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Com mais receita, qual é o plano para crescer?

Colaboração é um dos itens que mais aparece na pauta dos executivos de TI

Publicado: 18/05/2026 às 15:32
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7 minutos
Com mais receita, qual é o plano para crescer?
Construção civil — Foto: Reprodução

Entre as grandes implementações de TI planejadas para esse ano, 40% dos líderes de tecnologia do negócio com quem conversamos para a pesquisa Global CIO têm um grande projeto de colaboração em mira. Um exemplo é a empresa Vanguard, que nas últimas semanas passou a permitir que seus funcionários acessem o e-mail corporativo em seus iPhones e Androids, usando a Good Technology para criptografia e autenticação via token. A Vanguard tenta tornar, também, os BlackBerrys corporativos mais úteis. A estratégia da empresa tem sido travar todas as funções que não têm utilidade corporativa, mas, agora, os funcionários ganham algumas ferramentas como GPS e câmera, embora todas as funções passem por testes de compliance e segurança. 

Esforços de colaboração oferecem suporte indireto para o crescimento, ao tornar os funcionários mais produtivos. Mas a Vanguard busca uma ligação mais direta, tratando seus funcionários como campo de teste para tecnologias que pretende oferecer aos clientes. 

Por exemplo, a Vanguard está fazendo experiências com um site SharePoint interno para projetos de TI que pode, potecialmente, ser estendido aos cliente, contou Abha Kumar, um gerente de TI que comanda o esforço. Conselheiros financeiros e clientes da Vanguard poderão colaborar com tal site, ou os clientes poderão interagir entre eles – por exemplo, pessoas que são recém aposentadas ou os que estão às vésperas de mandar seus filhos para a faculdade podem se unir e discutir questões de investimento. Usando primeiro o site SharePoint internamente, a Vanguard pode lidar com qualquer problema e identificar quais funções são as mais úteis. “Assim temos experiência real conforme expandimos externamente”, disse Kurman. “Temos a oportunidade de brincar com a tecnologia e ver, pra valer, como ela impacta nosso trabalho.”

Outra prioridade entre os CIOs que entrevistamos é a internet móvel. Embora apenas 15% dos nossos entrevistados tenha dito ter um grande aplicativo em dispositivos móveis, mais de 40% deles planeja fazer implementação neste ano. E para empresas como a fabricante de temperos McCormick, tais aplicativos estão mudando o papel da TI. Lembra-se que 36% dos líderes de tecnologia do negócio que entrevistamos disseram esperar que a TI direcione produtos e serviços esse ano? Jerry Wolfe, CIO da McCormick, disse que há dois anos ele teria duvido que a TI desempenharia tal papel em novos produtos.

Hoje ele trabalha com as equipes de venda e marketing da empresa “para ter um novo tipo de conversa com os parceiros varejistas”, enquanto todos decidem como criar laços com os clientes via web, especialmente móvel. A McCormick tem um aplicativo de receitas para o iPhone, por exemplo, e Wolfe, que também é chefe de operações de cadeia de suprimentos, acha que esse aplicativo poderia ser lançado em parceria com um varejista. Ele trabalha com um parceiro para unir o site de receitas da McCormick com a campanha de verão do varejista. A fabricante oferece o download de um “livro de receitas virtual” para reunir todas as receitas do cliente. 

Na Ford Motor, internet móvel tem outro significado: proporcionar aos motoristas acesso à web e redes sociais de forma segura, em seus veículos. Para testar, a montadora permitiu que um grupo de estudantes da Universidade de Michigan desenvolvesse, como parte do curso, aplicativos de rede social para o sistema tecnológico pessoal Sync, no novo Fiesta compacto. Os aplicativos não estão em produção, mas um exemplo é o aplicativo que permite que a pessoa que viaja em grupo, compartilhe sua localização e paradas com as outras pessoas da caravana, ajudando todos a se manterem juntos durante a viagem. A Ford também tem parceria com o Google para que os usuários do Google Maps possam “enviar ao Sync” roteiros e guias, e está fechando parceria com outro fornecedor de conteúdo para expandir o Sync “além de telefones e media players”, contou o CIO Nick Smither.

Melhor uso de dados

Também perguntamos aos CIOs qual eles consideravam a melhor oportunidade única para cada um. A resposta número um foi o uso de dados para influenciar novos produtos e gerar crescimento, citada por 29%. 

Bill Martin, CIO da Royal Caribbean, está apenas iniciando esse esforço. Nem todos os dados que a linha de cruzeiros coleta precisam ser analisados para serem valiosos. Alguns deles têm que, apenas, ser compartilhados, como, por exemplo, quantas pessoas esperam na fila do restaurante. O navio Oasis of the Seas é a maior embarcação de cruzeiro já lançada, e um dos princípios da empresa é tolerância zero com filas de espera, contou o executivo. Portanto, cada um dos 24 restaurantes do navio dispõem de câmeras de reconhecimento de formas para contar o número de pessoas na espera e transmitem essa informação, em forma de sinais vermelho-amarelo-verde para os 300 receptores por todo o navio.

Os navios da Royal Caribbean coletam mais dados do que nunca durante um cruzeiro, por meio de uma rede IP de 10-Gbps que conecta todas as caixas registradoras e sistemas de reserva, para que os analistas saibam o que está acontecendo em tempo real. E com a TV interativa presente em todas as cabines, a companhia entrega mensagens personalizadas. “Ainda estamos aprendendo a melhor maneira de usar as TVs”, disse Martin. 

A linha de cruzeiros quer, também, conhecer melhor seus hóspedes antes de embarcarem, com a ajuda de uma nova função no site da empresa que permite que eles se planejem e reservem atividades com bastante antecedência. Os hóspedes do Oasis of the Seas, por exemplo, podem colocar pulseiras em seus filhos que emitirão um sinal para um dos 900 pontos de acesso sem fio espalhados pelo navio, conectados a um aplicativo do iPhone que mostra aos pais, em uma mapa do navio, onde seus filhos estão brincando. 

Para procurar por oportunidades de lucro gerado por dados com mais agilidade, Martin criou o que chama de “grupo de informação de negócio”, com meia dúzia de pessoas. Em vez de implementar projetos de TI ou suportar operações, esse grupo analisa os dados gerados por diversas unidades de operações e ajuda a entender o que mais essas unidades precisam para tomar decisões. “Sempre tivemos as ferramentas mas nunca as usamos tão bem quanto agora”, disse Martin, cuja equipe usa o software de análise OBIEE, da Oracle. Também é interessante destacar o que não é uma preocupação para os líderes de TI. Bem no final da lista de preocupações dos nossos entrevistados estão: o bom relacionamento entre unidades de negócio e ter um sistema para priorizar projetos de  TI – a antiga questão “alinhamento negócio-TI”. 

Outros resultados da pesquisa, no entanto, levantam questões sobre o foco das áreas de TI nas missões certas. Apenas 14% dos entrevistados consideram a satisfação dos clientes sua principal responsabilidade. 

Entre as empresas que esperam aumento nos lucros, apenas metade delas planeja aumento no número de projetos orientados ao crescimento, em comparação ao ano passado. Já 38% disse manter o número de projetos e 12% está cortando ou não tem qualquer projeto em vista. 

Essa divisão 50-50 é confusa. A TI não faz parte do plano de crescimento dessas empresas? Elas estão muito focadas internamente, rodando uma operação de TI muito mais eficiente enquanto não aproveitam as oportunidades de lucro? Elas não estão interessadas ou se consideram ocupadas ou sobrecarregadas demais para confiarem em iniciativas vitais de crescimento?

Os líderes de tecnologia do negócio precisam rever a coragem e capacidades de suas equipes e o quanto elas estão comprometidas com as metas da empresa. Com a oportunidade certa, estamos realmente preparados para crescer?

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