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Como reduzir os custos da TI

As estratégias de empresas de diferentes portes para diminuir gastos com tecnologia da informação

Publicado: 22/04/2026 às 04:32
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Como reduzir os custos da  TI
Construção civil — Foto: Reprodução

Empresas com faturamento de R$ 1 bilhão por ano podem usar as mesmas fórmulas de redução de despesas que uma companhia que fatura R$ 50 milhões? Para Gláucio Cunha Barros, CFO do grupo Melhoramentos, um dos gigantes do setor de papel, o remédio contra os altos custos é genérico e todo mundo ? independentemente do tamanho do seu lucro ? deve sempre buscar eficiência nos processos de negócios.

Para Luís Furtado, vice-presidente da área de tecnologia da informação da SulAmérica Seguros, o poder de pressão sobre os fornecedores certamente pode ajudar as grandes organizações na hora de renegociar contratos e cortar cifrões. Por outro lado, a incerteza do futuro pode obrigar CIOs de pequenas, médias e grandes corporações a andar com uma calculadora na mão.

Por conta da instabilidade na economia mundial prevista para este ano, o Gartner Group recomenda que o ideal é que os gestores trabalhem com dois tipos de orçamentos de TI. Um modelo seria usado para continuar o que vinha sendo feito com sucesso nos anos anteriores e o outro deve ser ajustado a um suposto cenário de crise, caracterizado por uma forte demanda por diminuição de custos nas empresas.

Para obter resultados palpáveis, o Gartner assegura que qualquer que seja a política de corte escolhida, os CIOs devem reduzir os gastos em TI em pelo menos 10% do que foi investido em 2007. ?Por conta do crescimento do volume de projetos de SOA (sigla em inglês para arquitetura orientada a serviços) e business process management (BPM), deve-se combinar a economia de despesas com implementações de sucesso?, aconselha Robert Ilse, diretor da consultoria BearingPoint. ?Além disso, o corte de gastos com operações de data center também estarão na agenda de todos os CIOs em 2008.?

Para o consultor, como as organizações maiores têm infra-estruturas de TI cada vez mais complexas, elas possuem mais possibilidades de economizar em várias áreas. ?As empresas menores, pelo seu próprio porte, acharão maiores dificuldades para encontrar caminhos mais econômicos do que os que já percorrem.?

De acordo com empresas de portes diferentes ouvidas por InformationWeek Brasil, a dieta no orçamento pode conter ingredientes como a virtualização de servidores, a terceirização do parque de máquinas e de serviços não estratégicos, a adesão à governança de TI e até o monitoramento semanal dos acordos de níveis de serviços (SLAs, na sigla em inglês). A unificação de sistemas ? uma política de medição de resultados ? e a economia no consumo de energia também são usadas na luta contra os zeros a mais. A redução do peso dos custos pode chegar a 40% ao ano.

Regime sem brechas

Apesar de ser dono de um faturamento de R$ 550 milhões, o grupo Melhoramentos não foge da economia de custos na área de TI. Com um parque de 391 PCs, 32 notebooks e 32 servidores, a cartilha para guilhotinar despesas é baseada numa política de indicadores de resultados. ?Não existe uma fórmula mágica, mas um foco na busca de resultados por ação a partir de indicadores de desempenho?, diz Barros. ?Os índices estão sendo criados agora e a melhor recompensa deve vir da transparência que eles vão proporcionar, com mais agilidade na tomada de decisões.? O objetivo do executivo é reduzir o custo fixo da área em 20% por ano.

Além desse mapa de indicadores, a Melhoramentos quer atacar o desperdício com projetos de terceirização no parque de máquinas e de serviços não estratégicos, como a manutenção da infra-estrutura de voz e de dados. ?Medir resultados é fundamental, mas também é necessário focar na estratégia da empresa e terceirizar serviços que não agregam valor à área de TI.? Barros considera que esta linha é a ?bola da vez? nas planilhas da maioria das empresas.

Para José Carlos Costa, gerente de TI da Suzano Papel e Celulose, com quatro fábricas no Brasil, o trabalho de redução de zeros começa durante o acompanhamento dos contratos de prestação de serviços. ?Temos reuniões mensais em dois níveis: tático, para discutir ações de melhoria e inovações nos trabalhos prestados; e operacional, com o monitoramento semanal dos SLAs contratados.? A combinação destas duas frentes permite um gerenciamento mais redondo dos custos. ?Os desvios são identificados na origem, o que favorece uma correção rápida, com economia de tempo para a equipe.?

O time de Costa toma conta de 2,4 mil desktops e 250 notebooks. Hoje, a média anual de corte nas despesas chega a 10%. O executivo acredita que não há economia no dia-dia sem uma ?dieta? especial. ?É preciso haver uma mudança interna na empresa para que os resultados apareçam.?

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