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CSC quer dobrar operação no País com a compra da Bearing Point

Empresa espera dobrar o número de funcionários no próximo ano e estuda criar centro de exportação de serviços no Brasil.

Publicado: 08/05/2026 às 14:20
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CSC quer dobrar operação no País com a compra da Bearing Point
Construção civil — Foto: Reprodução

Após comprar as operações brasileiras da consultoria Bearing Point, em julho deste ano, a CSC, especializada em serviços de tecnologia da informação (TI), traça planos ousados para o mercado do País. Para se ter uma ideia, a empresa quer dobrar o número de funcionários, atualmente em 700, no próximo ano.

Segundo o presidente mundial para marketing e vendas da companhia, David Booth, a estratégia de aquisições da CSC sempre esteve baseada na criação de relacionamentos complementares, ou adjacentes, como prefere dizer o executivo. No caso da Bearing Point, a empresa espera aumentar a oferta de serviços para conquistar novos mercados, especialmente os de finanças e serviços de saúde.

O Brasil pode ser usado, ainda, como um centro de entrega de serviços para outros países. Em comparação com a Índia, líder em exportação, a operação nacional da CSC é modesta — 700 funcionários contra cerca de oito mil no país sul asiático. Competir em custos, afirma o presidente da companhia no País, Adriano Giudice, é difícil. Por esse motivo, a estratégia mais provável é usar a unidade brasileira em serviços diferenciados, mais estratégicos e próximos dos negócios dos clientes.

Todos os funcionários da Bearing Point serão mantidos, inclusive os diretores. Giudice, inclusive, comandava a operação da consultoria no Brasil e foi mantido no cargo. A empresa entrou com pedido de concordata (chapter 11) nos Estados Unidos em fevereiro deste ano. A venda da unidade no País faz parte dos planos de recuperação.

Segundo o executivo, a compra pela CSC foi a melhor alternativa para a operação, que, ao contrário da matriz, não apresentava problemas financeiros. “Nossos clientes e funcionários gostaram de passar a fazer parte de uma empresa global”, afirma Giudice. Para seu chefe, o canadense Booth, operar em grande parte do mundo é um diferencial com o qual a companhia espera obter vantagens competitivas contra empresas locais com forte atuação no mercado.

A CSC espera também crescer entre as empresas multinacionais, clientes da companhia, que possuem operação no Brasil. Esta é outra maneira de internacionalizar a oferta de serviços a partir do País.

Em seu primeiro trimestre fiscal, a CSC registrou faturamento de 3,9 bilhões, queda de cerca de 12% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os ganhos por ação foram de 85 centavos de dólar, contra 79 centavos de dólares em 2008, alta de 7,6% na comparação anual.

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