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Como não perder o rumo em situações de adversidade na carreira

Quem nunca puxou papo com um desconhecido com aquela tradicional pergunta: “o que você faz?”. A resposta, geralmente, vem precedida por um “eu sou…”. Seja advogado, engenheiro, jornalista, médico, temos o hábito de condicionar diretamente nossa profissão ao que somos. Sem dúvida, essa característica é, sim, muito importante, afinal, segundo Aristóteles, somos aquilo que fazemos […]

Publicado: 27/05/2026 às 10:46
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Construção civil — Foto: Reprodução

Quem nunca puxou papo com um desconhecido com aquela tradicional pergunta: “o que você faz?”. A resposta, geralmente, vem precedida por um “eu sou…”. Seja advogado, engenheiro, jornalista, médico, temos o hábito de condicionar diretamente nossa profissão ao que somos. Sem dúvida, essa característica é, sim, muito importante, afinal, segundo Aristóteles, somos aquilo que fazemos repetidamente. Mas quando alguma circunstância nos tira o emprego, o que resta?

Os dados de que 12% de brasileiros estão desempregados (IBGE) e cerca de 54% das profissões poderão ser substituídas por tecnologias já existentes até 2026 (UnB), chamam a atenção de Vanise Perez, consultora do DeROSE Life Consulting, ferramenta de autoconhecimento.

Segundo ela, mais do que nunca, essa é a hora dos profissionais se conhecerem plenamente. “Precisamos descobrir nossos valores, nossas reais habilidades e, principalmente, escrever nosso manifesto. Dentro disso teremos um leque de possibilidades para atuação profissional”, afirma.

O manifesto é uma frase que Vanise ajuda seu cliente a construir e que resume o que ele deseja expressar no mundo. Para a consultora, essa estratégia funciona como uma desconstrução do “eu sou determinada profissão” para chegar a algo que, de fato, define a essência da pessoa. “É um excelente norte, pois dessa forma não precisamos nos prender a um único rótulo como médico, advogado, engenheiro, mas sim somar conhecimentos para realizar aquilo que queremos para nossas vidas”, explica.

Mais do que um emprego

A elaboração do próprio manifesto, que pode também ser interpretado como seu propósito de vida, contribui para a construção de um mundo mais interessante. Uma das clientes da Vanise, lendo outros manifestos como exemplos para construir o seu, não deixou de observar o quanto aquelas pessoas eram incríveis. E para ser incrível não é necessário ter um trabalho que muda o mundo.

Segundo Vanise , nosso desejo de manifestação pode ter três diferentes níveis, e nenhum é melhor que o outro. “É importante que exista, no entanto, a consciência do que queremos alcançar e do esforço que teremos que fazer para chegar no resultado”, conta.

O primeiro nível de atuação do manifesto é em relação a algo que o indivíduo queira conquistar para si mesmo, como uma carreira de sucesso, viajar o mundo ou viver com tranquilidade na natureza. O segundo nível inclui a si e a quem está ao redor, como focar na construção de uma família, de uma empresa ou ainda quem trabalha para formar um grupo ligado a uma causa social específica. Já no terceiro nível de manifesto estão os indivíduos que atuam em algo voltado para toda a humanidade, que conseguem atrair muitas pessoas para se juntar à sua causa.

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