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cidades inteligentes
mobilidade urbana

Como a mobilidade urbana pode avançar as cidades inteligentes

Dentro de nove anos, o Brasil espera ter 225 milhões de habitantes, com 90% da população concentrada em áreas urbanas. Suportar o aumento populacional demandará planejamento e tecnologias. Parte central dos projetos de cidades inteligentes, a mobilidade urbana tem se desenvolvido nos grandes centros para ser multimodal: transporte público, compartilhamento de corridas, bicicletas, patinetes, veículos […]

Publicado: 27/04/2026 às 15:54
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4 minutos
mobilidade sustentável
Construção civil — Foto: Reprodução

Dentro de nove anos, o Brasil espera ter 225 milhões de habitantes, com 90% da população concentrada em áreas urbanas. Suportar o aumento populacional demandará planejamento e tecnologias.

Parte central dos projetos de cidades inteligentes, a mobilidade urbana tem se desenvolvido nos grandes centros para ser multimodal: transporte público, compartilhamento de corridas, bicicletas, patinetes, veículos elétricos – e, eventualmente, carros autônomos – compõem as alternativas.

A estimativa é de que, até 2030, o setor global de mobilidade cresça cerca de 75% e atinja um valor de US$26,6 trilhões, evidenciando o espaço existente no setor para o desenvolvimento de políticas públicas e inovações.

“Quando falamos em relação à mobilidade urbana, uma cidade inteligente não precisa exatamente de tecnologias extremamente inovadoras e nunca vistas antes. Ela precisa ser funcional, ágil, eficiente e, principalmente, útil para as pessoas, que são o centro de todo o planejamento urbano”, defende Luísa Peixoto, especialista em mobilidade urbana e Gerente de Políticas Públicas da Quicko, plataforma Mobility as a Service (MaaS).

Na lista a seguir, especialistas da Quicko destacam como a mobilidade urbana pode acelerar o avanço das cidades inteligentes

1. A pessoa no centro do planejamento urbano

O primeiro passo para tornar uma cidade inteligente é investir em planejamento urbano e planos diretores que priorizem as pessoas no centro das metrópoles. Seja na utilização de metrôs, ônibus, calçadas, bicicletas, carros ou qualquer forma de locomoção, o objetivo deve ser sempre deslocar pessoas e, por isso, elas precisam ser a prioridade da infraestrutura.

2. Integração de modais

Para promover uma mobilidade eficiente e inteligente, também é essencial que os modais – isto é, as diferentes formas de deslocamento – sejam integrados, ou seja, que bicicletários e pontos de ônibus estejam próximos de estações de metrô, por exemplo. Combinar maneiras de se deslocar é uma estratégia para otimizar a infraestrutura das cidades e promover segurança nos diferentes modais aumentando a agilidade do deslocamento e a conveniência no deslocamento. Além disso, a possibilidade de integração dá ao usuário o poder de escolha.

3. Tecnologia e fornecimento de informações em tempo real

Por meio da tecnologia, é possível que os usuários utilizem aplicativos de mobilidade urbana coletivos ou individuais. As plataformas reúnem, em um só lugar, informações e alertas em tempo real sobre a situação do transporte público.

4. Sustentabilidade

Uma cidade inteligente precisa ser sustentável no que diz respeito à emissões de carbono, distribuição do uso do espaço urbano, na utilização de matéria-prima para os meios de transporte. Pensando nas necessidades de redução de emissão de gases poluentes e de otimização de recursos, a mobilidade coletiva e consequentemente mais sustentável precisa ser priorizada nas metrópoles eficientes, sendo extremamente benéfico para os governos. Otimizando os deslocamentos e recursos urbanos, e também para o usuário, tornando o transporte público a opção de deslocamento mais eficiente e confiável.

5. Sinergia entre gestão pública e setor privado:

Para atingir a eficiência das cidades, é essencial que o poder público esteja atento às oportunidades que se desenvolvem em parceria com o setor privado. Dessa forma, ambos os setores podem trabalhar juntos no sentido de compartilhamento de inteligência de dados, informações em tempo real e análise do comportamento dos usuários. Isso permite que tanto os modais de transporte que estão sob cuidado público quanto os privados operem na cidade de forma integrada e complementar e não concorrencial, aumentando assim, as oportunidades de deslocamento para os consumidores.

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