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Com 5G, São Martinho quer IoT no campo e em usinas de cana-de-açúcar

Um acordo entre o grupo sucroalcooleiro São Martinho e a Ericsson para o uso de tecnologia 4G e 5G promete não só aumentar a velocidade das redes móveis nas fazendas e usinas de processamento de cana da empresa, mas também permitir o desenvolvimento de soluções inovadoras usando internet das coisas (IoT). O projeto foi apresentado […]

Publicado: 14/03/2026 às 09:18
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agricultura, agronegócio, smart farming, trator, robô, drone
Construção civil — Foto: Reprodução

Um acordo entre o grupo sucroalcooleiro São Martinho e a Ericsson para o uso de tecnologia 4G e 5G promete não só aumentar a velocidade das redes móveis nas fazendas e usinas de processamento de cana da empresa, mas também permitir o desenvolvimento de soluções inovadoras usando internet das coisas (IoT). O projeto foi apresentado na terça (13) durante o Futurecom Digital Series focado no agronegócio.

As ações conjuntas entre as duas empresas incluem pesquisa e desenvolvimento com foco no aumento de eficiência agrícola e industrial e fazem parte de investimentos em conectividade por parte da São Martinho. O Projeto COA, como é chamado, se vale de conceitos de smart farming, ou fazendo inteligente, além de usar padrões de conectividade abertos.

“Conseguimos disponibilizar [para uso próprio] recursos de agricultura de precisão. Faz 20 anos que estamos implementando tecnologias sob esse conceito, e mais recentemente começamos a transformação digital de processos”, contou Walter Maccheroni, gestor de inovação da São Martinho.

Leia mais: Vivo Empresas, Ericsson e FEI lançam Centro de Soluções 5G

“O potencial de ganho do 5G para a agricultura é gigante”, disse Paulo Beernadocki, diretor de tecnologia da Ericsson durante a apresentação do projeto. “Vai trazer um nível de automação nunca alcançado. Quando a necessidade de processamento é muito grande, como algoritmos de IA, e toda essa informação é levada automaticamente para a nuvem, a capacidade de trazer insights para os agricultores é muito grande. Seja um grande grupo como o São Martinho, seja para agricultores menores.”

Segundo o gestor da São Martinho, a implantação de uma rede de internet nas fazendas de cana-de-açúcar e usinas de processamento tem como foco principal coletar dados gerados nas operações e, a partir deles, melhorar a performance operacional como um todo.

Atualmente a empresa opera quatro unidades: Usina São Martinho, em Pradópolis, na região de Ribeirão Preto (SP); Usina Iracema, em Iracemápolis, região de Limeira (SP); Usina Santa Cruz, em Américo Brasiliense (SP) e Usina Boa Vista, em Quirinópolis, a 300 quilômetros de Goiânia (GO). São cerca de 300 mil hectares produzindo 24 milhões de toneladas de cana por safra.

Detalhes e futuro

“O projeto com a Ericsson dá continuidade a essa questão dos dados. Ele é divido em três etapas”, explicou Maccheroni. A primeira é a cobertura em 5G de toda a operação da Usina São Martinho, em Pradópolis. A segunda é a instalação de um centro de inovação para desenvolver aplicações reais de 5G para o agronegócio nas frequências de 700 MHz e 3500 MHz. Uma operadora ainda será definida para fazer parte da parceria.

Por último está prevista o chamamento de empreendedores e startups para a criação de um ambiente de inovação. “Serão convocados parceiros – startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa – para participarem do projeto e para que resolvam problemas do agronegócio e da indústria agrícola usando 5G”, explicou o gestor. “Nossa expectativa é que tenhamos uma estrutura física para hospedar parceiros e para que tenham condições de desenvolver soluções.”

O uso da tecnologia 5G promete aumentar a eficiência da São Martinho em processos que requerem alta velocidade de transferência de dados e baixa latência. Maccheroni mencionou o uso futuro de veículos autônomos, como tratores e caminhões, e drones para controle de pragas e ervas daninhas.

“Nossas quatro indústrias contam com sensores que monitoram e regulam equipamentos. Ao longo dos anos temos monitorado esses equipamentos e temos dados de quando operaram bem e quando operaram mal”, explicou o gestor da São Martinho. “Nossa intenção é saturar o ambiente de sensores e criar IAs e algoritmos que consigam entender como esses equipamentos estão funcionando e auto regulá-los.”

O desafio, e que está sendo endereçado pelo projeto com a Ericsson, é prover conectividade em áreas vastas. “É um projeto preparatório para a evolução das tecnologias e aumento de sensores e a captura de dados”, disse.

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