ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
liderança

Como a inteligência coletiva pode ajudar a acelerar a inovação nas empresas

Uma das características mais celebradas pelas empresas é a capacidade de resolver problemas. Afinal de contas, líderes devem estar prontos para fornecer respostas, certo? Para vários especialistas, no entanto, ter alguém com resposta para tudo não é o melhor caminho para a inovação: o mais indicado seria criar um ambiente que não se apoie em […]

Publicado: 01/05/2026 às 01:15
Leitura
4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Uma das características mais celebradas pelas empresas é a capacidade de resolver problemas. Afinal de contas, líderes devem estar prontos para fornecer respostas, certo? Para vários especialistas, no entanto, ter alguém com resposta para tudo não é o melhor caminho para a inovação: o mais indicado seria criar um ambiente que não se apoie em um ou outro individuo, mas sim na habilidade de todos. Em outras palavras, um processo que estimule a Inteligência Coletiva.

Desenvolvido pelo filósofo Pierre Levy, o conceito de Inteligência Coletiva refere-se a uma “inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências”. É como se elevássemos o ditado de que que duas cabeças pensam melhor do que uma para outra potência: todas as cabeças juntas, certamente, pensarão melhor do que uma ou duas.

Evidentemente, a teoria proposta por Levy e uma série de pensadores não exclui a necessidade de um líder para coordenar o andamento das operações. A tese defendida pelos especialistas neste conceito é que quanto mais as pessoas participarem do processo, melhores serão os resultados das inciativas.

O papel das lideranças, portanto, seria ajudar a orientar e organizar as etapas de produção e, além disso, identificar e selecionar ideias para reforçar a qualidade dos projetos. Outro aspecto importante da atuação dos líderes é avaliar o conhecimento específico dos colaboradores, analisando as diferentes experiências e perspectivas para montar times que possam gerar as soluções e serviços mais adequados.

O objetivo desse modelo é criar uma atmosfera participativa, que permita ir além do “vestir a camisa”. Mais do que engajar as pessoas em torno de uma meta ou cultura, a proposta é incluí-las diretamente na produção da empresa. É essa habilidade que permitirá, por exemplo, que as companhias consigam expandir suas posições como especialistas da área, minimizando e calculando os riscos.

De acordo com levantamentos de mercado, empresas com maior abertura à diversidade, por exemplo, podem ter um faturamento até 35% maior do que as companhias que relutam a esse tipo de ação. Da mesma forma, pesquisas indicam que organizações com mulheres em seus conselhos administrativos chegam a ter até 20% mais eficiência e agilidade na tomada de decisões. O que os números mostram é que tornar as equipes mais diversificadas proporciona novas perspectivas e pensamentos à operação, ampliando a capacidade de resolver problemas.

A diversidade é apenas um dos exemplos de como abrir espaço para novas ideias e pontos de vista. Outras maneiras de estimular e ampliar a participação das pessoas nos processos de inovação são investir na formação de profissionais in house, além de estabelecer as melhores práticas de mercado para atrair e reter talentos. Além disso, pode ser bastante eficaz estabelecer estruturas internas formais voltadas para a aceleração de ideias. Este tipo de iniciativa traz benefícios para os colaboradores, que têm a chance de obter reconhecimento, visibilidade e avanços na carreira pelas ideias apresentadas, bem como para as organizações, que passam a contar com um abastecimento contínuo de sug est&otil de;es realizadas por profissionais de confiança e que conhecem de perto as reais necessidades dos clientes.

Por fim, um item essencial que não pode ser deixado de lado quando o assunto é inteligência coletiva é a multidisciplinaridade. Para isso, porém, é necessário que as empresas possuam e reforcem uma cultura organizacional baseada no incentivo ao trabalho em equipe. Em todas as situações, de qualquer forma, é aconselhável que as companhias contem com ferramentas digitais avançadas, que permitam a automação de tarefas simples e a liberação de talentos para atividades mais estratégicas e relevantes para os resultados de negócios. A tecnologia disponível hoje também permite, por exemplo, que as equipes desenvolvam projetos complexos em colaboração, conectadas, a partir de qualquer lugar e em qua lquer tempo.

Ao investir nas pessoas e na infraestrutura adequada para sua atuação, as companhias têm mais chances de pensar o novo. Não é hora de buscar quem tem resposta para tudo, mas sim de realizar as perguntas certas e ter abertura para abraçar respostas que muitas vezes não conhecemos. Somente assim, com as condições corretas para o estímulo da Inteligência Coletiva, as companhias estarão prontas para inovar e gerar valor real aos clientes e a seus próprios colaboradores.

*Lauro Chacon é Vice-presidente de Marketing e Capital Humano da Qintess

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas