Ed Burns, autor do livro “Secrets of the Rockstar Programmers”, revela ao COMPUTERWORLD as duas principais características desse tipo de desenvolvedor Java.
Em passagem pelo Brasil para participar do The Developers Conference 2008 e divulgar seu novo livro “Secrets of the Rockstar Programmers”, o engenheiro sênior da Sun, Ed Burns, revela que os principais segredos de um programador astro de rock não são de outro mundo.
Ele coloca humildade e trabalho em equipe como pontos fundamentais para a função.
> Saiba o que faz de um programador um rockstar
O primeiro, diz, é responsável pelo aperfeiçoamento profissional. “É preciso saber que existe alguém melhor. Mas isso não pode abalar ou aborrecer você. Acredite na sua capacidade, vá até eles, fale e aprenda”, sugere.
O segundo item é trabalhar em grupo. “Qualquer software grande e útil o suficiente requer mais de uma pessoa se dedicando a ele. Colaborar, portanto, é outro segredo que merece destaque”, revela.
De acordo com Burns, os brasileiros são naturalmente bons com colaboração, o que talvez explique por que Java – que concorre cada vez mais com outras linguagens – é tão popular. Inclusive, o executivo que está na Sun há 11 anos, acredita que ainda há espaço o suficiente para atuar com a linguagem. “Essa é uma plataforma vibrante e por isso ainda compensa estudar e trabalhar com isso”, avalia.
Apesar disso, ele aponta a parte negativa da linguagem mais popular do Brasil. Para começar, o universo pode parecer grande demais e é difícil saber onde começar. “Mas o Java ao mesmo tempo é bastante acessível e a chave é seguir seu coração e percorrer passo a passo para se tornar melhor e melhor”, diz.
Em relação ao futuro do Java, o executivo vê duas vertentes. A primeira diz que Java será como Cobol. Mas ainda existem vagas em Cobol para programadores e ainda haverá daqui 15 anos ou até mais. “Algumas pessoas começam a se referir ao Java como legado, mas não é justo. Novos desenvolvimentos ainda estão acontecendo”, reclama.
O que Burns acredita de verdade, no entanto, é que a plataforma Java vai ficar mais aberta e trabalhar com várias linguagens baseada na Virtual Machine. Isso representa uma barreira em programação. “Antes a plataforma só aceitava a linguagem Java e agora podem rodar outras, como Ruby, o que significa que um programa agora pode rodar em muitos tipos de computadores”, resume.