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Em meio à tragédia climática no Rio Grande do Sul, crédito digital reforça seu papel social

Por Claudia Amira* Até há pouco tempo onipresente nos principais debates econômicos globais, o ESG parecia estar perdendo um pouco de fôlego diante dos desafios para transformar compromissos assumidos nos últimos anos em ações concretas em um futuro que inevitavelmente chegaria. O ceticismo de alguns segmentos, reforçado pela prática do greenwashing, responsável por aumentar a […]

Publicado: 25/03/2026 às 13:38
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Mão aberta com a palma para cima, segurando um cartão de crédito amarelo flutuando em um fundo verde. A imagem simboliza a facilidade e acessibilidade dos serviços financeiros digitais, crédito social
Construção civil — Foto: Reprodução

Por Claudia Amira*

Até há pouco tempo onipresente nos principais debates econômicos globais, o ESG parecia estar perdendo um pouco de fôlego diante dos desafios para transformar compromissos assumidos nos últimos anos em ações concretas em um futuro que inevitavelmente chegaria. O ceticismo de alguns segmentos, reforçado pela prática do greenwashing, responsável por aumentar a desconfiança em relação à iniciativa e por impedir um envolvimento mais concreto da sociedade, acabou contribuindo para a percepção de que as pautas – ambiental, social e de governança –  envelopadas pela sigla que se popularizou em todo o mundo, havia engatado uma marcha um pouco mais lenta. 

Mesmo com a sensação de que o assunto sofria de certo desgaste, dados e ações relacionadas ao tema seguiram confirmando sua importância – de acordo com pesquisa da PwC Brasil e do Ibracon (Instituto de Auditoria Independente do Brasil), 91% das empresas do Ibovespa divulgaram relatórios com resultados ESG no ano passado. Recentemente, entre 66 economias emergentes, o Brasil destacou-se como referência nos pilares de finanças sustentáveis (Integração Ambiental, Social e de Governança ESG, Riscos Relacionados ao Clima e à Natureza, e Sustentabilidade de Gestão e Financiamento) no relatório da rede de reguladores do setor financeiro, bancos centrais, ministérios das Finanças e Meio Ambiente, o Sustainable Banking and Finance Network (SBFN). 

Paralelamente a isso, o Banco Central seguiu trabalhando na regulação sobre sustentabilidade, parte da agenda BC#, tendo lançado em março uma consulta pública para aperfeiçoar regras que tratam da divulgação de informações relacionadas a riscos e oportunidades sociais, ambientais e climáticas das instituições financeiras.

Leia também: Desenrola mantém crédito na ordem do dia e coloca em pauta a importância da cultura de responsabilidade do tomador

Diante dos recentes eventos climáticos extremos, com destaque para as enchentes no Rio Grande do Sul, que já afetaram 463 municípios e mais de 2 milhões de pessoas, consolidando-se assim como um dos maiores desastres naturais do país, o ESG e seus debates voltaram com tudo à mídia e às discussões da sociedade, evidenciando a necessidade urgente de ação. 

Nesse contexto, o setor de crédito digital, para além das iniciativas individuais de cada uma das empresas do segmento, vem há tempos comprovando sua capacidade de impactar o aspecto social da agenda ESG. Em uma análise rápida, podemos afirmar que atualmente as fintechs têm milhões de clientes, muitos deles que só puderam ter conta bancária, cartão e  linha de crédito por meio dessas empresas, que desempenham papel importante para impulsionar a bancarização e aumentar o acesso a produtos e serviços financeiros, hoje descentralizados e nas mãos de vários concorrentes. 

Para além disso, muitas pessoas que até podiam pleitear recursos financeiros, em condições desfavoráveis e de forma burocrática, passaram a ter um acesso maior e melhor com modalidades mais alinhadas a seus perfis e realidades. 

Isso sem falar da capacidade de inclusão propiciada pelos canais totalmente digitais das fintechs, que fizeram a diferença na pandemia e tendem a seguir determinantes. É por meio deles que usuários em localidades remotas podem alcançar as mesmas ofertas disponíveis para habitantes dos grandes centros. 

Essa característica se enquadra também para o atendimento de emergências, tal qual ocorreu na pandemia, e eventos extremos de qualquer natureza – com conexão e um simples telefone celular, serviços e produtos estão disponíveis na palma da mão. 

Desta forma, o crédito digital reforça seu papel social ao permitir acesso a recursos seja em um momento de reconstrução, como ocorre infelizmente no Rio Grande do Sul agora, seja para aqueles voltados ao consumo e a investimentos, movimento que esperamos que ocorra o mais breve possível também para os gaúchos.

*Claudia Amira é diretora-executiva da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital)

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