Já faz um bom tempo que avalio as caixas acústicas da Edifier, empresa canadense que chegou ao Brasil há poucos anos e conquistou rapidamente seu espaço no mercado de caixas para PC. Dessa vez vou apresentar pra vocês um produto que ainda não está disponível no Brasil, um exemplar da série C, mais especificamente o […]
Já faz um bom tempo que avalio as caixas acústicas da Edifier, empresa canadense que chegou ao Brasil há poucos anos e conquistou rapidamente seu espaço no mercado de caixas para PC. Dessa vez vou apresentar pra vocês um produto que ainda não está disponível no Brasil, um exemplar da série C, mais especificamente o C2 em sua embalagem internacional escrita em chinês.
No site brasileiro da Edifier vocês vão encontrar especificações sobre o modelo C1 e o C11, ligeiramente diferentes do que eu recebi. Acredito que a boa impressão que tive nesse protótipo, se é que podemos chamar assim, será aplicada aos demais modelos da série C. A principal característica dessa família é o amplificador externo, e não mais dentro do subwoofer como é normal em outros modelos. Dessa forma, um dos inconvenientes de se posicionar o subwoofer no chão, o melhor local em termos acústicos, que era a necessidade de ter que se abaixar para ter acesso aos controles de volume, grave e agudo, acabaram. O amplificador pode ficar sobre a mesa em um local de fácil acesso e todos os controles estão à mão.
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Notei algumas coisas curiosas nesse amplificador que talvez não ocorram nas versões finais, por exemplo: o volume é indicado por um mostrador digital e vai de zero até 60 (e não 100 ou 10 como estamos acostumados), os graves podem ser controlados entre -9 e +9, e os agudos entre -7 e +7. Medidas pouco usuais mas que não afetam o desempenho do produto, apenas soam estranhas a primeira vista. O controle remoto também teve um comportamento estranho, talvez por ser um protótipo ainda, pois alguns botões acionavam funções diferentes das esperadas na regulagem dos volumes, mas mesmo assim era possível realizar todas as operações previstas.
As caixas são de madeira MDF, como é comum nos produtos Edifier, os satélites (de 6 watts cada) possuem alto falante para médios e agudos separados, e o imenso subwoofer com duto lateral tem um alto falante de 6.5 polegadas e 18 watts garantindo uma boa resposta dos graves. Todas as conexões são feitas diretamente ao amplificador, e de lá saem os cabos para o subwoofer e satélites. Há uma entrada auxiliar P2 estéreo para conectar um MP3 Player ou outro dispositivo qualquer, além dos cabos RCA para conexão com a placa de som do computador.
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Na parte frontal do amplificador temos a entrada para o headfone que ao ser plugado emudece o som nas caixas. É possível controlar normalmente o volume, graves e agudos do headfone pelo painel do amplificador ou pelo controle remoto. Além do computador usado nos testes, com som onboard HDA (High Definition Áudio) utilizei um iPod Vídeo como entrada auxiliar e fiz algumas experiências.
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Usando um programa de samples de alta resolução (Fruityloops) notei que as caixas não distorcem até o volume 58 (de um máximo de 60), a partir desse ponto duas luzes começam a piscar próximo ao mostrador digital indicando que o EIDC ( Edifier Intelligent Distortion Control ) começou a atuar. Evidentemente que as distorções podem ser maiores ou menores dependendo do sample utilizado, por exemplo, com algumas mal gravadas músicas no iPod a distorção acontecia bem mais cedo.
O volume é alto, limpo, e se não dá pra tremer as janelas ou incomodar os vizinhos como em outros modelos, ao menos oferece uma qualidade sonora excelente. Gostei de alguns detalhes que certamente vão agradar os usuários: você pode, por exemplo, trocar do computador para o auxiliar (iPod) apertando um único botão e há um efeito FADE IN/OUT rápido evitando sustos ou picos de áudio na troca das fontes. Você pode também ligar ou desligar o aparelho no meio de uma música que o efeito FADE irá atuar anulando completamente os picos.
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Alguns vão estranhar que o botão de volume gira livremente sem batente no início ou no final, mas há uma razão para isso pois esse mesmo botão é usado para ajustar os graves e agudos dependendo do modo (há um botão para selecionar o modo) que está ativo. Pode parecer estranho, mas acostuma-se facilmente.
Acredito que o produto estará disponível ao consumidor em breve, por enquanto não há nem preço definido, mas certamente será um pouco mais caro do que os modelos tradicionais da marca devido aos recursos diferenciados, como o controle remoto e o painel digital no amplificador, além do EIDC e outras sofisticações que custam mais do que as opções mais básicas. Essas pequenas sofisticações seduzem, eu mesmo se tivesse que optar por um modelo mais básico e esse, mais sofisticado, supondo que as características sonoras não mudassem entre as opções, certamente optaria pelo C2. Conforto é bom e eu gosto.