O CISO de hoje vive um paradoxo: nunca foi tão crítico para o negócio, mas raramente consegue comunicar seu valor em termos que ressoem com a alta liderança. Enquanto fala de CVEs, TTPs e frameworks, o board quer entender impacto em receita, continuidade operacional e vantagem competitiva. Há uma mudança fundamental em curso: o CISO […]
O CISO de hoje vive um paradoxo: nunca foi tão crítico para o negócio, mas raramente consegue comunicar seu valor em termos que ressoem com a alta liderança. Enquanto fala de CVEs, TTPs e frameworks, o board quer entender impacto em receita, continuidade operacional e vantagem competitiva.
Há uma mudança fundamental em curso: o CISO está deixando de ser o guardião que protege para se tornar o orquestrador que habilita. Nessa nova realidade, seu papel é equilibrar tolerância de risco com velocidade de inovação, transformando segurança em acelerador de negócios.
Dados do Panorama da Cibersegurança na América Latina (SEK, 2024) revelam que apenas 8% das organizações regionais atingem alta maturidade cibernética. O problema central? A persistente visão de segurança como função de controle, não como habilitadora de transformação.
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O Think Ahead Report 2025, estudo anual realizado pela SEK, mostra que o tempo médio para exploração de vulnerabilidades caiu de 32 para 5 dias. A inteligência artificial amplifica esse cenário, criando tanto novas defesas quanto novos riscos — como o Shadow AI, onde 78% dos funcionários usam ferramentas de IA sem supervisão de TI.
Na América Latina, os ataques cresceram significativamente. O Brasil registrou 62 incidentes de ransomware em 2024, liderando uma região que responde por 4,6% dos ataques globais. Grupos como RansomHub e LockBit expandem operações localmente, explorando a desconexão entre velocidade de negócio e capacidade de resposta de segurança.
Quando o CISO é visto apenas como “o profissional do não”, as consequências são mensuráveis:
O novo CISO não bloqueia — viabiliza. Este profissional equilibra proteção com produtividade, transformando segurança em diferencial competitivo através de:
Com regulamentações como DORA ganhando força global e a IA criando novos paradigmas de risco e oportunidade, o modelo tradicional de CISO técnico tornou-se obsoleto. O World Economic Forum já alerta sobre desafios como Shadow AI, mas a transformação vai além de tecnologia, é sobre liderança e visão.
Para o CIO, a mensagem é clara: o CISO deve ser seu parceiro estratégico na jornada de transformação digital. Juntos, formam a dupla que equilibra inovação com resiliência, velocidade com segurança, transformação com sustentabilidade.
O futuro pertence às organizações onde o CISO é visto como o profissional que viabiliza o impossível com segurança, não como aquele que lista os motivos para não fazer. Essa transformação começa com o CIO reconhecendo e potencializando esse novo papel — criando uma parceria que transforma segurança de centro de custo em motor de inovação.
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