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Como a transformação digital influenciará a comunicação e a imprensa?

O título deste meu artigo é uma provocação. Afinal, é indiscutível: a transformação digital é o novo normal. Não é algo para o futuro. Já está acontecendo e a empresa que não se adaptar a essa nova realidade poderá ficar apenas na memória das pessoas. Hoje, toda companhia quer ser uma ‘tech company’, e os […]

Publicado: 21/05/2026 às 08:37
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5 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

O título deste meu artigo é uma provocação. Afinal, é indiscutível: a transformação digital é o novo normal. Não é algo para o futuro. Já está acontecendo e a empresa que não se adaptar a essa nova realidade poderá ficar apenas na memória das pessoas. Hoje, toda companhia quer ser uma ‘tech company’, e os negócios de comunicação também fazem parte da lista.

Mas como exatamente a transformação digital está impactando e influenciando a atuação da imprensa em uma ponta e a da comunicação na outra? É o que vou detalhar a seguir. Acompanhe!

Adeus imprensa velha

Nos últimos anos, as mídias se modernizaram, migrando seus modelos de negócios para o digital. O papel, tão adorado pelas fontes, deu lugar gradativamente a sites e a presenças nas mais variadas mídias sociais. Com o tempo, um aliado surgiu nesse cenário, o analytics, que chegou para mudar a imprensa de patamar e fisgar a audiência. E isso não só na mídia on-line, mas também nas emissoras de rádio e de TV. Elas também estão na esteira da transformação. Nesse novo universo, os leitores e os telespectadores estão no comando e ignorá-los pode ser fatal.

Nesse contexto, um dos maiores desafios é entender melhor o público. Do que se alimentam? Onde vivem? Que tipo de conteúdo consomem e como? É quase filosófico e a resposta nem sempre é a soma de 1 + 1.

As empresas descobriram, no entanto, que os dados são chave nesse contexto, mas nem sempre eles estão nas mãos de quem oferece o conteúdo – se você quer saber mais sobre esse tema, eu escrevi recentemente um artigo sobre o poder das métricas. É por isso que HBO e Disney, por exemplo, que amargavam até então a soberania da Netflix, estão criando suas próprias ofertas de streaming.

Outras estão apostando forte no pay wall, sistema de assinatura que permite ao internauta o acesso a conteúdos restritos, para entender com mais profundidade sua audiência. Outras ainda estão quase que virando uma Edtech, usando conteúdo para mexer com os medos da audiência e fazê-las comprar assinaturas para saber como mergulhar e saber tudo sobre o tema X ou Y.

E a comunicação?

Normalmente, quando pensamos em transformação digital, tiramos da manga tecnologias da moda, como inteligência artificial (AI), machine learning e big data, que certamente ajudam negócios a rodar mais rápido. Mas essas tecnologias fazem muito mais do que aumentar a produtividade. Elas também mudam a forma como nos comunicamos. É por isso que a comunicação é altamente impactada.

Não faz muito tempo, a comunicação interna era praticamente um braço da área de recursos humanos ou de marketing. Ok, não tem nenhum problema nisso. Mas com o digital ela voou, passando por uma verdadeira metamorfose. Como a borboleta, que antes era apenas uma larva. O digital, então, permitiu uma comunicação mais fluída, clara e multicanal. É difícil encontrar uma empresa que não use a comunicação digital, que vai muito além do e-mail, para se conectar de forma mais efetiva com seus colaboradores.

O resultado? Fluxos de trabalho mais eficientes, quebra de silos e aumento da satisfação dos funcionários, acostumados em suas vidas pessoais com o digital. E o cenário ganhará ainda mais contornos nos próximos anos. Com estimativas de mercado indicando que nativos digitais representarão 75% da força de trabalho até 2025, as comunicações provavelmente serão mais rápidas e mais digitais.

A comunicação externa também ganhou novas fases. Afinal, as pessoas estão mais conectadas do que nunca. É a era da hiperconexão. A pesquisa Estado de Serviços Móveis, elaborada pela consultoria especializada em dados sobre aplicativos para dispositivos móveis App Annie, mostra que os brasileiros passaram mais de três horas por dia usando o celular em 2018. Essa média colocou o País em 5º lugar no ranking global de tempo dispendido com esse aparelho.

Para as empresas, isso significa que o ponto de contato inicial precisa ser essencialmente o digital e, de preferência, o smartphone. Trata-se de uma comunicação imediatista, conveniente e altamente personalizada, por meio de chatbots e outros recursos tecnológicos presentes no dispositivo móvel.

Assim como todo e qualquer negócio que está se transformando, para a comunicação e a imprensa ter ou não um legado é fator crucial na velocidade da mudança. Nenhuma companhia, no entanto, deve encarar esse fator como impeditivo para sua evolução. A jornada digital, apoiada em um propósito, é sempre a melhor forma de superar os desafios. Basta escolher a sua cereja do bolo.

E você já escolheu a sua? Se está do lado da comunicação ou da imprensa, agora é hora de mudar. Como você está lidando com essa provocante e invasiva transformação digital?

* Por Thais Antoniolli, presidente da PR Newswire/Cision Latam

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