Companhia lança soluções de rede definida por software como um dos principais pilares da área de infraestrutura convergente
Desenvolvedores brasileiros da HP do centro de pesquisa e desenvolvimento da companhia em Porto Alegre são os responsáveis pelo desenvolvimento da aplicação de rede definida por software (SDN, na sigla em inglês) para melhorar a experiência do usuário com o Microsoft Lync. As soluções desse segmento estão no centro do portfólio da fabricante para a área de infraestrutura convergente.
Em provas de conceito com 60 empresas em todo o mundo, principalmente nas áreas de telecomunicações, educação e saúde, o objetivo é redirecionar o trabalho do administrador de rede para a gestão das aplicações – e não da infraestrutura em si. “Hoje, sabemos que aproximadamente 70% do tempo da TI é investido em manutenção. É inviável manter uma equipe para manejar configurações em cada dispositivo, ainda mais com a complexidade e diversidade de aparelhos dos usuários”, detalha Antônio Mariano, diretor de pré-vendas da HP Networking no Brasil. “Queremos auxiliar essas pessoas a focarem na aplicação, pois é ela que trará real beneficio ao negócio da empresa”, completa.
No Brasil, ainda não há nenhum projeto implantado. Porém, duas empresas estão discutindo a implementação de uma prova de conceito. Os setores de maior interesse no País são o financeiro, ensino e pesquisa e provedores de serviço.
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Coluna de Flávio Xandó: Rede Definida por Software (SDN) – afinal, o que é isso?
A companhia disponibilizará a camada de controle na América Latina ao fim deste mês. As soluções usam padrão aberto OpenStack e OpenFlow, compatíveis com os switches legados de seus clientes e oferecidas sem custo. “Nossa estratégia é facilitar o uso desses padrões porque eles são o primeiro caminho para adoção da SDN, que é um dos centros de inovação em rede no futuro”, expõe Dave Hawley, gerente global da linha de produtos da HP.
Aplicações
A aplicação desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros regula automaticamente a largura de banda segundo as determinações das tarefas de comunicação entre os usuários na rede. Por exemplo, ao exibir um vídeo, a rede será configurada para prover mais velocidade que uma simples troca de mensagens de texto – aprimorando consideravelmente a experiência do usuário.
Além desta, outros usos relacionados à migração de tráfego em data centers e soluções de segurança também estão relacionados. Um dos projetos piloto em andamento na Ballarat Grammar School, na Austrália, permitiu a detecção e bloqueio automático de malwares e outras ameaçasse rede, acessado diariamente por mais de 1,4 mil alunos e 200 funcionários. Além disso, o administrador de rede também configurou restrições de acesso a websites segundo horários específicos. “É o tipo de solução aplicável a qualquer porte de empresa. No caso da Ballarat Grammar School, existe uma única pessoa responsável pela TI, assim como em algumas pequenas empresas”, diz Hawley.