ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

US$ 4 trilhões no código: qual o verdadeiro valor da IA generativa na economia

Você já parou para pensar quanto da sua operação hoje depende de linguagem? Relatórios, contratos, campanhas de marketing, descrições de produtos, atendimentos, documentos clínicos, treinamentos, scripts, e-mails, código… tudo isso é, essencialmente, linguagem estruturada em contexto. Agora imagine que uma parte significativa, talvez 60%, talvez mais, possa ser automatizada parcial ou totalmente. É exatamente isso […]

Publicado: 14/03/2026 às 12:28
Leitura
4 minutos
US$ 4 trilhões no código: qual o verdadeiro valor da IA generativa na economia
Construção civil — Foto: Reprodução

Você já parou para pensar quanto da sua operação hoje depende de linguagem? Relatórios, contratos, campanhas de marketing, descrições de produtos, atendimentos, documentos clínicos, treinamentos, scripts, e-mails, código… tudo isso é, essencialmente, linguagem estruturada em contexto. Agora imagine que uma parte significativa, talvez 60%, talvez mais, possa ser automatizada parcial ou totalmente. É exatamente isso que a inteligência artificial generativa (GenAI) promete entregar.  

De acordo com a McKinsey, a GenAI já pode automatizar entre 60% e 70% das atividades de trabalho existentes e tem o potencial de adicionar entre US$ 2,6 trilhões e US$ 4,4 trilhões por ano ao PIB global. Quando combinada com outras formas de IA tradicional, esse valor total pode ultrapassar US$ 7 trilhões. Não estamos falando de ganhos incrementais, mas de uma transformação estrutural na forma como o trabalho é realizado, como negócios operam e como decisões são tomadas. 

O relatório da consultoria aponta que 75% desse valor está concentrado em quatro áreas centrais: atendimento ao cliente, marketing e vendas, engenharia de software, e pesquisa e desenvolvimento. Essas áreas não são periféricas, elas estão no coração das operações de qualquer organização moderna. 

Impacto transversal 

No atendimento ao cliente, assistentes virtuais equipados com GenAI entendem linguagem natural, entregam respostas contextualizadas e oferecem experiências hiperpersonalizadas. Em marketing e vendas, a tecnologia permite geração de conteúdo, segmentação de públicos e testes A/B em escala, com precisão e agilidade inéditas. Na engenharia de software, copilots aceleram geração, revisão e documentação de código, reduzindo prazos de entrega em até 50%. Aqui no Grupo Elfa, temos um caso, no qual o copilot para geração de código acelerou em mais de 70% o tempo para desenvolvimento de fronts. Já em pesquisa e desenvolvimento, a GenAI possibilita simulações, análises preditivas, geração de hipóteses e automação de documentação técnica, otimizando processos de inovação. 

No setor de saúde, por exemplo, copilots auxiliam médicos na interpretação de prescrições e prontuários, enquanto assistentes de regulação agilizam processos com operadoras e hospitais. A GenAI não está apenas na borda das operações, ela está se movendo para o centro. À frente da TI de uma empresa de distribuição de medicamentos e materiais para saúde, vejo todos os dias os benefícios da GenAI nos nossos resultados. 

Leia mais: IA autônoma: transformando cultura e estrutura organizacional para um futuro colaborativo

Porém, apesar desse enorme potencial, poucas empresas estão realmente monetizando a GenAI em escala. Isso ocorre porque muitas organizações enfrentam desafios significativos como arquiteturas e dados despreparados, dados não estruturados, sistemas isolados e ausência de pipelines robustos de MLOps e uma cultura corporativa que mantém projetos presos em provas de conceito, sem modelo de negócio claro ou KPIs alinhados à estratégia. 

Outro obstáculo importante é a falta de governança. Sem políticas bem definidas, responsáveis técnicos e parâmetros éticos estabelecidos, a IA pode se tornar um risco e riscos bloqueiam escalabilidade. 

Para transformar a promessa da GenAI em resultados concretos, é necessário adotar uma abordagem estratégica. Sempre que avalio um novo projeto de IA generativa, costumo me perguntar: 

  • Estamos resolvendo um problema real ou apenas explorando uma curiosidade tecnológica? 
  • Qual será o esforço humano necessário para treinar, supervisionar e manter essa aplicação? 
  • O impacto será mais significativo em custo, receita ou experiência do cliente? 

Se essas respostas não forem claras, talvez ainda não seja o momento de escalar. A disciplina para priorizar casos com alto retorno sobre investimento (ROI) e alinhamento estratégico é essencial para evitar desperdícios e maximizar resultados. 

A GenAI não é sobre substituir pessoas, mas sobre reconfigurar o trabalho, redistribuir inteligência e alavancar criatividade. O valor de trilhões de dólares está em jogo, mas só será capturado por organizações corajosas o bastante para sair da inércia e disciplinadas o suficiente para escalar com responsabilidade. 

Não precisamos esperar pelo futuro. Ele já está em produção. E cabe a cada um de nós garantir que essa transformação seja guiada por estratégia, ética e visão de longo prazo.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas