Especialistas afirmam que gestores de TI precisam se adaptar rapidamente à computação em nuvem que lidera iniciativa de colaboração
A computação em nuvem se expande em taxas e direções dificilmente imagináveis há alguns anos atrás. E essa movimentação força os CIOs se adaptarem rapidamente a essa onda caso queiram continuar em suas posições. A reflexão vem de especialistas que participam da conferência Enterprise 2.0, em Boston, nos Estados Unidos.
Entre as mudanças mais dramáticas que estão por vir, de acordo com J. P. Rangaswami, CIO e cientista-chefe da BT Design, é o futuro fim do desktop corporativo. “A era do desktop fechado está chegando ao fim”, decreta o especialista. Ele acrescenta que os CIOs estão “agora vendo a era do “você pode trazer seu próprio desktop para o trabalho””.
O fenômeno ganha força por conta das pessoas mais jovens – muitas delas chegando agora o mercado de trabalho – que, frequentemente, têm em mãos tecnologias mais avançadas que as oferecidas no ambiente de trabalho. Os jovens pesquisadores ainda não ocupam posições de destaque, mas na medida em que ganham espaço nos ambientes de computação corporativa é esperado que eles promovam mudanças em direção à computação em nuvem.
Outro palestrante, Murali Sitaram, vice-presidente da Cisco Enterprise Collaboration Platform, avisou que as rápidas mudanças nos ambientes de computação em nuvem pedem plataformas de desenvolvimento. Ele e seu colega, Jim Grubb, demonstraram os benefícios do dashboard Cisco My View, que permite aos usuários acessarem diversas aplicações na nuvem.
Sitaram mostrou a disponibilidade de aplicações “one-click”, entendendo ser um dos grandes diferenciais que a companhia pode apresentar para facilitar a nuvem para as práticas de TI. A Cisco também destacou seu recente lançamento, a plataforma de colaboração Quad que integra voz, vídeo e redes sociais em uma única tela disponível para desktops, iPhone e iPad.
Ragaswami alertou que os CIOs não terão capacidade de paralisar essa onda de tecnologias individuais que começa a se infiltrar na TI corporativa. Ele encerrou dizendo que as novas ferramentas podem “fazer os gestores ou as corporações de bobos”.