Em cinco anos, o gerenciamento da rede móvel será um recurso imprescindível para a TI
Além da Research In Motion, a HP, a divisão corporativa da Verizon, e
uma série de outros provedores estão oferecendo gerenciamento de
dispositivos móveis de uma forma ou de outra.
O mercado ganhou um participante de destaque em março deste ano, quando
a Microsoft começou a fornecer seu System Center Mobile Device Manager
2008, anunciado pela primeira vez em outubro de 2007. Um novo servidor
de aplicativos que funciona somente com o Windows Mobile 6.1, o Mobile
Device Manager 2008 é o primeiro produto importante lançado pela maior
companhia de software do mundo, que é capaz de tornar os handhelds tão
seguros e fáceis de serem gerenciados quanto os PCs.
O Engadget descreve o System Center Mobile Device Manager 2008 como
?limitado? e ?restritivo?, mas sua popularidade está aumentando entre
os adeptos da Microsoft, com 19% dos respondentes ao estudo declarando
que o utilizam. Seus recursos incluem conectividade com VPN,
atualizações instantâneas e desabilitação de recursos, além da
varredura remota de dados a partir de dispositivos perdidos ou
roubados. O preço do sistema fornecido pela Microsoft é de US$ 2.149
por servidor, mais US$ 57 por usuário ou dispositivo.
É importante observar que cerca de 60% dos departamentos de TI
padronizaram o uso de um único dispositivo móvel para seus
funcionários, o que deveria tornar mais fácil o gerenciamento. Mas a
homogeneidade dos aparelhos não vai durar muito, já que cada vez mais
funcionários estão levando seus próprios celulares e smartphones para o
trabalho, em vez de obtê-los por intermédio de suas companhias, assim
como laptops e outros equipamentos de computação que são de uso padrão.
O iPhone da Apple, em particular, está invadindo as companhias. Ami e
outros diretores de TI estão resistindo, mas essa resistência é uma
atitude fútil: recentemente, o chefe de Ami começou a utilizar um
iPhone que ele recebeu de presente de seu filho.
Muitas organizações de TI não têm nem mesmo as informações mais básicas
sobre os dispositivos e serviços que seus funcionários estão
utilizando. Um comentário que geralmente se ouve é o seguinte: ?Nem
sequer sabemos quantos desses equipamentos estão em uso na companhia?.
Outro desses comentários é: ?Não temos um meio de controlar o que os
usuários estão fazendo?.
No Over the Air Mobility Forum, da InformationWeek EUA, realizado em
Nova York, no primeiro trimestre de 2008, um exasperado diretor de TI
perguntou: ?Então você está dizendo que eu preciso descobrir que tipo
de dispositivo cada um de meus empregados está utilizando, qual é a
operadora, e que programas estão sendo utilizados?” Ele não afirmou
exatamente, mas é óbvio que aquele ?balão de pensamento? acima da
cabeça dele dizia: ?Pode esquecer!?
?SURPRESOS COM O QUE ENCONTRAMOS?
?Nosso enfoque inicial era apenas verificar o que tínhamos?, declara
Keith Brown, um administrador de redes do Gwinnett Hospital System of
Georgia. Com cerca de cinco mil médicos associados, o Gwinnett começou
cedo a adotar o gerenciamento móvel, tendo instalado uma suíte da
LANDesk, em 2004. Antes disso, Brown afirma, o sistema hospitalar não
dispunha de nenhuma visibilidade dos dispositivos utilizados, até que
ocorresse algum problema ?que forçava que se olhasse para ele?. E
então? ?Sempre nos surpreendemos com o que encontramos?, ele relata.