A Raw Fury é uma daquelas empresas de videogame que fogem da “pasteurização do mercado” de jogos eletrônicos. Enquanto muitos estudios buscam retornos financeiros astrônomicos com algum shooter ou game as service quaisquer, a publisher sueca completa dez anos em 2025 com um marco bem interessante pensando no mundo dos jogos indepedentes: recebeu um número […]
A Raw Fury é uma daquelas empresas de videogame que fogem da “pasteurização do mercado” de jogos eletrônicos. Enquanto muitos estudios buscam retornos financeiros astrônomicos com algum shooter ou game as service quaisquer, a publisher sueca completa dez anos em 2025 com um marco bem interessante pensando no mundo dos jogos indepedentes: recebeu um número recorde de propostas de desenvolvedores este ano – um marco para a companhia que já publicou 50 jogos na sua história.
Outro dado interessante é que a Raw Fury está consistentemente classificada entre as 10 principais publishers no ranking do Metacritic por dois anos consecutivos. A empresa-mãe da publisher sueca, que tem sede em Estocolmo e por volta de 60 funcionários em todo mundo, é a Combined Effect, que também inclui outros três estúdios: Kakehashi Games (Japão), Neon Doctrine (Taiwan) e Fury Studios (Croácia).
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Para saber mais sobre o atual momento da Raw Fury no cenário dos jogos independentes, a coluna conversou com Pim Holfve, atual CEO da publisher, e que em novembro completou um ano no cargo. Confira o bate-papo!
A Raw Fury tem um histórico de apoiar a independência dos estúdios parceiros. Como você enxerga o papel da publisher no fortalecimento do ecossistema indie global diante de um mercado cada vez mais competitivo e grandes aquisições? Você acredita que o cenário indie ainda está crescendo?
Acredito que o cenário indie continua crescendo. É onde as verdadeiras inovações estão acontecendo, e vejo que cada vez mais jogadores estão descobrindo o que existe fora do universo AAA. Do ponto de vista da Raw Fury, recebemos um número recorde de propostas de desenvolvedores este ano, e estamos bem cientes do papel importante que desempenhamos ao orientar e apoiar nossos parceiros. A beleza dos jogos indie é que eles oferecem uma experiência diferente, frequentemente mais acessível, original e que pode se tornar a nova joia da coleção do jogador.
Recentemente, títulos como Blue Prince foram lançados em várias plataformas, incluindo Game Pass e PS+. Como você vê o impacto desses serviços de assinatura na visibilidade e sucesso dos jogos publicados pela Raw Fury? O mercado indie depende muito do suporte dessas grandes plataformas?
No fim das contas, nosso objetivo é ser reconhecidos como o melhor parceiro do mundo para desenvolvedores indie. Para alcançar esse objetivo, fortalecemos relacionamentos com muitos parceiros externos e plataformas ao longo dos anos, para aproveitar todas as oportunidades de mostrar nossos jogos. Afinal, um dos maiores desafios atualmente é a descoberta do jogo. Sim, isso teve um enorme impacto na visibilidade, mas também ressalto que nossos parceiros de plataforma fornecem suporte valioso em diversos aspectos, desde assistência técnica até marketing.
Por fim, olhando para o futuro, quais são as principais expectativas para a Raw Fury em termos de inovação, impacto cultural e expansão de mercado?
Observando o catálogo da Raw Fury, que agora conta com mais de 50 jogos publicados, já exploramos muitos gêneros e nichos, mas a qualidade geral sempre foi alta. Daqui para frente, nossos princípios norteadores não mudarão, mas nossa capacidade de aproveitar cada oportunidade potencial continuará crescendo, seja alcançando novos públicos em novas regiões, trabalhando com novos parceiros ou criando novos relacionamentos. É um momento empolgante, pois a marca Raw Fury está mais forte do que nunca, e não pretendemos desacelerar tão cedo.
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