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liderança

Com uso de IA, pesquisa traça perfil dos líderes do futuro no Brasil e países de língua espanhola

A pandemia da Covid-19 acentuou uma crise de liderança tradicional e acelerou a demanda da sociedade global por novos modelos de liderança. Novos rostos passaram a ser reconhecidos entre as pessoas mais influentes com diferentes bandeiras, sejam elas ambientais, políticas ou sociais. Com essa perspectiva nasceu o projeto Future Leaders (Futuros Líderes), um estudo baseado […]

Publicado: 24/04/2026 às 23:23
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7 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

A pandemia da Covid-19 acentuou uma crise de liderança tradicional e acelerou a demanda da sociedade global por novos modelos de liderança. Novos rostos passaram a ser reconhecidos entre as pessoas mais influentes com diferentes bandeiras, sejam elas ambientais, políticas ou sociais. Com essa perspectiva nasceu o projeto Future Leaders (Futuros Líderes), um estudo baseado em técnicas de processamento linguístico e Inteligência Artificial que avalia a nova geração de líderes abaixo dos 30 anos de línguas espanhola e portuguesa.

Podcast: Holacracia veio para ficar: como as lideranças podem se preparar

A partir de uma análise exaustiva da pegada digital discursiva (textos, publicações sociais, vídeos etc.), a pesquisa esclarece as tendências e traços de personalidade dos Future Leaders e estabelece um contraste com as características dos líderes atuais. O sólido sentido de disciplina, a forte tendência para a ação, a firme orientação para a cooperação e o coletivo, uma liderança resiliente, positiva e emocional são algumas das dimensões que definem o perfil desta jovem geração e a distinguem dos líderes contemporâneos.

A pesquisa desenha um grupo caracterizado pelo senso de dever e comunidade, para o qual “fazer” vem sempre antes de “dizer” e que incorpora 45% mais expressões emocionais. O estudo também contrasta os resultados com a linguagem dos líderes tradicionais, com um discurso mais frio, profissionalizado e técnico.

“A análise permite identificar uma mudança estrutural na forma como devem ser a liderança e a comunicação no futuro. A pandemia acelerou esta tendência que já se formava: de uma comunicação mais humana, mais próxima, com um propósito claro e muito focada na ação. É precisamente isso que será exigido destes líderes do futuro”, disse Cleber Martins, Sócio e Diretor Geral da LLYC no Brasil.

O projeto da LLYC, empresa global de consultoria de comunicação e relações públicas, em colaboração com a Trivu, um ecossistema global que promove oportunidades para jovens talentos, foi realizado a partir da identificação de 120 jovens líderes do futuro em 12 países: Espanha, Portugal, Peru, Estados Unidos, Argentina, Chile, Equador, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Panamá e México.

Nascidos a partir de 1990, os líderes do futuro reúnem referentes das mais diversas esferas de influência: desde a tecnologia, a medicina e o ambiente até questões sociais, o empreendedorismo e a gastronomia. No Brasil fazem parte desta lista Anielle Guedes, Anna Luisa Beserra, Lawrence Murata, Lincoln Ando, Maisa Silva, Matheus Goyas, Nátaly Neri, Philippe Magno, Tallis Gomes e Vinicius Silva. Para a sua seleção, foram considerados três critérios básicos: ter uma finalidade, seu potencial de mobilização e, por fim, sua capacidade de influenciar.

Vocação social

O “retrato do robô” gerado pelo modelo psicométrico deste estudo aponta os Future Leaders como uma comunidade que respeita o bem-estar dos outros, com a necessidade de transcender a si mesmo e priorizar o coletivo. Nessa linha, a análise morfossemântica confirma que esta geração possui um discurso muito mais voltado para os valores comunitários e sociais e ancorado na importância do team-play/atuação em equipe (substantivos como “Pessoas”, “Família”, “Amigos”, “Equipe” e “Apoio” ou verbos como “Ajudar”, “Compartilhar” e “Participar” são muito recorrentes em suas intervenções).

Também o uso dos adjetivos “Público”, “Climático” ou “Social” estão entre os mais usados pelos líderes mais jovens. O estudo aponta que as referências aos campos sociais, como “Educação” e “Saúde”, são muito mais relevantes para os Future Leaders.

Em relação às qualidades de sua liderança, os Future Leaders se destacam por defender uma liderança altamente apaixonada e mais sensível. Especificamente, as técnicas de processamento linguístico indicam que o uso de palavras emocionais é 45% mais abundante na fala dos Future Leaders e que, em 78% das vezes, elas têm caráter positivo.

Nessa linha de pensamento, adjetivos como “Incrível”, “Maravilhoso”, “Favorito” e “Positivo” aparecem no top 50 dos mais comuns na nova geração de líderes. Isso contrasta com a linguagem usada pelos líderes de hoje, que poderia ser descrita como mais fria e muito mais profissional e técnica, com o uso de os termos como “Legislativo”, “Comercial”, “Logístico” ou “Econômico”. São também os únicos que recorrentemente fazem alusão a conceitos como dinheiro (“Dólares”), corporações (“Empresa”) ou estruturas políticas tradicionais (“Campanha”, “Presidente”, “Município” ou “Deputado”).

A análise de personalidade e as técnicas de criação de perfil usadas neste estudo têm bases científicas sólidas. Com base na Trait Theory (Teoria dos Traços), LLYC e Trivu utilizaram o modelo Big Five de análise psicométrica. Além disso, durante a pesquisa, técnicas de NLP e Inteligência Artificial foram implementadas – o que tornou possível processar, entre outras, 1.017.391 palavras, 11.771 tweets, 8.931 postagens no Instagram, 81 discursos completos no YouTube por líderes de todas as gerações de idiomas espanhol e português.

“Fazer” antes de “dizer”

O relatório também conclui que, na sua função de líder, os mais jovens apresentam maior tendência à disciplina, maior sentido de dever e maior respeito pela ordem e rotinas. De fato, a análise verbal dos discursos das duas gerações mostra uma maior tendência à ação por parte dos Future Leaders. Assim, mostra que os mais jovens utilizam o verbo «Fazer» (segundo verbo mais utilizado) com maior frequência do que o verbo «Dizer» (frequência invertida no caso da geração atual). Além disso, a nova geração recorre com mais frequência à ação de “Trabalhar” e palavras como “Alcançar”, “Criar” e “Gerar”.

Uma das diferenças mais marcantes entre as duas gerações é o uso da palavra “Obrigado”. Especificamente, a análise coloca esta expressão como a mais utilizada pelos Future Leaders; ao passo que, no caso dos líderes atuais, ela cai para a metade da tabela (posição 25). Isso reforça a ideia de que novos líderes estão mais bem posicionados no eixo indivíduo-comunidade.

Além disso, uma das facetas mais distintas dos Future Leaders é a sensibilidade para o externo, para o que transcende o ‘eu’ individual. A sua impressão discursiva mostra que os mais jovens têm maior predisposição para compreender o que os rodeia e que atribuem maior importância à aprendizagem. Verbos como “Aprender”, “Encontrar”, “Saber”, “Pesquisar”, “Entender” e “Ouvir” são muito mais comuns em suas intervenções públicas.

“Não há dúvida de que esse ambiente VUCA [Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo], acelerado pela pandemia, nos colocou diante da maior mudança de paradigma em termos de reputação e valor social das lideranças tradicionais. Para nos anteciparmos a essa transformação, conduzimos uma investigação disruptiva em torno do elemento mobilizador por excelência de um líder: sua comunicação. Com este projeto, buscamos um duplo objetivo: por um lado, oferecer uma visão da nova geração de líderes que, adaptando-se à situação atual, serão capazes de inspirar a sociedade do futuro; e, por outro lado, reunir uma seleção desses jovens que, em toda a sua diversidade, já estão dando passos para mudar o mundo”, explicou José Antonio Llorente, Presidente da LLYC.

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