Vivemos um momento sem precedentes na sociedade: todos estão acompanhando como a inteligência artificial (IA) está promovendo uma das transformações mais profundas nos mais diversos setores econômicos, profissões e nas relações de trabalho como um todo. Bem, no caso dos serviços de consultoria, trata-se de uma disrupção sem paralelo, dada a natureza do negócio tradicionalmente […]
Vivemos um momento sem precedentes na sociedade: todos estão acompanhando como a inteligência artificial (IA) está promovendo uma das transformações mais profundas nos mais diversos setores econômicos, profissões e nas relações de trabalho como um todo. Bem, no caso dos serviços de consultoria, trata-se de uma disrupção sem paralelo, dada a natureza do negócio tradicionalmente baseada em capital humano e conhecimento especializado. Estamos às portas de uma nova era em que tecnologia e expertise andam lado a lado, ampliando extraordinariamente a capacidade de gerar valor, acelerar resultados e entregar soluções inéditas para as empresas.
Modelos de negócios tradicionais estão rapidamente cedendo lugar a novas formas de parceria consultiva, orientadas por dados, automação inteligente e expectativas crescentes. O relacionamento entre consultores e clientes evolui para um patamar em que a inovação e o resultado concreto são premissas, e não mais diferenciais. Essa transição exige um olhar atento e uma postura estratégica diante do potencial tecnológico disponível.
Nesse contexto, um estudo conduzido globalmente pela Oxford Economics para o IBM Institute for Business Value revela um dado marcante: 75% dos executivos de alto escalão esperam que a inteligência artificial impacte positivamente sua experiência com serviços de consultoria. Mais que isso: dois terços desses profissionais afirmam que pretendem deixar de trabalhar com consultorias que não integrem IA a seus serviços, o que sinaliza uma urgência clara de transformação no setor.
Mas a questão vai muito além da automação de tarefas. A consultoria tecnológica tornou-se catalisadora de mudanças estruturais, capaz de identificar oportunidades, redesenhar operações e gerar soluções customizadas para desafios complexos. Atualmente, 89% dos compradores de consultoria já exigem a incorporação de ativos tecnológicos para ampliar produtividade e qualidade. 86% pretendem investir ainda mais em consultoria nos próximos anos, buscando resultados tangíveis e mensuráveis.
Com isso, o formato do relacionamento consultivo se reinventa: a confiança, a ética e modelos de entrega digital passam a ser centrais. 80% dos executivos entrevistados defendem a ampliação das entregas digitais; 73% associam o uso de IA a uma demanda por novos modelos de precificação flexíveis, justos e com foco em resultados concretos. A governança e a transparência tornaram-se, assim, critérios decisivos, com 90% dos líderes destacando sua importância em projetos que envolvem IA.
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O cenário exige que consultorias mudem o mindset: sair de projetos pontuais e migrar para jornadas de parceria contínua, orientadas por valor sustentável e inovação perene. A tecnologia não substitui o fator humano, ao contrário, potencializa o alcance e a qualidade das entregas, permitindo análises profundas, metodologias ágeis e respostas sob medida, com velocidade e precisão antes impensáveis.
A reinvenção das consultorias, portanto, não é simples tendência: é realidade estrutural para empresas que buscam inovação como meio de superar desafios e construir vantagens competitivas duradouras. O diferencial está na capacidade de conectar conhecimento de negócios, domínio tecnológico e flexibilidade para novos modelos colaborativos. Consultorias estratégicas, alinhadas a essa convergência, tornam-se figuras centrais para o crescimento das empresas no Brasil e no mundo.
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