Para eles, é preciso melhorar a eficiência nos custos, transformar dados em informações e entender que as necessidades dos pacientes mudaram
“Os maiores desafios do setor e dos profissionais de TI para a saúde
são trabalhar o profissionalismo das gerências de saúde, entender que
as necessidades dos pacientes estão mudando e que eles estão muito mais
exigentes. Além disso, com o aumento da competitividade no setor, é
preciso fidelizar esses pacientes e tornar os cuidados com a saúde
muito mais preventivos do que reativos”, afirma Silvana Zimmermann,
executiva de Pequenas e Médias Empresas da IBM Brasil, sobre o estudo A
nova voz do CIO, realizado pela empresa.
Esta análise, conduzida pela IBM Brasil com mais de 130 líderes de
TI de todo o País, mostra que esses profissionais estão cada vez mais
alinhados às expectativas do negócio e que as preocupações e
prioridades dos CIOs brasileiros são compartilhadas por seus cerca de
2.500 pares estrangeiros que participaram do Global CIO Study,
promovido em quase 80 países.
Conforme o estudo mundial, os três principais fatores externos de
preocupação do CIO atualmente são mudanças nos modelos de negócio,
orçamento e fatores macroeconômicos, sendo que no Brasil o último item
aparece com mais destaque, por conta da estabilidade econômica ainda
recente e pela inserção do Brasil na economia global. Ainda no País, um
dos pontos discrepantes na comparação com a pesquisa global é a
preocupação com os fatores regulatórios, devido à presença
governamental em alguns setores.
Em relação aos critérios mais importantes para avaliar a performance
da área de TI, destaque para execução de projetos dentro dos prazos
definidos e melhor eficiência nos custos. “Os CIOs brasileiros da área
da saúde precisam promover a padronização dos sistemas e processos, que
foram criados de forma isolada. Desta maneira, conseguirão criar mais
valor ao trabalho e reduzir custos”, analisa Silvana.
De maneira geral, o estudo reforça o crescimento do papel
estratégico do CIO como líder visionário e impulsionador do crescimento
financeiro. E entre as prioridades do profissional brasileiro aparecem
a ferramenta de Business Intelligence (BI) e outras soluções analíticas
(destacadas por 89% dos entrevistados para extrair insights e ampliar
vantagens competitivas ao negócio), soluções de mobilidade (com 85% das
respostas), Risk Management and Compliance (77%) e soluções de
virtualização (75%).
CIOs similares em maturidades de empresas diferentes
Para Silvana, a demanda de transformação para o setor de saúde
é grande, sendo que os desafios são mundiais: globalização, crescimento
do consumo, mudanças demográficas, aumento de doenças crônicas e
necessidade de tecnologia. Em meio a isso, os CIOs têm como inibidores
a pressão financeira e a capacidade de balancear os projetos de curto e
longo prazo. “Os CIOs brasileiros e estrangeiros são similares, mas
convivem com maturidades de empresas diferentes”, argumenta.
Por outro lado, a executiva aponta como mudanças dos CIOs do setor
da saúde o fato de eles estarem se envolvendo mais com o negócio. “Com
isso, esses líderes não trabalham mais a TI apenas como provedora de
infraestrutura. No entanto, ainda precisam atuar para que o grande
volume de dados se transforme em informação, em indicadores para as
áreas de negócios.”
A boa notícia da pesquisa é que tanto os CIOs brasileiros quanto os
estrangeiros passam a maior parte de seu tempo discutindo estratégias
de negócio. Para se ter uma ideia, o Global CIO Study aponta que os
líderes de TI das empresas mais lucrativas gastam, em média, o dobro de
tempo promovendo visão de negócios, frente aos profissionais de
companhias de baixa performance.
Os estudos A nova voz do CIO e Global CIO Study foram realizados com
líderes de TI de pequenas, médias e grandes empresas da América do
Norte, Europa Ocidental, Japão e países de rápido desenvolvimento,
abrangendo os setores público, financeiro, industrial, de distribuição
e de comunicação. No segmento de saúde, foram entrevistados
profissionais de hospitais, clínicas e laboratórios.