Robôs são legais! Nós, seres humanos, somos fascinados por eles. Mas o que você entende por robótica? Talvez a maioria de nós associa robôs a algo parecido com a Rosie, de os Jetsons – com dois braços, uma cabeça, extremamente amigável e familiar. Lembram? Robô é uma palavra bem genérica. Se refere a qualquer dispositivo pré-programado […]
Robôs são legais! Nós, seres humanos, somos fascinados por eles. Mas o que você entende por robótica? Talvez a maioria de nós associa robôs a algo parecido com a Rosie, de os Jetsons – com dois braços, uma cabeça, extremamente amigável e familiar. Lembram?
Robô é uma palavra bem genérica. Se refere a qualquer dispositivo pré-programado para realizar uma tarefa. Ele é capaz de tomar decisões de maneira autônoma, ainda que com limitações. Aquele aspirador de pó redondo que anda pela casa desviando dos obstáculos é um robô, os enormes braços articulados utilizados em linhas de montagem, nossos carros, computadores e qualquer coisa que não seja humana mas que possa ser escravizado pelos humanos, desempenhando funções especificas para nós. Mas para nos aprofundarmos na robótica, vamos classificar os robôs em três categorias: Ciborgue, Androide e Humanóide.
Todo androide é um robô, mas nem todo robô é um androide. E um ciborgue não é um robô, ainda; enquanto o humanóide se confunde com o humano. Não temos como falar de robótica sem sentir esse delicioso desconforto. Para entendermos de fato, nada melhor do que conceituar, então vamos lá:
A ONU utilizou humanóides para serem entrevistados por jornalistas durante a cúpula global sobre Inteligência Artificial este ano. Veja:
Os robôs têm se tornado cada vez mais presentes na nossa vida, e isso é incrível. Humanos e máquinas convivendo. Será uma tendência? Responda você, se gostaria de “alguém” cuidando da sua roupa, comida, casa e talvez até filhos (brincadeira)? Queremos essa assistência e queremos ainda mais, mas até bem pouco tempo não tínhamos inteligência tecnológica pra isso. Eis que surge a Inteligência Artificial e muda tudo. Inteligência Artificial é um dos termos mais falados do momento, todo mundo quer, tudo mundo já usou, mas a maioria ainda não sabe como funciona. Voltemos novamente aos conceitos.
ANI (Artificial Narrow Intelligence)– Projetada para executar tarefas específicas, conhecida como a IA fraca. Este tipo de inteligência artificial concentra-se principalmente em uma tarefa única, com uma gama limitada de habilidades. Um exemplo são todos os tipos de processamento de linguagem natural, como Siri, Alexa, etc.
AGI (Artificial General Intelligence) – Um robô que pode se comportar de forma humana em todas as tarefas, estando no nível da mente humana. Devido a este fato, provavelmente levará algum tempo até que realmente compreendamos a AGI, pois ainda não sabemos tudo o que há para saber sobre o próprio cérebro humano. No entanto, pelo menos em conceito, AGI seria capaz de pensar no mesmo nível que um humano, muito parecido com o robô da Sonny em I-Robot.
ASI (Artificial Super Intelligence)– Mais inteligente que os humanos. É aqui que fica assustador. ASI refere-se à tecnologia de IA que irão igualar e superar a mente humana. Para ser classificada como ASI, a tecnologia deverá ser mais capaz do que um ser humano em todos os sentidos possíveis, incluindo raciocínio, autocorreção, emoções e relacionamentos. Sei que parece meio apocalíptico, uma máquina com competências humanas, mas esse é o futuro. Recomendo o filme I’m your man, que retrata bem esse tema.
Estamos falando de robôs sencientes, que só viviam no reino da ficção científica, passando a integrar nossas vidas. Sabíamos que novas tecnologias, como a engenharia genética e a nanotecnologia estavam nos dando o poder de refazer o mundo, mas um cenário realista e iminente para robôs inteligentes, é assustadoramente surpreendente.
Dizem que o futuro da robótica será a vida humana, mas não humana.
E quando um robô tão inteligente poderia ser construído? Com os futuros avanços no poder computacional deveremos ser capazes de atingir ou exceder a taxa de progresso da lei de Moore nos próximos ~20 anos. Pelas contas de Kurzweil, atingiremos esse momento em 2045. E uma vez que exista um robô inteligente, ele poderá fazer cópias evoluídas de si mesmo.
As tecnologias mais convincentes do século XXI – robótica, engenharia genética e nanotecnologia – representam uma ameaça diferente das tecnologias anteriores. Especificamente, robôs, organismos projetados e nanorrobôs compartilham um fator amplificador perigoso: eles podem se autorreplicar.
Para acalmar nosso coração, recapitulemos o clássico livro de Isaac Asimov de 1950, chamado Eu, Robô, na tentativa de tentar antecipar a complexidade dos seres artificiais.
Ele enumera as Três Leis da Robótica:
Olhando para minha bola de cristal muitas vezes turva, suspeito que à medida que a sociedade e os problemas que enfrentamos se tornam cada vez mais complexos e as máquinas se tornam cada vez mais inteligentes, as pessoas deixarão que as máquinas tomem mais decisões por elas, simplesmente porque as decisões tomadas pelas máquinas trarão melhores resultados do que as tomadas por nós. Eventualmente, poderá ser alcançado um estágio em que as decisões necessárias para manter o sistema funcionando serão tão complexas que os seres humanos serão incapazes de tomá-las de forma independente. Nessa fase, as máquinas estarão sob controle efetivo da humanidade.
O sonho da robótica é que máquinas inteligentes possam fazer o nosso trabalho, permitindo-nos vidas de lazer, devolvendo-nos ao Jardim do Éden. No entanto,
Um segundo sonho da robótica é que sejamos gradualmente substituídos pela nossa tecnologia robótica, alcançando quase a imortalidade ao descarregarmos as nossas consciências nas máquinas. Sou fã e evangelista do avanço exponencial da tecnologia, mas não há como falar em robótica e futuro sem olharmos para essas questões. Precisamos estar alertas. Toda essa evolução abre espaço para redesenharmos completamente o mundo, para melhor ou para pior.
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Agora é a hora de colocarmos nosso olhar nas profundas questões éticas e morais que temos pela frente. Cabe a nós essa consciência profunda.
Estamos sendo impelidos para este novo século sem plano, sem controle e talvez, sem volta.
Agora imaginemos que obtivemos sucesso – os robôs são bons e operam por nós de maneira eficiente, inteligente e melhor. Qual será o nosso papel? Talvez de seres humanos projetados para serem felizes? E será que nesse novo modelo de sociedade, seremos verdadeiramente livres? Ou, como diz Kaczynski, uma sociedade reduzida à condição de animais domésticos, inútil e que deverá ser entretida com algum hobby saudável para mantê-la ocupada”.
SIM, CONSCIÊNCIA DÓI.
Estas mudanças profundas através da tecnologia são iminentes e desafiarão todas as nossas noções sobre o que é a vida. Logo, talvez a maior questão por trás de tudo isso não seja How, mas Why?
É tempo de esperança.
E muita, muita reflexão. E consciência.
É tempo de mudança.
É tempo de esperança.
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