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Do técnico ao estratégico: a transformação urgente do papel do CISO nas organizações latino-americanas

O CISO de hoje vive um paradoxo: nunca foi tão crítico para o negócio, mas raramente consegue comunicar seu valor em termos que ressoem com a alta liderança. Enquanto fala de CVEs, TTPs e frameworks, o board quer entender impacto em receita, continuidade operacional e vantagem competitiva. Há uma mudança fundamental em curso: o CISO […]

Publicado: 10/03/2026 às 04:16
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4 minutos
Do técnico ao estratégico: a transformação urgente do papel do CISO nas organizações latino-americanas
Construção civil — Foto: Reprodução

O CISO de hoje vive um paradoxo: nunca foi tão crítico para o negócio, mas raramente consegue comunicar seu valor em termos que ressoem com a alta liderança. Enquanto fala de CVEs, TTPs e frameworks, o board quer entender impacto em receita, continuidade operacional e vantagem competitiva.

Há uma mudança fundamental em curso: o CISO está deixando de ser o guardião que protege para se tornar o orquestrador que habilita. Nessa nova realidade, seu papel é equilibrar tolerância de risco com velocidade de inovação, transformando segurança em acelerador de negócios.

Dados do Panorama da Cibersegurança na América Latina (SEK, 2024) revelam que apenas 8% das organizações regionais atingem alta maturidade cibernética. O problema central? A persistente visão de segurança como função de controle, não como habilitadora de transformação.

Leia também: SEK adquire NetBR e projeta receita de R$ 300 milhões no Brasil em 2025

A aceleração das ameaças e novos desafios

O Think Ahead Report 2025, estudo anual realizado pela SEK, mostra que o tempo médio para exploração de vulnerabilidades caiu de 32 para 5 dias. A inteligência artificial amplifica esse cenário, criando tanto novas defesas quanto novos riscos como o Shadow AI, onde 78% dos funcionários usam ferramentas de IA sem supervisão de TI.

Na América Latina, os ataques cresceram significativamente. O Brasil registrou 62 incidentes de ransomware em 2024, liderando uma região que responde por 4,6% dos ataques globais. Grupos como RansomHub e LockBit expandem operações localmente, explorando a desconexão entre velocidade de negócio e capacidade de resposta de segurança.

O custo da desconexão estratégica

Quando o CISO é visto apenas como “o profissional do não”, as consequências são mensuráveis:

  • Investimentos desalinhados: Setores regulados investem abaixo da média esperada em segurança
  • Inovação travada: Shadow IT e Shadow AI crescem quando segurança é vista como entrave
  • Silos operacionais: Executivos focam em transformação digital enquanto times de segurança lutam com orçamentos limitados
  • Oportunidades perdidas: Empresas deixam de explorar novos mercados por percepção exagerada de risco

O CISO como habilitador da transformação

O novo CISO não bloqueia — viabiliza. Este profissional equilibra proteção com produtividade, transformando segurança em diferencial competitivo através de:

  • Negociação inteligente de riscos alinhada com objetivos de negócio
  • Tradução de ameaças técnicas em cenários de impacto empresarial
  • Habilitação segura de novas tecnologias, incluindo IA e cloud

Recomendações práticas para CIOs

  1. Fortaleça o CISO dentro da sua estrutura
  • Mantenha-o como parceiro estratégico em todas as iniciativas de transformação
  • Estabeleça KPIs compartilhados focados em inovação segura
  • Crie processos ágeis que equilibrem velocidade e segurança
  1. Desenvolva a competência de comunicação estratégica
  • Invista em capacitação executiva para o CISO
  • Implemente dashboards que mostrem valor protegido, não apenas riscos evitados
  • Traduza métricas técnicas em impacto de negócio
  1. Governe tecnologias emergentes, não as bloqueie
  • Crie políticas claras para uso de IA e outras tecnologias
  • Implemente ferramentas corporativas seguras antes que o shadow IT prolifere
  • Monitore adoção sem criar cultura de vigilância
  1. Construa resiliência adaptativa
  • Desenvolva um “Risk & Innovation Board” conjunto entre CIO e CISO
  • Implemente “fast tracks” para projetos com segurança embarcada
  • Crie modelos de “risco calculado” que permitam experimentação controlada
  1. Transforme segurança em narrativa de valor
  • Apresente casos onde segurança acelerou iniciativas
  • Comunique em termos de receita protegida e oportunidades habilitadas
  • Posicione segurança como diferencial competitivo, não custo

O imperativo da transformação

Com regulamentações como DORA ganhando força global e a IA criando novos paradigmas de risco e oportunidade, o modelo tradicional de CISO técnico tornou-se obsoleto. O World Economic Forum já alerta sobre desafios como Shadow AI, mas a transformação vai além de tecnologia, é sobre liderança e visão.

Para o CIO, a mensagem é clara: o CISO deve ser seu parceiro estratégico na jornada de transformação digital. Juntos, formam a dupla que equilibra inovação com resiliência, velocidade com segurança, transformação com sustentabilidade.

O futuro pertence às organizações onde o CISO é visto como o profissional que viabiliza o impossível com segurança, não como aquele que lista os motivos para não fazer. Essa transformação começa com o CIO reconhecendo e potencializando esse novo papel — criando uma parceria que transforma segurança de centro de custo em motor de inovação.

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