ocupar o papel de arquiteto estratégico, com portfólio enxuto, governança firme e métricas que conversam com o P&L, colocará sua organização na dianteira competitiva. Sem essa liderança, a IA vira barulho. Com ela, se torna, seguramente, vantagem composta.

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