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Como envolver as equipes de TI com as metas de negócio

Todas as empresas trabalham com metas, definidas por um planejamento de negócios. O grande desafio, no entanto, é como repassar esses objetivos gerais aos diversos profissionais que atuam na companhia, de forma a garantir o comprometimento deles com os resultados, mas sem criar uma pressão exagerada. O CIO da Pif Paf Alimentos, Augusto Antonio Carelli […]

Publicado: 01/05/2026 às 22:27
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Como envolver as equipes de TI com as metas de negócio
Construção civil — Foto: Reprodução

Todas as empresas trabalham com metas, definidas por um planejamento de negócios. O grande desafio, no entanto, é como repassar esses objetivos gerais aos diversos profissionais que atuam na companhia, de forma a garantir o comprometimento deles com os resultados, mas sem criar uma pressão exagerada.

O CIO da Pif Paf Alimentos, Augusto Antonio Carelli Filho, conta que, não só conseguiu implementar esse modelo de gestão na área de TI de sua organização, como transformou as metas mensais em uma forma de reter os profissionais. Para tanto, a empresa desenvolveu uma metodologia de remuneração variável, de acordo com o atingimento de objetivos mensais da área de tecnologia.

“Estávamos em época de revisão de salários e discutíamos formas de segurar nossos funcionários, mas como o departamento jurídico sempre foi contra contratações que não sejam com carteira assinada, iniciamos o projeto de metas mensais”, afirma Carelli, ao lembrar de como nasceu a iniciativa.

O CIO explica que uma das dificuldades foi definir o valor da remuneração variável. Nesse sentido, depois de muita discussão, a Pif-Paf resolveu que os profissionais de TI com 100% de metas mensais atingidas, recebem 15% a mais de remuneração mensal e, no final de um ano, somam dois salários extras.

Segundo o executivo, além do estímulo natural da remuneração variável, esse tipo de medida força os gestores a dar feedbacks aos funcionários, o que resolve muitos problemas da organização.

Outra preocupação do projeto foi garantir o envolvimento de todas as áreas. Para tanto, cada funcionário de TI – com o apoio do gestor direto – ficou responsável por mobilizar os demais departamentos e recursos necessários para o cumprimento dos objetivos. “Assim, não adianta dizer que a meta não foi batida por conta de problemas em outras áreas”, explica Carelli.

Para garantir que as metas estabelecidas sejam desafiadoras, e não impossíveis, a área de TI também teve a preocupação de trabalhar com um modelo de negociação. Dessa forma, todas as metas são acordadas entre o CIO e os gerentes de área que, por sua vez, ficam responsáveis por rever os objetivos com suas respectivas equipes.

Custo e benefício

Segundo o CIO da Pif Paf, os gastos com o novo modelo de remuneração variável – que teve início em 2006 – se pagaram com o menor turnover da equipe de tecnologia e com a produtividade obtida. “Este ano, tínhamos de implementar o SPED Fiscal e Contábil. Começamos a avaliar a possibilidade de fazer com uma consultoria externa, mas a equipe assumiu a responsabilidade”, relata o executivo, que complementa: “Era mais cômodo fazer fora, mas os profissionais aceitaram o desafio”.

Patrícia Kremer Armstrong, consultora de desenvolvimento organizacional da Caliper, avalia que a gestão de área por meio de remuneração atrelada a objetivos cumpridos pode ser bastante eficiente, contudo, esconde alguns riscos. O principal problema, segundo a especialista, está em não criar metas factíveis.

Uma das fórmulas para fazer com que esse tipo de incentivo funcione, de acordo com a consultora, é alinhar os objetivos de cada área ou departamento com as atividades dos profissionais, para que eles entendam sua função no planejamento estratégico. “Relacionar uma meta específica com a estratégia de negócios da companhia facilita a adesão no dia-a-dia”, aconselha Patricia.

A consultora lembra, porém, que a empresa – ou o diretor da área – precisa se certificar de prover aos funcionários os recursos necessários para o alcance das metas. Isso pressupõe ter uma estrutura adequada e também cuidar da capacitação dos profissionais.

“O primeiro erro da maioria das companhias é preocupar-se demais com as metas financeiras e esquecer o lado comportamental do trabalho”, adverte Patrícia. Segundo ela, todo gestor tem de avaliar qual tipo de competência um profissional precisa desenvolver para alcançar a meta financeira. Afinal, são seres humanos e não máquinas.

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