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Como pensam os CIOs da área de saúde

Para eles, é preciso melhorar a eficiência nos custos, transformar dados em informações e entender que as necessidades dos pacientes mudaram

Publicado: 10/05/2026 às 23:49
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4 minutos
Como pensam os CIOs da área de saúde
Construção civil — Foto: Reprodução

“Os maiores desafios do setor e dos profissionais de TI para a saúde

são trabalhar o profissionalismo das gerências de saúde, entender que

as necessidades dos pacientes estão mudando e que eles estão muito mais

exigentes. Além disso, com o aumento da competitividade no setor, é

preciso fidelizar esses pacientes e tornar os cuidados com a saúde

muito mais preventivos do que reativos”, afirma Silvana Zimmermann,

executiva de Pequenas e Médias Empresas da IBM Brasil, sobre o estudo A

nova voz do CIO, realizado pela empresa.

Esta análise, conduzida pela IBM Brasil com mais de 130 líderes de

TI de todo o País, mostra que esses profissionais estão cada vez mais

alinhados às expectativas do negócio e que as preocupações e

prioridades dos CIOs brasileiros são compartilhadas por seus cerca de

2.500 pares estrangeiros que participaram do Global CIO Study,

promovido em quase 80 países.

Conforme o estudo mundial, os três principais fatores externos de

preocupação do CIO atualmente são mudanças nos modelos de negócio,

orçamento e fatores macroeconômicos, sendo que no Brasil o último item

aparece com mais destaque, por conta da estabilidade econômica ainda

recente e pela inserção do Brasil na economia global. Ainda no País, um

dos pontos discrepantes na comparação com a pesquisa global é a

preocupação com os fatores regulatórios, devido à presença

governamental em alguns setores.

Em relação aos critérios mais importantes para avaliar a performance

da área de TI, destaque para execução de projetos dentro dos prazos

definidos e melhor eficiência nos custos. “Os CIOs brasileiros da área

da saúde precisam promover a padronização dos sistemas e processos, que

foram criados de forma isolada. Desta maneira, conseguirão criar mais

valor ao trabalho e reduzir custos”, analisa Silvana.

De maneira geral, o estudo reforça o crescimento do papel

estratégico do CIO como líder visionário e impulsionador do crescimento

financeiro. E entre as prioridades do profissional brasileiro aparecem

a ferramenta de Business Intelligence (BI) e outras soluções analíticas

(destacadas por 89% dos entrevistados para extrair insights e ampliar

vantagens competitivas ao negócio), soluções de mobilidade (com 85% das

respostas), Risk Management and Compliance (77%) e soluções de

virtualização (75%).

CIOs similares em maturidades de empresas diferentes

Para Silvana, a demanda de transformação para o setor de saúde

é grande, sendo que os desafios são mundiais: globalização, crescimento

do consumo, mudanças demográficas, aumento de doenças crônicas e

necessidade de tecnologia. Em meio a isso, os CIOs têm como inibidores

a pressão financeira e a capacidade de balancear os projetos de curto e

longo prazo. “Os CIOs brasileiros e estrangeiros são similares, mas

convivem com maturidades de empresas diferentes”, argumenta.

Por outro lado, a executiva aponta como mudanças dos CIOs do setor

da saúde o fato de eles estarem se envolvendo mais com o negócio. “Com

isso, esses líderes não trabalham mais a TI apenas como provedora de

infraestrutura. No entanto, ainda precisam atuar para que o grande

volume de dados se transforme em informação, em indicadores para as

áreas de negócios.”

A boa notícia da pesquisa é que tanto os CIOs brasileiros quanto os

estrangeiros passam a maior parte de seu tempo discutindo estratégias

de negócio. Para se ter uma ideia, o Global CIO Study aponta que os

líderes de TI das empresas mais lucrativas gastam, em média, o dobro de

tempo promovendo visão de negócios, frente aos profissionais de

companhias de baixa performance.

Os estudos A nova voz do CIO e Global CIO Study foram realizados com

líderes de TI de pequenas, médias e grandes empresas da América do

Norte, Europa Ocidental, Japão e países de rápido desenvolvimento,

abrangendo os setores público, financeiro, industrial, de distribuição

e de comunicação. No segmento de saúde, foram entrevistados

profissionais de hospitais, clínicas e laboratórios.

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