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A redução da concentração bancária e o papel das fintechs nesse movimento

Por Claudia Amira* A mais recente edição do Relatório de Economia Bancária (REB), elaborado pelo Banco Central, reúne uma série de dados que comprovam que a concentração no Sistema Financeiro Nacional (SFN), em linha com o que vem ocorrendo nos últimos anos, diminuiu um pouco mais em 2023. A redução, ainda segundo o levantamento, atingiu […]

Publicado: 26/03/2026 às 10:27
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3 minutos
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Construção civil — Foto: Reprodução

Por Claudia Amira*

A mais recente edição do Relatório de Economia Bancária (REB), elaborado pelo Banco Central, reúne uma série de dados que comprovam que a concentração no Sistema Financeiro Nacional (SFN), em linha com o que vem ocorrendo nos últimos anos, diminuiu um pouco mais em 2023. A redução, ainda segundo o levantamento, atingiu todos os agregados contábeis considerados – ativos totais, depósitos totais e operações de crédito -, envolvendo “o aumento da participação das cooperativas de crédito e das instituições não bancárias”, e ocorrendo “na maioria dos mercados relevantes de crédito”, ressalta a publicação. 

O documento atribui o movimento à atuação das instituições não bancárias no mercado de cartão de crédito e de crédito sem consignação, “ao passo que as cooperativas de crédito, em 2023, destacaram-se por sua atuação nos mercados de cheque especial e de capital de giro”. Determinante para a ampliação de mercado, o REB aponta também que a concorrência no setor de crédito aumentou, seguindo a tendência dos últimos anos, ao passo que entre os serviços financeiros ficou relativamente estável.

Leia mais: Em meio à tragédia climática no Rio Grande do Sul, crédito digital reforça seu papel social

As conclusões, que estão entre os muitos achados compilados pelo relatório, demonstram quantitativamente o que temos observado no ecossistema financeiro nos últimos anos. A chegada de novos players, que gradativamente foram conquistando usuários anteriormente vinculados somente a instituições financeiras tradicionais, é um processo que não para de evoluir. Inicialmente atendendo a uma necessidade de serviços básicos mais alinhados com realidades bem diferentes da média da população, e transformando-se rapidamente em um hub de produtos e soluções cada vez mais inovadoras e inclusivas, as fintechs desempenharam papel fundamental para consolidação do cenário atual. 

O esgotamento do sistema financeiro concentrado em poucas instituições ficou evidente principalmente a partir da pandemia, na esteira da explosão digital. Números da segunda edição da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, realizada em parceria entre a Associação Brasileira de Crédito Digital – ABCD e a PwC Brasil, detectou um impressionante aumento de 96% no volume de crédito concedido pelas fintechs entre 2020 e 2021. E ano a ano, em que pesem os desafios e os humores do ambiente econômico brasileiro, o volume de recursos financeiros ofertados pelas empresas de crédito digital nunca deixou de crescer. 

E, no que depender do investimento em novas tecnologias, as fintechs tendem a seguir avançando, conquistando mais clientes, acirrando a competição e empoderando os usuários, que terão cada vez mais alternativas na hora de gerenciar e operar sua vida financeira. 

*Claudia Amira é diretora-executiva da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital)

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