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Com a palavra, a AMD…

Recentemente publiquei uma coluna bastante dura sobre a AMD, com o título de E se a AMD sumir… , que apesar de não ter nenhum dado questionado, foi motivo de um contato por parte da AMD Brasil sobre a possibilidade de uma entrevista com José Antônio Scodiero , que acumula atualmente as funções de Vice-Presidente […]

Publicado: 12/05/2026 às 21:42
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Com a palavra, a AMD…
Construção civil — Foto: Reprodução

Recentemente publiquei uma coluna bastante dura sobre a AMD, com o título de E se a AMD sumir… , que apesar de não ter nenhum dado questionado, foi motivo de um contato por parte da AMD Brasil sobre a possibilidade de uma entrevista com José Antônio Scodiero , que acumula atualmente as funções de Vice-Presidente da América Latina e Diretor Geral da AMD Brasil.

Evidentemente que concordei, afinal seria a oportunidade de ouvir diretamente da administração da AMD Brasil uma visão do atual cenário. A entrevista telefônica durou pouco mais de uma hora e abordou de forma livre, sem perguntas específicas, um panorama sobre a aquisição da ATI, sobre o péssimo resultado mundial apresentado no primeiro trimestre de 2007 e sobre a expansão da planta industrial da AMD. Como a conversa não foi direcionada com questões especificas vou resumir aqui o conteúdo mais relevante.

Inicialmente Scodiero fez um balanço dos últimos 14 meses da AMD, com a conquista de OEMs importantes como a DELL, HP, IBM, Sun e Lenovo, o crescimento no mercado da China, onde a AMD possui uma parcela de 30% do mercado total. Scodiero acredita que em 18 meses a China será o país (ou região) de maior renda para a AMD. Entre os comentários Scodiero fez questão de frisar que por 14 meses seguidos a AMD conquistou fatias de mercado e obteve bons resultados financeiros.

Comentou também sobre o Brasil, que no passado foi uma região onde a AMD tinha uma participação de mercado (44% aproximadamente, por volta de 2002) muito acima da média dos demais paises do mundo. Hoje no Brasil a participação percentual da AMD é menor, mas o tamanho do mercado em unidades vendidas é muito maior do que antes. Scodiero me passou alguns números de 2006, mas peço resguardas quanto aos números exatos, pois ele estava sem os dados à mão, e me passou de memória. Aproximadamente a AMD teria 23% do mercado de Desktops no Brasil, 20% do mercado de notebooks e cerca de 40% do mercado de servidores com mais de 4 núcleos. Nem todos os segmentos foram mencionados, como o de servidores com menos de 4 núcleos e o segmento dos OEMs brasileiros (DELL, Positivo, HP, Preview, entre outros). Independente de quão exatos os números são, dá pra ter uma noção que seguem a média da AMD mundial.

Scodiero afirmou que com o bom trabalho feito com os OEMs no mercado brasileiro e com os novos lançamentos da AMD, incluindo as plataformas de notebooks e placas mãe com chipsets ATI, o objetivo é retomar a boa fatia de mercado que sempre foi tradicional da AMD Brasil. Ressaltou também as plataformas para notebooks, que devem sofrer um grande impulso de vendas devido ao recente incentivo do governo na popularização desses equipamentos.

Sobre a compra da ATI, Scodiero confirmou que o momento era propício ao investimento e que a ATI tem muito a contribuir para a estratégia da AMD nos próximos anos, especialmente com o lançamento do Fusion (CPU e GPU integradas), entre outros, que reduzirão o custo de dispositivos portáteis simplificando a sua construção e acrescentando performance ao padrão estabelecido atualmente. Já que falamos em performance perguntei sobre a nova família HD 2900, que ao contrário do que os analistas do setor esperavam, apresentou um desempenho inferior ao produto da NVIDIA, sua concorrente direta. Scodiero me disse que a opção nesse momento foi por um produto mais acessível e de bom desempenho, e quando questionei se seria uma tendência da nova ATI, visto que o segmento de placas Ultra High End é cada vez menos viável financeiramente, Scodiero insistiu que foi a melhor decisão no momento, mas que não significaria necessariamente uma tendência para os próximos lançamentos.

Conversamos também sobre as novas fábricas da AMD. Segundo seu relato não há nenhuma mudança no planejamento de modernização das fábricas atuais ou na construção de novas fábricas, contrariando boatos que se espalharam pela internet. Segundo me relatou, a FAB 30 está passando por uma modernização tão grande que passará a se chamar FAB 38, com wafers de 300mm e tecnologia de 65 nanômetros, a mesma tecnologia da FAB 36 em Dresden. Confirmou que a fábrica de NY será construída em 2009 e que com esses investimentos o problema de escassez de produtos, como aconteceu em 2006, não mais ocorrerá.

Para terminar, falamos sobre o provável resultado do segundo trimestre de 2007, onde, segundo Scodiero, é esperado um faturamento total similar ao do primeiro trimestre embora com um número maior de unidades vendidas, resultado da recente redução de preço dos produtos. Ele acredita também que as margens serão maiores, devido principalmente à composição do mix de produtos vendidos nesse período, de maior valor médio, e do menor custo operacional, resultado de alguns ajustes anunciados no primeiro trimestre.

Quero aproveitar e agradecer à AMD Brasil pela oportunidade de bater esse papo com José Antônio Scodiero com total liberdade. É compreensível que certos fatos polêmicos ou confidenciais não possam ser discutidos abertamente com a mídia, mas a disposição de Scodiero em conversar e explicar alguns fatos só reforça o bom trabalho que a AMD, junto com a ATI, tem feito no Brasil.

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