Não é novidade que a inteligência artificial está revolucionando o mercado, com ferramentas como o ChatGPT, Gemini e Manus abrindo novas possibilidades de automação e criatividade. Porém, o uso indiscriminado de IAs abertas e gratuitas pode expor empresas a riscos significativos operacionais, jurídicos e reputacionais. Segundo levantamento FTI Consulting, 85% dos diretores jurídicos de grandes […]
Não é novidade que a inteligência artificial está revolucionando o mercado, com ferramentas como o ChatGPT, Gemini e Manus abrindo novas possibilidades de automação e criatividade. Porém, o uso indiscriminado de IAs abertas e gratuitas pode expor empresas a riscos significativos operacionais, jurídicos e reputacionais. Segundo levantamento FTI Consulting, 85% dos diretores jurídicos de grandes empresas creem que os riscos operacionais associados ao uso de IA devem crescer este ano, sendo que para 51% dos entrevistados a tecnologia está entre os cinco principais riscos jurídicos das companhias.
Mas quais são exatamente os principais perigos associados a ela no contexto corporativo? Inicialmente temos aqueles relacionados à segurança e privacidade dos dados, visto que ao utilizar IAs abertas existe uma grande chance de vazamento de informações confidenciais. Esse cenário é resultado da falta de cuidado na hora de inserir dados nessas plataformas, que podem ser armazenados ou utilizados para treinar os modelos. Dessa forma, informações estratégicas podem cair em mãos erradas ou serem expostas de forma não intencional.
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Além disso, vale lembrar que esses modelos são treinados com grandes volumes de dados públicos, o que os torna suscetíveis a vieses algorítmicos e respostas imprecisas ou falsas. Especialmente em decisões corporativas, esse tipo de erro pode comprometer análises, relatórios e até estratégias inteiras. A adoção de IAs abertas gratuitas também pode dificultar a conformidade com legislações como a LGPD e o GDPR, principalmente pela falta de controle sobre como e onde os dados são processados. Como resultado, as companhias ficam mais suscetíveis a riscos jurídicos e sanções financeiras.
Outro ponto importante é que os conteúdos gerados por inteligência artificial podem conter fragmentos protegidos por direitos autorais, e, sem o controle sobre as fontes utilizadas pelo modelo, as organizações podem violar leis de propriedade intelectual e enfrentar processos legais. Ao depender de plataformas externas, também ficamos à mercê de decisões, políticas e possíveis instabilidades dos fornecedores, o que compromete a autonomia, personalização e continuidade dos negócios. Há ainda a possibilidade de que os modelos abertos possam conter backdoors, códigos maliciosos ou falhas de segurança que se propagam para dentro da operação, comprometendo toda a estrutura tecnológica das empresas.
Por isso, é fundamental que as companhias busquem soluções de IA seguras, personalizadas e com governança. Existem diversas alternativas eficazes no mercado, que são desenvolvidas com base nos dados das próprias empresas e, portanto, oferecem mais controle, confiabilidade e aderência às políticas internas. Somente ao adotarem modelos privados ou soluções proprietárias de IA, as organizações conseguem garantir que os dados sensíveis permaneçam sob sua custódia, além de definir parâmetros éticos, jurídicos e técnicos alinhados à sua realidade. Essa abordagem também viabiliza auditorias mais precisas e o rastreamento das decisões automatizadas, algo essencial para manter a transparência e confiança em processos que envolvem inteligência artificial.
Mais do que proteger informações, investir em soluções internas de IA ajuda a transformar o uso da tecnologia em vantagem competitiva. Quando bem implementada, ela pode otimizar rotinas, ampliar a produtividade e liberar tempo das pessoas para que foquem em atividades mais estratégicas e criativas. Assim, além de reduzir riscos, as empresas constroem uma relação mais saudável com a IA, baseada em responsabilidade, eficiência e valor estratégico.
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