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Cyberbed
Delphi
IoT
Metahospitalar

Com Internet das Coisas, camas hospitalares buscam reduzir quedas de pacientes

Uma nova linha de camas hospitalares desenvolvida pela Metahospitalar conta com sensores IoT (Internet das Coisas) que visam reduzir o número de queda de pacientes de suas camas. Segundo pesquisa da Proqualis, a taxa de queda de pacientes em hospitais de países desenvolvidos variou entre 3 a 5 quedas por 1 mil pacientes ao dia. […]

Publicado: 17/03/2026 às 09:14
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Construção civil — Foto: Reprodução

Uma nova linha de camas hospitalares desenvolvida pela Metahospitalar conta com sensores IoT (Internet das Coisas) que visam reduzir o número de queda de pacientes de suas camas. Segundo pesquisa da Proqualis, a taxa de queda de pacientes em hospitais de países desenvolvidos variou entre 3 a 5 quedas por 1 mil pacientes ao dia.

Após um investimento de mais de R$ 600 mil e quatro anos de trabalho, o projeto batizado de Cyberbed foi lançado. A iniciativa contou com uma equipe multidisciplinar formada por engenheiros, especialistas em eletrônica e desenvolvedores.

Um ano do desenvolvimento da Cyberbed foi dedicado ao desenvolvimento de APIs, softwares e aplicativos multiplataforma: Windows, iOS, Android e Linux. “Toda a infraestrutura foi feita em Delphi, criamos microsserviços de coleta, processamento, armazenamento e distribuição de dados, toda a stack. O sistema é fácil, intuitivo e robusto”, explica Rodrigo Ribeiro, gerente de projetos da Metahospitalar.

As camas da Metahospitalar utilizam tecnologias como inteligência artificial e big data que, através de dados coletados pelos sensores, são capazes de alertar os enfermeiros e auxiliares de enfermagem quando os pacientes tentam se levantar, movimentos realizados pela cama, ângulos das superfícies, peso do paciente, chamada de enfermagem e alertas de decúbito.

Os dados sobre a atividade dos pacientes podem ser analisados por médicos e enfermeiros para procurar padrões ligados a condições médicas ou aumento do risco de quedas. “Sensores localizados no motor e estrutura da cama medem, por exemplo, o ângulo do dorso, o ângulo de pernas e a elevação de cada cama, o que é importante em condições diversas como melhoria da condição respiratória, pós-operatórios e prevenção de quedas. É possível ver os dados em dashboards tanto no computador como em aplicativos móveis e web e ainda configurar alarmes caso algum parâmetro saia fora do esperado”, detalha Rodrigo.

Equipadas com vários componentes eletromecânicos, as camas hospitalares necessitam verificações periódicas para garantir que funcionem com eficiência e não comprometam a segurança ou o conforto do paciente. Os sensores que equipam a linha Cyberbed, segundo seus desenvolvedores, são capazes de alertar a equipe de engenharia clínica sobre problemas em seus componentes e contribuir para a criação de um protocolo de manutenção preventiva delas.

Outra utilização importante das camas com sensores IoT é pelo setor administrativo do hospital. “Os gestores conseguem saber a produtividade de cada leito. Quanto tempo ele ficou ocupado, vazio ou parado, sendo possível tomar decisões mais estratégicas quanto à ocupação hospitalar”, finaliza o gerente de TI.

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